A B3 pretende lançar sua stablecoin ainda no primeiro semestre deste ano – ou seja, até o fim de junho.

A informação foi confirmada por Humberto Costa, diretor de produtos de balcão e ativos digitais da bolsa, durante um evento promovido pela companhia nesta semana, em São Paulo.

Anunciada no fim de 2025, a criptomoeda será lastreada em reais e vai para permitir a liquidação de ativos tokenizados dentro da infraestrutura da bolsa brasileira.

Hoje, há 13 stablecoins ligadas à moeda local, com uma circulação de cerca de R$ 700 milhões. Contando a novata que está prestes a dar as caras no sistema financeiro brasileiro, serão 14.

No mês passado, a Anbima deu sinal verde para um projeto-piloto com 20 consórcios selecionados – incluindo grandes bancos – e a expectativa do mercado é que uma nova stablecoin também possa surgir a partir da iniciativa.

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Tokenização

Além da stablecoin, a B3 também sinalizou que deve lançar uma iniciativa de tokenização de ações já no segundo semestre deste ano. Tokenização é o processo de transformar ativos tradicionais em tokens na blockchain.

A ideia é colocar para rodar um mercado de ações tokenizadas para investidores locais. O volume de papéis tokenizados no mundo não para de crescer. No início da semana passada, foram US$ 3,57 bilhões negociados em apenas um dia.

Veja as cotações das principais criptomoedas às 7h50.

Bitcoin (BTC):  -2,25%, US$ 75.817,78

Ethereum (ETH): -3,61%, US$ 2.056,09

BNB (BNB): -1,33%, US$ 653,09

XRP (XRP): -2,42%, US$ 1,32

Solana (SOL): -2,80%, US$ 83,61

Outros destaques do mercado cripto

Tokenização no radar da CVM. Enquanto a B3 termina de desenhar sua stablecoin, a CVM prepara uma consulta pública sobre tokenização. A ideia do xerifão do mercado de capitais é discutir como vão funcionar as negociações de ativos tokenizados, a estrutura pós-negociação e como tudo isso deve operar dentro da blockchain. Vale lembrar que esse tema já estava na agenda do regulador para 2026.

Receita mira importações em cripto. Notícia meio bad para quem usa cripto no comércio exterior. A Receita Federal publicou uma nova regra que pode complicar operações de importação feitas com bitcoin, stablecoins e outros criptoativos. Na prática, contratos fechados apenas em cripto deixam de seguir o cálculo tradicional do imposto, o que pode gerar cobranças menos previsíveis – e até mais altas.

O nado quase assassino da baleia. O clima, que já não estava muito bom para os ETFs americanos de bitcoin, piorou. Isso porque uma baleia (investidor com muita grana) vendeu sozinha US$ 1,2 bilhão em cotas do ETF de BTC da BlackRock, o famosinho IBIT, numa operação privada feita fora do mercado tradicional. A venda não significa necessariamente uma fuga definitiva do fundo, mas reforçou o clima de cautela entre os grandões de Wall Street.