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A Braskem informou que as negociações entre sua subsidiária mexicana Braskem Idesa e credores internacionais para a reestruturação de mais de US$ 2 bilhões em dívida chegaram a um impasse, após a empresa recusar os termos da proposta apresentada pelos bondholders.

A companhia afirmou, em fato relevante divulgado nesta segunda-feira (12), que a Braskem Idesa apresentou sua própria proposta de reestruturação aos detentores das notas seniores garantidas com vencimento em 2029 e 2032, enquanto os credores organizaram uma contraproposta formal em 6 de janeiro. 

Após analisar os termos sugeridos, a Idesa comunicou que não concorda com as condições propostas pelo grupo de investidores e que nenhum acordo foi alcançado até o momento.

Os materiais tornados públicos mostram que a própria Braskem Idesa reconhece enfrentar uma situação financeira delicada, marcada por geração de caixa enfraquecida, restrições severas de liquidez e níveis de alavancagem considerados insustentáveis. 

A companhia atribui esse cenário, entre outros fatores, ao ciclo prolongado de baixa da indústria petroquímica, às dificuldades no fornecimento de etano pela estatal Pemex e ao aumento dos custos logísticos no México.

Proposta

Na proposta apresentada aos credores, os acionistas da Braskem Idesa se dispuseram a aportar até US$ 700 milhões em recursos novos, por meio de uma combinação de linha de liquidez e aumento de capital. 

Aos bondholders, foi oferecida a possibilidade de trocar os títulos atuais por novos papéis com alongamento de prazo e carência inicial de juros, ou optar por um resgate antecipado com pagamento em caixa equivalente a 55% do valor de face, dentro de um limite global de US$ 400 milhões.

A contraproposta dos credores, no entanto, prevê condições mais rígidas, incluindo uma injeção total de até US$ 900 milhões, juros mais elevados sobre novos instrumentos de dívida, ampliação das garantias e maior grau de controle sobre decisões financeiras e operacionais da companhia.

Maior petroquímica da América Latina, a Braskem atua globalmente na produção de resinas plásticas e químicos renováveis. No terceiro trimestre de 2024, a companhia registrou receita líquida de R$ 58,3 bilhões e prejuízo líquido de R$ 6,2 bilhões.

Paralelamente, a empresa atravessa um processo de redefinição de controle acionário. Em dezembro de 2025, foi protocolado no Cade um acordo que pode resultar na transferência do controle da Braskem para a gestora IG4 Capital, após entendimento com bancos credores da Novonor. 

A Petrobras, que permaneceria como acionista relevante, ainda avalia os termos do novo acordo de acionistas. A operação depende de aprovação do Cade e de decisão final da estatal.

Disclaimer: Este texto foi escrito por um agente de inteligência artificial a partir de informações oficiais e de bases de dados confiáveis selecionadas pelo InvestNews. O trabalho foi revisado pela equipe de jornalistas do IN antes de sua publicação.