As cinco empresas mais valiosas da bolsa brasileira perderam, juntas, R$ 71,82 bilhões em valor de mercado no pregão desta quarta-feira (8). O dia foi marcado pela forte queda do Ibovespa, que recuou 3,78%, voltando ao patamar dos 113 mil pontos pela primeira vez desde março, após a repercussão negativa das manifestações de 7 de Setembro.

Segundo dados da provedora de informações financeiras Economatica, a companhia mais valiosa da B3, Petrobras (PETR3; PETR4) perdeu, sozinha, R$ 19,65 bilhões com a desvalorização de mais de 5% em seus papéis em um único dia, passando a valer R$ 332,2 bilhões.

A fabricante de bebidas Ambev (ABEV3), segunda empresa mais valiosa da bolsa, perdeu R$ 15,4 bilhões. Em seguida, vieram Itaú Unibanco (ITUB3; ITUB4) e Bradesco (BBDC3; BBDC4), que encolheram R$ 14,3 bilhões e R$ 12,2 bilhões, respectivamente. Por sua vez, a mineradora Vale (VALE3) viu deu valor cair R$ 10,17 bilhões, ao recuar 2,98%.

Na véspera, apenas cinco das 91 empresas listadas no Ibovespa fecharam em alta, no pior pregão para o índice desde o dia 8 de março, quando o ex-presidente Luiz Inácio Luyla da Silva foi declarado elegível para a disputa presidencial de 2022.

A leitura do mercado foi de que o discurso do presidente Jair Bolsonaro contra ministros do STF durante os atos do feriado teria potencial de enfraquecer as pautas econômicas no Congresso e ampliar o debate sobre um possível impeachment.

Ibovespa tem pior desempenho em dólar

O Ibovespa teve na quarta-feira (8) o pior desempenho em dólar entre as bolsas do continente americano, segundo a Economatica. Enquanto o índice da B3 recuou 5,16% em dólares no pregão, os demais indicadores tiveram perdas menores. Confira abaixo a performance das bolsas convertida pela moeda norte-americana:

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