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Invasão do Planalto destruiu obras de arte de valor inestimável

A obra “As mulatas” de Di Cavalcanti, avaliada em cerca de R$ 8 milhões, tinha sete rasgos.

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Os apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que invadiram o Palácio do Planalto no domingo (8) causaram danos irreparáveis ao patrimônio e às coleções de arte do país, segundo o gabinete da presidência.

O quadro “As mulatas” do modernista brasileiro Di Cavalcanti, de 1928, tinha sete rasgos. A peça está avaliada em cerca de R$ 8 milhões, mas poderia alcançar muitas vezes esse valor em um leilão, disse a presidência em comunicado.

Um relógio do século XVII construído pelo relojoeiro de Luis XIV, Balthazar Martinot, dado como presente da Corte Francesa a Dom João VI, foi “completamente destruído”. Existem apenas dois relógios de Martinot. O outro está no Palácio de Versalhes, de acordo com o comunicado.

Algumas das obras de arte serão reparadas, mas será “muito difícil” restaurar o relógio, disse Rogério Carvalho, diretor de curadoria dos Palácios Presidenciais.

“O valor do que foi destruído é incalculável”, disse Carvalho no comunicado. “Do ponto de vista artístico, o Planalto certamente reúne um dos mais importantes acervos do país.”

Outros danos:

  • Uma escultura de madeira de Frans Krajcberg, avaliada em R$ 300.000, foi quebrada em várias partes
  • A estátua de bronze “O Flautista” de Bruno Giorgi, avaliada em R$ 250.000, foi quebrada, com pedaços jogados pelo chão
  • O quadro “Bandeira do Brasil” de Jorge Eduardo, de 1995, foi encontrado boiando em uma poça d’água
  • Uma mesa de trabalho do ex-presidente Juscelino Kubitschek foi usada como barricada por manifestantes e os danos ainda estão sendo avaliados
  • O vidro de uma mesa do designer Sérgio Rodrigues, usada por presidentes, foi quebrado

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