O Bitcoin (BTC) chegou a flertar com os US$ 75 mil na madrugada desta quarta-feira (18), mas perdeu força ao longo da manhã e voltou para a faixa dos US$ 72 mil, enquanto investidores aguardam sinais sobre os juros nos Estados Unidos.

Às 15h (horário de Brasília), o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) divulga sua nova decisão de política monetária. A expectativa é praticamente unânime: segundo o FedWatch, 98% do mercado aposta na manutenção dos juros entre 3,50% e 3,75% ao ano.

“Caso se confirme, esse cenário pode trazer estabilidade de curto prazo para ativos de risco, incluindo o bitcoin, já que está alinhado ao que os investidores já precificaram”, disse Guilherme Prado, country manager da Bitget.

Mas a decisão de hoje não é a grande questão. O foco está na coletiva de Jerome Powell, presidente do Fed, que acontece logo depois do anúncio. É ali que investidores buscam pistas sobre quando – e se – os cortes de juros começam.

Nos últimos meses, a expectativa era de que o alívio viesse ainda no primeiro semestre. Esse cenário, porém, perdeu força com a escalada do conflito no Irã. A guerra elevou o preço do petróleo e reacendeu as pressões inflacionárias.

Agora, grandes bancos como Barclays e Goldman Sachs já trabalham com a possibilidade de cortes apenas a partir de setembro.

Vale lembrar: juros mais baixos costumam favorecer ativos de risco, como criptomoedas, ao reduzir a atratividade de aplicações mais seguras – como os treasuries, títulos do governo dos EUA.

Veja as cotações das principais criptomoedas às 9h30.

Bitcoin (BTC):  -1,84%, US$ 72.781,62

Ethereum (ETH): -3,22%, US$ 2.259,22

XRP (XRP): -1,67%, US$ 1,48

BNB (BNB): -1,02%, US$ 661,70

Solana (SOL): -2,30%, US$ 91,77

Outros destaques do mercado cripto

Todo mundo quer stablecoins. O noticiário sobre stablecoins ferveu nas últimas 24 horas – no Brasil e lá fora. De um lado, a Mastercard anunciou a aquisição da BVNK, plataforma focada em pagamentos com esse tipo de cripto. Do outro, o Bradesco indicou que está desenvolvendo produtos ligados ao segmento. No meio do caminho, o PayPal acelerou sua aposta nesse mercado. Para completar, a fintech brasileira Nomad fechou uma parceria com a Ripple para usar a RLUSD – stablecoin da empresa – em transferências entre Brasil e Estados Unidos.

DeCripto entra em fase de testes. A Receita Federal avançou na fiscalização cripto. O órgão liberou um ambiente de testes para o envio do DeCripto – o documento que vai reunir informações sobre operações com ativos digitais. Quem entra na regra: prestadoras de serviços (como exchanges) e investidores com cripto no exterior. A obrigatoriedade só começa no segundo semestre. Por enquanto, é fase de adaptação.

Rating agora roda na blockchain. A agência de classificação de risco Moody’s decidiu dar um passo além no mundo cripto. A empresa lançou uma nova ferramenta que leva suas análises de crédito diretamente para a blockchain. O projeto estreia na Canton Network, uma rede voltada ao mercado financeiro institucional. Na prática, a ideia é integrar dados e avaliações de risco à tecnologia por trás das criptos, reduzindo atritos e aumentando a transparência nas transações.

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