Dada a reação do mercado com a mudança de cenário, faz sentido. Só o índice acionário Bursatil (.IBC) deu um salto de mais de 90% em dólar desde segunda-feira (5).
Segundo documentos enviados pela Teucrium ao regulador americano, a ideia é que o novo fundo negociado em bolsa acompanhe empresas que sejam classificadas como venezuelanas ou que tenham mais de 50% de sua receita ou de seus ativos ligados ao país.
A gestora, que tem US$ 518 milhões sob gestão – principalmente em produtos ligados a commodities e cripto – disse à Reuters que já vinha trabalhando nesse ETF antes mesmo da captura do ditador. Será?
Se a SEC der sinal verde, será o primeiro ETF com exposição direta ao mercado acionário venezuelano – um mercado pequeno e de baixa liquidez, segundo a Bloomberg Intelligence.
O Eric Balchunas, analista sênior de ETFs da Bloomberg, disse que o país “não é ‘ETFizável’” justamente por não ter liquidez. “Isso é a indústria de ETFs sendo oportunista e tentando tirar proveito do momento.”
E não foi só a Teucrium que resolveu tentar ganhar uma boquinha. Outros players do mercado também começaram a se mexer feito formiga atrás de açúcar – ou melhor, de petróleo – depois que Donald Trump bradou que os EUA passariam a “administrar a Venezuela”.
Vale lembrar, como sempre, que nosso vizinho tem 17% das reservas mundiais de petróleo: 303 bilhões de barris, mais do que os 297 bilhões da Arábia Saudita.
(Com Bloomberg)