Os ETFs de bitcoin (BTC) nos Estados Unidos registraram seis semanas consecutivas de entradas líquidas, segundo dados da plataforma SoSoValue. Uma sequência assim não acontece desde julho do ano passado.

No período, esses fundos negociados em bolsa – os preferidos dos investidores institucionais – acumularam US$ 3,4 bilhões em aportes. Apenas na semana passada, as entradas somaram US$ 622 milhões.

O destaque segue com o IBIT, ETF da gigante BlackRock, que já reúne US$ 65 bilhões em ativos líquidos – cerca de 61% dos US$ 106 bilhões concentrados nos 13 fundos negociados no país.

O fluxo positivo acabou respingando no preço do bitcoin, negociado na faixa dos US$ 81 mil na manhã desta segunda-feira (11). As principais altcoins também operam em alta hoje.

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O peso macro

Dois fatores adicionais também vêm colaborando com o desempenho da maior cripto do mercado. Nos Estados Unidos, foi marcada para quinta-feira (14) a discussão do Clarity Act, projeto que tenta criar regras mais claras para o mercado cripto no país.

Esse movimento foi recebido com otimismo por parte dos investidores.

No campo geopolítico, apesar das rejeições recentes a propostas de paz, as negociações entre Irã e Estados Unidos ainda seguem na mesa, reduzindo parcialmente a aversão global ao risco.

Os analistas, porém, ainda evitam excesso de otimismo. Para André Franco, CEO da Boost Research, o bitcoin segue resiliente, mas o impasse geopolítico ainda tende a favorecer uma postura mais defensiva dos investidores no curto prazo.

“No curto prazo, a faixa provável de oscilação fica entre US$ 79.500 e US$ 82.000, com risco de teste da parte inferior caso o petróleo continue subindo ou o dólar ganhe mais força”, diz.

Veja as cotações das principais criptomoedas às 8h00.

Bitcoin (BTC):  +0,30%, US$ 81.062,64

Ethereum (ETH): +0,22%, US$ 2.330,43

BNB (BNB): +0,47%, US$ 653,14

XRP (XRP): +1,68%, US$ 1,45

Solana (SOL): +1,37%, US$ 95,14

Outros destaques do mercado cripto

Maio movimentado. Os primeiros dez dias de maio já começaram agitados no mercado cripto brasileiro. Só em stablecoins, os investidores locais movimentaram cerca de R$ 3 bilhões, com destaque para a USDT, a maior “cripto dólar”, que respondeu sozinha por R$ 2,75 bilhões do total. Em bitcoin, o volume negociado foi de R$ 455 milhões, enquanto o ethereum somou R$ 175 milhões.

Apreensão recorde de cripto. O uso de criptomoedas no Brasil segue em ritmo acelerado – só no ano passado, cerca de meio trilhão de reais em ativos digitais foram declarados. Mas os criminosos, claro, também estão aproveitando a onda. Em 2025, as apreensões de criptomoedas feitas pela Polícia Federal chegaram a R$ 71 milhões, seis vezes mais que no ano anterior e o maior valor já registrado pela corporação. Os dados são do jornal Folha de São Paulo.

Não deu boa na Suíça. Uma campanha para incluir o bitcoin nas reservas da Suíça deve fracassar após arrecadar apenas cerca de metade das 100 mil assinaturas necessárias para levar a proposta a referendo popular. A iniciativa queria obrigar o banco central suíço a manter BTC ao lado de ouro e moedas estrangeiras em suas reservas. O BC do país, porém, já havia se posicionado contra a ideia, citando preocupações com a volatilidade e a liquidez do mercado cripto.