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5 fatos para saber hoje: acordo UE-Mercosul mais distante; sem auxílio para 2021

Após rumores dizendo que o governo pensava em prorrogar o auxílio emergencial abalarem a Bolsa ontem, Guedes rejeita a ideia.

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InvestNews
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1 – Parlamento Europeu não ratifica acordo UE-Mercosul

O Parlamento Europeu aprovou nesta quarta-feira (7), uma resolução que manifesta oposição à ratificação do acordo comercial entre União Europeia e Mercosul por preocupações com a política ambiental do governo de Jair Bolsonaro.

Aprovado por 345 votos a favor, 295 contra e 56 abstenções, o texto diz que o Brasil vai contra os “compromissos feitos no Acordo de Paris, particularmente no combate ao aquecimento global e na proteção da biodiversidade“.

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O alerta consta em emenda a um relatório de 2018 sobre as políticas comerciais do bloco. O documento concluía que a integração com os sul-americanos teria o potencial de diversificar as cadeias produtivas da Europa e poderia criar um mercado conjunto de aproximadamente 800 milhões de habitantes.

Com o trecho referendado nesta quarta-feira por parlamentares, a análise passa a incluir que o pacto “não pode ser ratificado como está”. A rejeição, no entanto, é simbólica e o acordo ainda precisa ser analisado pelo plenário da Casa, bem como em cada um dos parlamentos nacionais dos dois blocos.

2 – Guedes nega que auxílio emergencial será prorrogado

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse ontem que é “zero” a possibilidade de prorrogação do auxílio emergencial para 2021. “Não haverá prorrogação do auxílio até junho de 2021. Não existe articulação para isso”, afirmou a jornalistas.

Segundo ele, o benefício a 67,7 milhões de desempregados, informais e beneficiários do Bolsa Família acaba em dezembro deste ano, sem possibilidade ser prorrogado. Guedes chamou de descabidas informações sobre uma possível extensão da ajuda.

A posição da presidência da Câmara é a mesma”, escreveu o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) na sua conta no Twitter ao compartilhar uma reportagem sobre a fala do ministro.

3 – Governo lança ‘Voo Simples’ para tentar desburocratizar setor de aviação

Com o objetivo de melhorar o ambiente de negócios, o governo federal lançou nesta quarta-feira (7), em cerimônia no Palácio do Planalto, um conjunto de 52 medidas para aviação geral, com foco nos profissionais, operadores de aeronaves, instituições de ensino e empresas de pequeno porte. Chamado de ‘Voo Simples’, o pacote tem como uma das ações previstas o fim do prazo de validade da carteira de habilitação de pilotos. O tema, no entanto, ainda será alvo de uma consulta pública tocada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), que também irá discutir a periodicidade do treinamento em simulador e simplificar os requisitos de treinamento para copiloto.

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Participaram da cerimônia o presidente Jair Bolsonaro, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, o ministro da Economia, Paulo Guedes, entre outros ministros. Presente no evento, o dono da rede de lojas Havan, Luciano Hang, senta ao lado de Bolsonaro.

4 – Petróleo fecha em baixa por anúncio do fim das negociações por pacote fiscal

Os contratos futuros de petróleo fecharam em baixa nesta quarta (7) com forte reação ao anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que não haveria um acordo para uma nova rodada de estímulos fiscais no país antes das eleições. A declaração foi feita ontem no Twitter, quando os preços do petróleo já haviam encerrado a sessão e o recuo parcial dele hoje em alguns pontos, como ajuda a companhias aéreas, não foi suficiente para alterar o quadro.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o WTI para novembro caiu 1,77%, a US$ 39,95 o barril. Na Intercontinental Exchange (ICE), o Brent para dezembro recuou 1,55%, a US$ 41,99 o barril.

“O mercado ficou sob pressão desde os negócios da madrugada na Ásia, com as negociações de estímulo dos EUA fracassando, e agora parece improvável que veremos um pacote de estímulo até depois das eleições nos EUA“, apontou o ING. A visão é corroborada por relatório enviado a clientes pelo Commerzbank: “A notícia de que o presidente Trump dos EUA pretende adiar as negociações sobre ajuda econômica para depois das eleições está pesando nos preços hoje, com certeza”.

5 – EUA: Pelosi e Mnuchin devem voltar a debater ajuda ao setor aéreo nesta quinta

A presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, e o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, conversaram por 20 minutos nesta quarta-feira (7) sobre uma possível legislação para fornecer ajuda financeira adicional ao setor aéreo, de acordo com Drew Hammill, porta-voz da democrata. “Os dois concordaram em conversar amanhã (hoje, quinta-feira, 8) novamente”, escreveu Hammill em sua conta oficial no Twitter.

As tratativas entre Pelosi e Mnuchin ocorrem após o presidente americano, Donald Trump, suspender as negociações de um pacote fiscal mais amplo até depois da eleição presidencial de 3 de novembro. O republicano, entretanto, pediu ao Congresso que aprove medidas de estímulos direcionadas.

Nesta quarta-feira, o diretor do Conselho Econômico da Casa Branca, Larry Kudlow, mencionou a possibilidade em uma entrevista à CNBC. “As aéreas, definitivamente, precisam de mais ajuda“, declarou.

*Com Estadão Conteúdo

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