A operação Pela Ema, em Goiás, passa por expansão e hoje produz cerca de 100 toneladas métricas de óxidos de terras raras por ano, segundo o diretor de operações Ricardo Grossi. A expectativa é de um salto relevante na produção, para cerca de 6.400 toneladas anuais até o fim do próximo ano.
A transação ocorre em meio a uma onda de investimentos no setor, que reflete o esforço global para ampliar a oferta de terras raras fora da China. No ano passado, o país asiático chegou a ameaçar paralisações industriais ao restringir exportações, reforçando a urgência por diversificação da cadeia.
Mais escassas e valiosas, as terras raras escassas vêm atraindo investimentos em regiões como Estados Unidos e América do Sul. No caso da Serra Verde, cerca de 32% da produção futura em Pela Ema deve ser composta por térbio e disprósio — elementos essenciais para ímãs de alto desempenho. O restante incluirá neodímio-praseodímio (22%) e ítrio (42%), segundo Grossi.
A empresa também firmou um contrato de fornecimento de 15 anos com um parceiro apoiado pelos EUA, com preços mínimos de US$ 2.050 por quilo para o térbio e US$ 575 por quilo para o disprósio. Os materiais serão destinados exclusivamente a mercados ocidentais.
Além disso, a companhia avalia realizar parte do processamento — conhecido como separação de óxidos — no Brasil, com decisão final de investimento prevista para o início de 2027.
“Desenvolvemos um modelo de precificação que não está atrelado a benchmarks asiáticos altamente voláteis, o que aumenta a previsibilidade de receita”, afirmou Grossi, acrescentando que a estrutura pode destravar novos projetos no país.