O montante representa um avanço de 21,5% em relação a 2024 e é pouco mais de cinco vezes maior do que o registrado em 2020.
A maior parte das movimentações ainda passa por exchanges e plataformas locais, que concentraram R$ 323,9 bilhões. O uso de carteiras próprias aparece na sequência, com R$ 105,2 bilhões. Já as exchanges internacionais vêm logo atrás, somando R$ 76,3 bilhões.

A dominância das stablecoins
As stablecoins, como de costume, dominaram o mercado – especialmente o USDT, emitido pela Tether. Sozinha, a cripto dólar respondeu por R$ 326,89 bilhões em operações, o equivalente a 64,7% do total.
O USDC, a segunda maior stablecoin, aparece na terceira posição, com R$ 33 bilhões (6,5%). Somadas, as duas respondem por 71,2% do total declarado no país.
Para Fabrício Tota, VP de Negócios Cripto do Mercado Bitcoin, a dominância das stablecoins acontece porque esses ativos já cruzaram a barreira do “mundo cripto”.
“Tem um monte de gente e empresa que nunca se interessou por bitcoin (BTC) ou por ativos tokenizados, mas encontrou nas stablecoins um caso de uso útil para o dia a dia: pagar, receber, remeter, operar fora do horário bancário”.
Segundo o executivo, para muita gente, a porta de entrada no universo cripto tem sido justamente esse tipo de ativo – seja de forma direta, seja indireta, por meio de serviços que operam sobre stablecoins.
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Bitcoin e altcoins
Apesar do protagonismo das stablecoins, as principais criptomoedas do mercado também têm espaço nas carteiras dos brasileiros.
O bitcoin, por exemplo, respondeu por R$ 47,9 bilhões – o segundo maior volume, atrás apenas do USDT. Já o ethereum (ETH) aparece na quarta posição, com R$ 16,89 bilhões, seguido pela solana (SOL), com R$ 8,13 bilhões.
Veja as cotações das principais criptomoedas às 8h30.
Bitcoin (BTC): -0,30%, US$ 75.223,62
Ethereum (ETH): -0,86%, US$ 2.305,11
BNB (BNB): +0,63%, US$ 625,09
XRP (XRP): -0,86%, US$ 1,41
Solana (SOL): -0,27%, US$ 85,06
Outros destaques do mercado cripto
Quase US$ 1 bi nos ETFs. O mar está para peixe – ou melhor, para cripto – nos ETFs de bitcoin dos EUA. Os 13 fundos somaram US$ 996,3 milhões em entradas na última semana, o maior fluxo desde meados de janeiro, segundo dados da plataforma SoSoValue. Quem puxou a fila foi o famosinho IBIT, da gestora gigante BlackRock, que sozinho respondeu por US$ 906 milhões. O MSBT, do Morgan Stanley, que estreou esses dias, atraiu US$ 71 milhões.
O maior ataque hacker do ano. Rolou mais um ataque virtual no mercado de finanças descentralizadas (DeFi) – aquele formado por plataformas que oferecem serviços financeiros. Um criminoso explorou uma falha em uma ponte (protocolo que conecta uma blockchain à outra) da Kelp DAO e levou cerca de US$ 292 milhões. Foi o maior hack do segmento neste ano. E, claro, já tem muita gente dizendo – de novo – que o DeFi morreu.
Blockchain pública da América Latina. O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), uma instituição que financia projetos de governos, está tocando um programa com bancos centrais da América Latina, incluindo o Brasil, segundo o site Blocknews. A ideia é criar uma blockchain pública regional para viabilizar pagamentos entre países, com moedas tokenizadas emitidas pelas próprias nações. A iniciativa ganhou o nome de CBWeb3.