A maior criptomoeda do mercado – negociada na faixa dos US$ 90 mil hoje – continua presa na temida “cruz da morte”. Esse padrão acontece quando a média móvel de preço de 50 dias cruza para baixo da média de 200 dias.
Historicamente, esse sinal costuma estar associado a quedas. Não é uma regra escrita em pedra, mas é algo que deixa traders com o pé atrás.
Do outro lado, os ETFs (fundos negociados em bolsa) à vista de bitcoin nos Estados Unidos também seguem sob pressão. Depois de registrarem US$ 697 milhões em entradas na segunda-feira (5) – o maior volume em três meses – o fluxo virou completamente.
Nos últimos três dias, segundo a plataforma SoSoValue, esses produtos somaram US$ 1,1 bilhão em saídas. Esses movimentos costumam pesar sobre o preço e mostram que os investidores institucionais, grandes usuários desses veículos, estão adotando uma postura mais cautelosa.
“As recentes saídas de capital de ETFs continuam a refletir o rebalanceamento de portfólios, a realização de lucros após uma alta inicial e a cautela de curto prazo em meio à consolidação do mercado, em vez de uma mudança fundamental na demanda institucional”, disse Nick Ruck, diretor da LVRG Research, ao site The Block.
Veja as cotações das principais criptomoedas às 9h30.
Bitcoin (BTC): +0,50%, US$ 90.316,71
Ethereum (ETH): -0,51%, US$ 3.087,07
XRP (XRP): +1,22%, US$ 2,09
BNB (BNB): +0,64%, US$ 889,01
Solana (SOL): +2,74%, US$ 138,10
Outros destaques do mercado cripto
Futuros de cripto ganham novo horário na B3. Boa notícia para quem negocia derivativos de criptomoedas e ouro na B3. A partir desta sexta-feira (9), os contratos futuros de bitcoin (BIT), ethereum (ETR), solana (SOL) e ouro (GLD) passam a ser negociados desde as 8h. Além disso, a partir de 20 de abril, o horário de negociação será estendido até as 20h. Segundo a bolsa, a mudança atende a uma demanda dos próprios investidores locais.
Quase R$ 6 bi em tokenização no Brasil. A tokenização – processo de transformar ativos tradicionais em tokens na blockchain – começou 2026 em ritmo acelerado no Brasil. Só neste mês, cerca de R$ 1,5 bilhão em tokens foram emitidos, levando o volume total no país para R$ 5,85 bilhões. Até agora, os principais ativos tokenizados nos primeiros dias do ano foram debêntures e Cédulas de Crédito Bancário (CCBs).
Submundo cripto movimenta US$ 154 bilhões. Apesar do avanço da regulação, as criptomoedas ainda seguem sendo usadas em atividades ilegais. Um relatório divulgado pela Chainalysis ontem mostra que transações ligadas a crimes com ativos digitais somaram US$ 154 bilhões no ano passado, alta de 155% em relação a 2024. Segundo o estudo, as stablecoins foram os principais instrumentos usados por criminosos virtuais, respondendo por 88% de todo o volume movimentado em atividades ilícitas.
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