O levantamento foi baseado em 1.009 entrevistas online realizadas entre os dias 10 e 15 de abril. Do total de participantes, 55% são homens e 45% mulheres, com idades entre 18 e mais de 50 anos.
A geração Z, grupo de pessoas entre 18 e 29 anos, aparece como a mais interessada nesse tipo de investimento. Segundo a pesquisa, a “nova geração já olha para cripto como parte natural da jornada
de investimento”.
O estudo mostra, porém, que ainda existem barreiras para a entrada no mercado cripto. Entre os entrevistados, 62% afirmaram considerar a linguagem do setor difícil de entender, enquanto 76% disseram acreditar que é necessário ter muito conhecimento para investir.
Bitcoin, ethereum e stablecoins
Do total de entrevistados, 16% dos entrevistados afirmaram ter criptomoedas. Outros 70% disseram não investir, mas já conhecer o tema, enquanto 14% declararam não ter contato com esse tipo de ativo.
Entre os investidores que já possuem criptomoedas, os principais motivos apontados foram diversificação da carteira e busca por rentabilidade.
Bitcoin (BTC), ethereum (ETH) e stablecoins atreladas ao dólar aparecem entre os ativos mais citados como porta de entrada para o mercado.
As stablecoins vinculadas à moeda norte-americana, vale lembrar, são entre os criptoativos mais declarados por brasileiros à Receita Federal.
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Mais feliz com CDB
A pesquisa também indica que 82% dos investidores se dizem satisfeitos com o investimento em criptomoedas. O bitcoin foi o ativo com maior retorno anualizado da última década.
O índice de satisfação com cripto é superior ao registrado para ações (79%) e poupança (58%), mas inferior ao observado em produtos de renda fixa, como CDB (86%), Tesouro Direto (85%), LCA (85%), fundos imobiliários (84%), LCI (83%) e previdência privada (83%).
Embora o bitcoin tenha acumulado forte valorização em certos períodos, especialistas costumam destacar que criptomoedas seguem sendo ativos de alta volatilidade e risco elevado, sujeitos a oscilações bruscas de preço.
Veja as cotações das principais criptomoedas às 8h30.
Bitcoin (BTC): -1,69%, US$ 79.267,64
Ethereum (ETH): -2,14%, US$ 2.254,43
BNB (BNB): -1,04%, US$ 671,29
XRP (XRP): -1,27%, US$ 1,43
Solana (SOL): -4,07%, US$ 90,65
Outros destaques do mercado cripto
Menos apetite na semana. Vale sempre acompanhar a movimentação dos fundos de criptomoedas brasileiros. É uma boa forma de medir o apetite do mercado. E, na semana passada, esses produtos atraíram apenas R$ 1 milhão – o menor volume desde o fim de janeiro. É um sinal de interesse mais morno. Hoje, os fundos locais somam R$ 6,52 bilhões em patrimônio. Os produtos ligados ao bitcoin seguem na liderança, com os fundos de ethereum logo atrás.
IA e a busca pelo bitcoin perdido. Quem guarda bitcoin por conta própria enfrenta um problema: perdeu a chave, adeus cripto. Não existe SAC e não dá para ligar para Satoshi Nakamoto. Foi o que aconteceu com um investidor que passou oito semanas tentando recuperar o acesso à carteira, sem sucesso. Como última tentativa, ele jogou todos os arquivos de um antigo computador da faculdade no Claude, IA da Anthropic. O assistente encontrou um backup de carteira de 2019 – e o investidor recuperou US$ 395 mil (R$ 1,9 milhão) em bitcoin.
A debandada nos ETFs gringos. Alguns dias são de alegria, outros são de tristeza. É a impermanência da vida. E isso também vale para os ETFs americanos de bitcoin. Depois de uma sequência de entradas fartas, ontem os fundos gringos registraram US$ 635,2 milhões (R$ 3,1 bilhões) em saídas em um único dia. Foi a maior debandada desde 29 de janeiro. O movimento, claro, ajudou a pressionar o mercado, e o bitcoin perdeu (de novo) a tão desejada faixa dos US$ 80 mil.