A maison francesa não é novidade no Brasil. Ela já opera no Shopping Cidade Jardim e no Jardin Shoppes, empreendimentos da JHSF, em São Paulo.
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A abertura de um terceiro endereço no país — e o primeiro fora do ecossistema da JHSF — diz algo sobre o momento do mercado de luxo brasileiro e sobre a disputa silenciosa pelos melhores endereços do varejo premium nacional.
Luxo em ascensão
O mercado de luxo brasileiro cresceu 12% em 2024, chegando a R$ 98 bilhões, segundo relatório da Bain & Company. A projeção é alcançar entre R$ 135 bilhões e R$ 150 bilhões até 2030.
Os segmentos que mais avançaram foram automóveis (+18%), saúde (+15%) e hotéis e experiências (+16%). Por trás desse crescimento há também um movimento externo. Grandes marcas internacionais têm olhado para o Brasil com interesse crescente, em parte porque outros mercados estão sofrendo.
“O mercado asiático e o europeu estão em dificuldade”, disse Ciro Neto, CEO da Iguatemi, na teleconferência de resultados do primeiro trimestre de 2026. “O Brasil se tornou um ponto de entrada interessante para o crescimento dessas marcas.”
Impacto no Iguatemi
A companhia tem apresentado números que sustentam essa posição. No primeiro trimestre de 2026, as vendas totais do portfólio somaram R$ 5,7 bilhões, alta de 12,8% em relação ao mesmo período do ano anterior.
As vendas por metro quadrado chegaram a R$ 8.245 nos shoppings, crescimento de 7,3% na base comparável. A taxa de ocupação encerrou o trimestre em 97,3% — a maior para um primeiro trimestre nos últimos 16 anos da companhia.

Dos 15 shoppings mais produtivos do Brasil em vendas por metro quadrado, seis pertencem ao portfólio da Iguatemi. O Iguatemi São Paulo é o primeiro colocado. O JK Iguatemi, o segundo.
É com esse argumento que a companhia vai às negociações com as marcas. OJK Iguatemi foi escolhido pela Bvlgari como o único destino permanente de Alta Joalheria da maison na América Latina. Entre o primeiro trimestre de 2025 e o de 2026, foram 417 inaugurações totais na companhia.