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5 fatos para hoje: Maia reclama da base do governo; dívida chega a R$ 4,5 tri

Centrão e oposição têm se unido para obstruir as votações na Câmara dos Deputados.

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InvestNews
Rodrigo Maia
Rodrigo Maia assinou Foto: Reprodução Agência Brasil

1 – Maia critica obstrução de base do governo e cobra interesse para votar reformas

Após semanas de obstrução de partidos que fazem parte da base do governo e também da oposição, por motivos diferentes, segurando as votações da Câmara, o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), cobrou nesta terça-feira (27) interesse para se avançar com as reformas. “Não sou eu que estou obstruindo, é a base do governo. Se o governo não tem interesse nas medidas provisórias, eu não tenho o que fazer. Eu pauto, a base obstrui, eu cancelo a sessão. Infelizmente, é assim. Eu espero que, quando tivermos que votar a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) emergencial, a reforma tributária, que o governo tenha mais interesse e a própria base tire a obstrução da pauta da Câmara”, disse, perguntado se haveria votação de projetos nesta data na Casa.

Maia ressaltou que o instrumento da obstrução é um direito. A ação consiste em segurar ou atrasar as votações e pode ser feita por meio de requerimentos, como pedido de retirada de pauta, ou os deputados podem não dar presença necessária para abrir uma sessão deliberativa.

Enquanto os partidos do Centrão prendem as sessões por causa de um imbróglio que envolve a presidência da Comissão Mista de Orçamento (CMO), a oposição o faz para que a medida provisória (MP) que prorroga o pagamento e reduz o valor do auxílio emergencial seja pautada.

2 – Dívida Pública Federal sobe 2,59% e fecha setembro em R$ 4,526 trilhões

O estoque da Dívida Pública Federal (DPF) cresceu 2,59% em setembro e fechou o mês em R$ 4,526 trilhões. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (27) pelo Tesouro Nacional. Em agosto, o estoque estava em R$ 4,412 trilhões.

LEIA MAIS: Dívida pública: entenda como ela cresceu na pandemia e por que isso preocupa

A correção de juros no estoque da DPF foi de R$ 33,69 bilhões no mês passado, enquanto houve emissão líquida de R$ 80,70 bilhões.

A DPF inclui a dívida interna e externa. A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) subiu 2,56% em setembro fechou o mês em R$ 4,280 trilhões. Já a Dívida Pública Federal externa (DPFe) ficou 3,21% maior no mês, somando R$ 245,89 bilhões ao fim de setembro.

3 – Airbnb escolhe Nasdaq para realizar IPO, que pode ocorrer ainda em 2020

O Airbnb disse nesta terça-feira (27) que planeja ter ações listadas na Nasdaq, em sua esperada oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês). Desde 2019, era esperada que a oferta pública fosse realizada neste ano.

O mercado de viagens foi duramente atingido com a pandemia, a e as grandes cidades visitadas por turistas, uma força do Airbnb, devem ter foco substituído por estadias locais, com viajantes ainda cautelosos.

4 – Havan deve retomar IPO no ano que vem

A varejista Havan vai tentar retomar seu projeto de oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) no ano que vem, perseguindo a avaliação que não conseguiu atingir em 2020. A varejista, comandada pelo empresário Luciano Hang – que costuma se envolver em polêmicas e é apoiador de primeira hora do presidente Jair Bolsonaro -, não conseguiu convencer o mercado em 2020 de que deveria chegar à Bolsa avaliada em R$ 70 bilhões.

Hang participou das conversas preliminares com investidores desde agosto, usando suas tradicionais camisetas com frases patrióticas. No entanto, não conseguiu convencer o mercado sobre o preço pretendido em um momento em que o mercado brasileiro tem uma sobreoferta de candidatas a IPOs.

5 – Santander vê lucro subir, mas risco de calote nos próximos meses preocupa

O Santander Brasil (SANB11) registrou lucro líquido de R$ 3,9 bilhões entre julho e setembro de 2020, alta de 82,7% em relação ao trimestre anterior e de 5,3% sobre igual período de 2019, segundo balanço publicado ontem. O resultado veio 35% acima da média do que esperavam os analistas e foi creditado sobretudo à redução das despesas com reservas para eventuais calotes.

No entanto, analistas de mercado ponderam que a recuperação da economia depois do baque da pandemia de covid-19 é incerta e que o resultado positivo pode não ser sustentável daqui em diante. Uma das questões que assombram o Santander, e todos os bancos, são as dívidas que tiveram pagamentos prorrogados no início da pandemia e que agora começam a vencer.

O vice-presidente executivo do banco, Angel Santodomingo, admitiu ontem, depois da divulgação dos resultados, que poderá haver uma pressão nos indicadores de inadimplência do banco. Essa carteira de títulos prorrogados do banco hoje tem um índice de atrasos acima de 90 dias de 5,1%. Santodomingo evitou classificar a situação como um problema, porém: “Temos conforto.”

*Com Estadão Conteúdo

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