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O jovem de 19 anos que já vendeu sua primeira startup por R$ 600 mil

Filho de um dos maiores investidores-anjo no Brasil, o jovem alagoano de 19 anos trocou startups para investir em talentos ‘humanos’ da nova geração.

Publicado

em

por

Katherine Rivas

Para alguns a frase “educação é o melhor investimento” parece até clichê, mas para outros como Davi Braga, educação é sinônimo de oportunidade. Isso em todos os sentidos possíveis. Foi graças à educação que ele criou seu primeiro empreendimento e se tornou independente financeiramente aos 15 anos de idade. Hoje, este é o motor de uma das suas grandes empreitadas, o projeto Jovens Protagonistas.

SÉRIE JOVENS INVESTIDORES

Aos 19 anos, o jovem alagoano vive uma rotina agitada entre viagens de negócios, palestras sobre empreendedorismo, vida de influenciador e faculdade. No seu Instagram, Davi Braga tem 419 mil seguidores, a maior parte formada por jovens com um propósito em comum: abrir um negócio próprio.

Conhecido como um dos mais jovens empreendedores no Brasil e cheio de vitalidade, Davi já acumula sete anos de experiência focado 100% em empreendedorismo. Uma longa jornada que começou quando ele tinha 10 anos e que o levou a faturar R$ 600 mil.

Quando Davi Braga tinha 10 anos, percebeu que a demanda por material escolar na sala de aula era constante e nem sempre os pais dos alunos tinham tempo para comprar. Foi quando, aproveitando que sua mãe era dona de uma papelaria em Maceió, começou a vender os itens diretamente para os colegas de sala. Vendia e guardava o lucro .

Sem mesada em casa

Essa motivação por ganhar o próprio dinheiro foi semeada pelo pai, João Kleper, conhecido como o maior investidor-anjo no Brasil. Apesar de ter nascido em um lar estável, com todos os recursos necessários para seu desenvolvimento, Davi lembra que a mesada e itens de luxo não faziam parte de seu cotidiano. Se quisesse o celular de última geração, teria que comprar com seu próprio dinheiro. “Em casa não existia mesada. Sempre tive que me virar para ter as próprias coisas. Meu pai nos educou com uma base meritocrática. Quem fazia mais recebia mais”, lembra Davi.

Além de motivar os filhos a conquistar os próprios bens, Kleper também ajudou para que a semente empreendedora germinasse ainda cedo nos filhos. “Ele nunca quis mudar o mundo para mim, mas mostrou que existiam problemas e eu poderia ser o fator de solução”, conta o jovem.

Aos 13 anos, chegou a oportunidade de Davi colocar em prática os aprendizados. Ele percebeu que o problema dos materiais escolares persistia e se intensificava quando começava o semestre nas escolas. Enquanto os pais viviam aquele “parto” para encontrar cada material solicitado nas listas, Davi decidiu criar uma startup que fizesse o trabalho por eles, uma espécie de marketplace. Foi quando nasceu a List it, que fazia o trabalho pesado pelos pais e levava o material escolar até a porta de cada cliente.

A ideia deu muito certo e, um ano depois, o menino estava faturando R$ 600 mil. Em 2019, Davi Braga decidiu vender a List it para o grupo Eskolare e estudar nos EUA, permanecendo apenas com uma pequena participação na companhia.

Até então, a startup List it já tinha lhe rendido vários frutos, além de uma conta bastante avantajada. O primeiro deles foi o livro “Empreender Grande, Desde Pequeno”, que publicou aos 16 anos reunindo todos os aprendizados de sua jornada empreendedora, com o objetivo de ajudar outros jovens a seguir esse caminho.

Na sequência, chegaram as palestras, que aconteceram em mais de 19 estados. E teve até participação no Shark Tank.

Uma vida após o List it

Em vez de ter o carro próprio como muitos jovens sonham, aos 18 anos Davi Braga tinha R$ 600 mil na conta, que obteve com a venda da sua startup para o grupo Eskolare.

A maioridade também chegou um pouco antes. Aos 16 anos, ele foi emancipado pelos pais para poder ter uma empresa no próprio nome e gerir o próprio dinheiro. Até então, todos os recursos vindos da List it tinham sido investidos pela família em ações ou fundos de investimento.

MAIS: Startups: este é o momento para investir nelas, apontam especialistas

Quando assumiu sua conta, aos 16 anos, Davi decidiu diversificar o recurso entre ações, fundos de investimento e renda fixa. Também seguindo os passos do pai, decidiu fazer parcerias com startups em troca de divulgação, recebendo uma pequena participação nos negócios, ou aplicando nestas por meio de fundos. Na opinião de Davi, investir em startups é a melhor forma de contribuir com o desenvolvimento econômico do Brasil.

Após ter ganhado seu próprio dinheiro, o jovem decidiu aplicar em dois propósitos: o primeiro foi educação, que ele ainda considera o melhor investimento e o segundo foi um novo empreendimento, o Jovens Protagonistas.

Davi passou uma temporada estudando nos EUA, concluindo o ensino médio e estudando negócios em uma faculdade. Foi lá que teve os melhores insigths sobre os gargalhos da educação brasileira que travavam o espirito empreendedor dos jovens. Mas, apesar do ensino de qualidade nos EUA, ele sentia que faltava alguma coisa. Foi quando decidiu voltar ao Brasil e cursar uma faculdade pouco convencional.

Cansado de não receber na faculdade as qualificações técnicas para se fortalecer como empreendedor, Davi optou por cursar uma faculdade totalmente diferente, a Link School of Business, uma escola sediada em São Paulo que oferta apenas o curso de administração, mas focado 100% em uma formação para empreender.

Com uma mensalidade a partir de R$ 8.900, Davi conta que as aulas são na verdade “mentorias” com grandes nomes do mercado brasileiro e destinadas a resolver problemas reais. “Até no vestibular foi necessário apresentar um case”, conta ele, que começou esse ano na faculdade e deve permanecer pelo menos nos próximos três até garantir a formatura.

O segundo fim dos R$ 600 mil foi a criação do projeto “Jovens Protagonistas”, uma plataforma focada em ajudar mais jovens brasileiros na jornada empreendedora e, como o nome sugere, que desde cedo eles se tornem protagonistas da própria vida para criar o que quiserem. “Quero que eles entendam como usar suas aptidões para fazer o que gostam da vida e com retorno financeiro proporcional ao próprio esforço”, conta.

A ideia surgiu a partir das próprias experiências de Davi, comparando dos sistemas de ensino diferentes: o brasileiro e o americano. Enquanto escolas ainda não ensinam os jovens sobre empreendedorismo e propósito, Davi decidiu solucionar o problema com o projeto que já auxiliou pelo menos 2 mil participantes.

O “Jovem Protagonista” hoje conta com mais de 14 mil seguidores no Instagram, onde são divulgadas dicas para o sucesso e histórias de jovens de destaque com menos de 30 anos. A plataforma também oferece cursos digitais, oportunidade de fazer masterclass e até uma mentoria de sobre como abrir um negócio próprio com o próprio Davi.

E, para aqueles que procuram fazer networking com outros jovens empreendedores, é possível fazer parte da comunidade de Whatsapp com um pacote anual de R$ 59,90, onde são discutidos assuntos de independência financeira, negócios e oportunidades.

O problema do sistema educacional

Uma das causas que Davi abraça é a necessidade de escolas e faculdades fomentarem mais o empreendedorismo. Para ele, existe um gargalho na educação brasileira que trunca jovens que desejam abrir uma empresa, mostrando uma visão de sucesso um pouco padronizada. “As escolas não ensinam os jovens que eles têm o potencial de sair do ciclo natural de fazer faculdade, arranjar um emprego ou prestar concurso público”, afirma.

Da experiência de viver e estudar nos EUA, ele lembra que desde o ensino fundamental os jovens cursavam algumas matérias extras como aulas de negócio, economia e empreendedorismo dentro das próprias escolas. No Brasil, ele defende não tem conteúdo na sala de aula para qualificar tecnicamente os estudantes. “Faltam recursos como ensinar comunicação, pensamento crítico, gestão financeira, senso de prosperidade e programação”, acrescenta.

Outro problema que enxerga é a falta de educação financeira para jovens, ainda minoritária nas instituições de ensino. Para Davi, isso impede eles se organizem financeiramente, enxergando o dinheiro como um meio de troca para garantir a liberdade financeira e prosperidade. “Dinheiro não é ruim, a priorização dele sobre outras coisas é o que traz problema. Mas quando você usa o dinheiro como consequência e não como propósito, este vira um diferencial que pode trazer retornos maiores”, explica.

Crie mentes inovadoras

Davi também destaca a importância da família na criação dos filhos, como aconteceu com ele há alguns anos. Especialmente quando o assunto é independência financeira, ele alerta os jovens para não depender dos pais para tudo, que já têm a responsabilidade de garantir as necessidades básicas. “A responsabilidade dos pais é garantir um lugar para morar, alimentação e boa educação. Vejo muitos adolescentes chorando para ganhar um Iphone. Vai lá, se esforça e compra”, comenta.

Para ele, educar jovens independentes financeiramente é um dos caminhos para o empreendedorismo, porque eles aprendem na prática a importância do dinheiro e dos próprios erros.

Davi também afirma que outro problema é a podagem de sonhos na própria família, quando os pais não apoiam a ideia de abrir uma empresa ou inovar o que acaba limitando o potencial de quem eles podem ser no futuro. Ou até mesmo as críticas constantes para cada erro que fazem com que eles enxerguem do fracasso uma frustração, problema muito comum entre os empreendedores brasileiros que acham que falir é o fim da jornada.

“Ensinem seus filhos coisa que sirva para a vida. Se eles empreendem mais cedo, vão aprender a errar mais cedo também. Mas, assim, conseguirão ter sucesso e gerar renda antes”, conclui.

Enquanto o jovem de 19 anos continua na missão de encontrar e mentorear os empreendedores das novas gerações, não descarta em um futuro seguir os passos do pai e, quem sabe, também virar o maior investidor-anjo brasileiro.

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