O plano é transformar o complexo em um projeto multiuso de alto padrão, com shopping — inicialmente com cerca de 50 lojas e restaurantes —, hotel Fasano, cassino e unidades residenciais.
Para a JHSF, o negócio aprofunda uma presença de mais de 15 anos no Uruguai, onde o grupo opera o Hotel Fasano Punta del Este. A transação ainda depende de aprovação de autoridades regulatórias e antitruste.
A JHSF Capital, braço de gestão de ativos do grupo, com R$ 10,3 bilhões sob gestão, atua como assessora financeira da operação e pode criar um veículo de investimento para atrair sócios externos ao negócio.
Expansão global
Esse é o nono anúncio de um hotel Fasano fora do Brasil. Hoje, a companhia tem dois hotéis Fasano operando no exterior: um em Punta del Este, no Uruguai, e outro em Nova York, em frente ao Central Park.
E outros cinco estão em construção — em Londres, Miami, Portugal, mais outro na Itália, na ilha da Sardenha, e outro no Uruguai, em La Barra.
Em fevereiro, a empresa ainda anunciou a compra do Palazzo Taverna Medici, em Milão, por 52 milhões de euros. A incorporadora vai transformar o imóvel histórico, erguido no século 16, em um hotel Fasano com 40 suítes e restaurantes.
Além dos hotéis, a JHSF tem shoppings (como o Cidade Jardim, em São Paulo), aeroporto executivo (o Catarina, em São Roque) e empreendimentos diversos, que eles chamam de “Residences e Clubs” (como o condomínio Fazenda Boa Vista e o São Paulo Surf Club).
No quarto trimestre de 2025, a área de Hospitalidade e Gastronomia — que inclui os hotéis Fasano — respondeu por 17,8% do resultado operacional recorrente da JHSF, que somou R$ 206 milhões.
Entre os demais negócios, os shoppings lideraram, com 40,1% do total, seguidos pelo aeroporto, com 21,4%, e por Residences e Clubs, com 20,7%.