A CSN deve dar início na próxima semana à segunda fase do processo de venda da CSN Cimentos, a segunda maior fabricante de cimento do Brasil.

A informação foi confirmada ao InvestNews por uma fonte próxima à empresa – ela disse que diversas propostas foram recebidas na etapa anterior.

A venda do controle da CSN Cimentos pode render mais de R$ 10 bilhões, segundo pessoas próximas à operação. Entre os interessados estão o Grupo Votorantim, a Polimix e as cimenteiras chinesas Anhui Conch, Huaxin Cement e Sinoma International.

A J&F, holding dos irmãos Joesley e Wesley Batista, que chegou a ser apontada como forte concorrente, teria desistido da disputa.

A Votorantim Cimentos, maior empresa de materiais de construção do Brasil e 7ª maior produtora de cimento do mundo em capacidade instalada, deve entrar no negócio por meio de um consórcio, segundo fonte familiarizada com o grupo. A estrutura contornaria eventuais restrições antitruste do Cade. Uma aquisição direta, dado o peso da empresa no setor, provavelmente seria barrada pelo regulador.

O Morgan Stanley atua como consultor financeiro da operação.

A venda da cimenteira é a mais relevante de um plano estruturado de alienação de ativos da CSN, que tem como meta levantar entre R$ 15 bilhões e R$ 18 bilhões a partir de 2026.

O objetivo, segundo a empresa, é reduzir o endividamento do grupo, concentrar esforços nos segmentos de maior rentabilidade e, em até oito anos, atingir uma alavancagem sustentável em torno de 1 vez a relação dívida líquida/Ebitda — além de dobrar o Ebitda no período.

“Vamos resolver de uma vez por todas a alavancagem da CSN. Nunca nos comprometemos de maneira tão objetiva e pragmática para que isso ocorresse”, afirmou Benjamin Steinbruch, controlador e CEO da CSN, a investidores e analistas em janeiro, ao anunciar o plano.