Na última semana, investidores locais aplicaram US$ 2,6 milhões (R$ 13,65 milhões) em fundos de criptomoedas, segundo dados da gestora CoinShares. No acumulado do mês, o fluxo já soma US$ 8,2 milhões (R$ 43 milhões).
Outros poucos mercados também escaparam do vermelho, como Alemanha, com US$ 21 milhões (R$ 111 milhões), Canadá, com US$ 15,9 milhões (R$ 81 milhões), e Nova Zelândia, com US$ 100 mil (R$ 525 mil).
O movimento desses países destoa do cenário global. Nos Estados Unidos, por exemplo, os fundos cripto perderam US$ 445 milhões (R$ 2,3 bilhões) na semana, enquanto Suécia e Suíça registraram US$ 3,5 milhões (R$ 18 milhões) e US$ 4 milhões (R$ 21 milhões) em saídas, respectivamente.
No consolidado global, que soma entradas e saídas, o saldo foi negativo em US$ 414 milhões (R$ 2,17 bilhões) – a primeira semana de resgates em cinco semanas.
Segundo James Butterfill, head de research da CoinShares, o fluxo atual reflete um ambiente mais cauteloso lá fora.
Pesam no humor dos investidores, segundo ele, as incertezas geopolíticas – com a escalada do conflito envolvendo o Irã – e a mudança nas expectativas de juros nos EUA, que passaram de cortes para possíveis altas nas projeções mais recentes.
Com as movimentações atuais, o total de ativos sob gestão em fundos cripto globais caiu para US$ 129 bilhões (R$ 667 bilhões), voltando aos níveis vistos no início de fevereiro.
Veja as cotações das principais criptomoedas às 8h25.
Bitcoin (BTC): -1,27%, US$ 66.635,62
Ethereum (ETH): -1,22%, US$ 2.036,11
BNB (BNB): -2,17%, US$ 604,47
XRP (XRP): -2,65%, US$ 1,31
Solana (SOL): -4,00%, US$ 80,63
Outros destaques do mercado cripto
De cripto para o mercado preditivo. O Brasil ganhou mais um nome no já quente mercado de previsões – aquele em que os usuários negociam eventos futuros, de política a economia. A bola da vez é a VoxFi, criada por Fernando Carvalho (fundador da QR Capital, uma holding cripto) e Luis Felipe Carvalho (da NG.CASH). O movimento não acontece no vácuo. Lá fora, plataformas como a Kalshi já miram o investidor brasileiro, enquanto a própria B3 começa a dar sinais de que pode entrar nesse jogo.
Os quatro temas cripto na mira do BC. Quando o assunto é cripto, o Banco Central já tem uma agenda bem definida para os próximos meses. Entre os temas na mesa estão as stablecoins – hoje os ativos mais usados pelos brasileiros); a segregação patrimonial, que trata da separação entre o dinheiro dos clientes e o caixa das plataformas; o cripto as a service, que permite que empresas ofereçam serviços cripto com infraestrutura pronta; e o staking, forma de gerar rendimento com ativos digitais.
Nem só de stablecoin vive o brasileiro. Apesar da dominância das stablecoins e do bitcoin, o ethereum também tem seu espaço no coração do brasileiro – e não é pequeno. Em março, o total negociado em ETH no Brasil chegou a R$ 1 bilhão, com média diária de R$ 33,9 milhões, considerando dez exchanges com operação local, segundo o Índice Biscoint. Não é o ativo preferido do investidor local, mas está longe de ser secundário.
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