A temporada de balanços volta com tudo nesta segunda-feira (23), após o recesso do Carnaval. Saiba o que esperar para os principais nomes desta semana.

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Balanços da semana:

Segunda-feira (23)

Gerdau (GGBR4): No Brasil, a concorrência das importações, especialmente do aço chinês, segue sendo um ponto de atenção para os próximos trimestres. Já os ganhos operacionais na unidade americana podem suavizar a pressão de margens (o quanto sobra do que a empresa vende depois de pagar seus custos) por aqui.

Terça-feira (24)

Mercado Livre (MELI34): analistas continuam enxergando uma força estrutural para a empresa, com grande foco no crescimento de volume total de vendas (GMW, em inglês) e na lucratividade do banco digital Mercado Pago, além da área de logística.

Iguatemi (IGTI11): O último trimestre do ano costuma ser forte para o setor de shoppings e a empresa tem um portfólio de empreendimentos considerado “premium”. O ambiente macroeconômico em 2026 tende a favorecer a retomada do consumo com a queda de juros e o desemprego em patamares historicamente baixos.

GPA (PCAR3): o Grupo Pão de Açúcar enfrenta uma crise de confiança entre os investidores após uma complicada batalha nos bastidores entre os acionistas principais. No início do ano, assumiram como CEO e CFO, respectivamente, Alexandre de Jesus Santoro e Pedro Albuquerque, com a missão de melhorar a governança e realizar uma reestruturação operacional.

Quarta-feira (25)

WEG (WEGE3): os analistas esperam um crescimento moderado da receita e margens pressionadas no fim de 2025 e início de 2026. Embora a empresa tenha fundamentos sólidos, enfrenta desafios como capacidade de produção próxima do limite e efeitos cambiais com a baixa do dólar .

Isa Energia (ISAE4): o setor de transmissão é visto como um dos mais resilientes e “defensivos”. Isso porque as receitas são reguladas e protegidas pela inflação e não sofrem com aspectos como volume ou preço da energia.

Quinta-feira (26)

Aura Minerals (AURA33): as perspectivas para a companhia são positivas, com foco em crescimento acelerado da produção, geração de caixa e dividendos. A empresa tem potencial para se tornar, no médio prazo, uma produtora de médio porte com mais de 600 mil onças equivalentes de ouro por ano.

Azul (AZUL53): o mercado está de olho nas informações sobre a recuperação operacional pós-reestruturação e quais os passos após o grupo anunciar a saída da recuperação judicial nos EUA nas regras do Chapter 11. Por enquanto, a visão é limitada: em janeiro, a empresa aprovou um aumento de capital de R$ 7,44 bilhões, com emissão de 1 trilhão de novas ações, o que gerou massiva diluição dos investidores. Na quarta-feira (18), a companhia anunciou uma nova capitalização de R$ 4,98 bilhões, com potencial nova diluição dos minoritários.

B3 (B3SA3): as perspectivas são mais positivas em 2026 com um cenário macroeconômico mais favorável pela queda de juros e potencial e retomada de ofertas iniciais de ações (IPO, em inglês) após quatro anos sem nenhuma estreia. Há crescimento da base de investidores em vários segmentos, como o de fundos imobiliários e ETFs.

Caixa Seguridade (CXSE3): a visão que predomina entre os analistas é otimista. O grupo deve manter forte desempenho em 2026, com lucros consistentes, dividendos atrativos, com pagamentos acima de 90% do lucro líquido, e expansão operacional.

Copel (CPLE3): o otimismo com o grupo estatal paranaense que atua na geração, transmissão e distribuição de energia vem da forte geração de caixa e perspectivas de pagamentos robustos de dividendos.

Axia Energia (AXIA3 e AXIA6): a proposta de migração para o Novo Mercado da B3 (mais alto nível de governança da bolsa) é vista como um catalisador positivo. O tema será votado em assembleia geral de acionistas marcada para abril.