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Suzano tem lucro de R$ 2,3 bilhões no 4º trimestre de 2021

Valor representa queda de 61% sobre o desempenho obtido um ano antes.

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07/10/2008. REUTERS/Michael Buholzer

A Suzano (SUZB3) divulgou nesta quarta-feira (9) lucro líquido de R$ 2,3 bilhões para o quarto trimestre, queda de 61% sobre o desempenho obtido um ano antes, impactado pela variação cambial sobre a dívida em moeda estrangeira.

A geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado somou R$ 6,35 bilhões, 60% acima do observado em igual etapa de 2020.

Analistas, em média, esperavam lucro líquido de R$ 1,6 bilhão para o Suzano nos três últimos meses do ano passado e Ebitda de R$ 6,1 bilhões.

A linha de variação cambial da Suzano foi negativa em R$ 1,4 bilhão nos três últimos meses do ano passado ante dado positivo de R$ 4,46 bilhões no quarto trimestre de 2020.

A companhia, maior produtora de celulose de eucalipto do mundo, divulgou seu balanço no mesmo dia em que a concorrente Klabin (KLBN4), que atua também no setor de papel para embalagens, divulgou resultado dentro do esperado, com alta de 44% no Ebitda, impulsionado por preços maiores, demanda aquecida e desvalorização do real.

A Suzano teve alta de 43% na receita líquida do quarto trimestre sob um ano antes, para R$ 11,47 bilhões. A melhora no faturamento ocorreu apesar de crescimento de apenas 3% no volume total de vendas, que atingiu 3,1 milhões de toneladas, das quais 2,7 milhões foram de celulose, incremento anual de 2%.

O custo caixa de produção de celulose subiu 20% no quarto trimestre na comparação anual, para R$ 747 por tonelada, impactado por fatores que incluíram aumento de preço de produtos químicos, do gás natural e de madeira. A Suzano afirmou que compensou parte da alta com maiores vendas de energia elétrica naturalmente gerada no decorrer do processo de produção da celulose.

A companhia terminou o quarto trimestre com uma redução na alavancagem refletida na relação dívida líquida sobre Ebitda ajustado. A relação em dólares recuou de 4,2 vezes no final de 2020 para 2,4 vezes no fim de 2021. Em reais, a alavancagem passou de 4,3 para 2,5 vezes.

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Este conteúdo é de cunho jornalístico e informativo e não deve ser considerado como oferta, recomendação ou orientação de compra ou venda de ativos.

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