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Análise

Morning Call: bolsas globais sinalizam respiro, após janeiro volátil

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Cenário global e bolsa de valores 

Após um mês de janeiro de correções, as bolsas globais iniciam fevereiro sinalizando altas nesta terça-feira. Uma série de declarações tranquilizadoras de autoridades do Federal Reserve ajudava a acalmar o nervosismo em torno de altas de juros, uma vez que elas parecem ter confirmado na segunda-feira que os custos dos empréstimos vão subir em março, mas mostraram cautela sobre o que pode vir em seguida. No que pareceu um coro bem orquestrado, quatro membros do banco central norte-americano disseram que sentem ser a hora de o Fed começar a remover o suporte de uma economia em forte crescimento, onde a inflação está na máxima em quatro décadas. As gigantes de tecnologia deram ontem um choque de otimismo nas bolsas em NY, que esperam hoje pelo balanço da Alphabet (Google), depois do fechamento. O bom desempenho no último pregão do mês não apagou, porém, os desafios de janeiro, marcado por volatilidade máxima em Wall Street.

A única bolsa em operação na Ásia encerrou o primeiro pregão de fevereiro em alta após NY subir pelo segundo pregão consecutivo. Em Tóquio, o Nikkei subiu +0,28%, a 27.078,48 pontos, sustentado por ações do setor aéreo e de eletrônicos, que sofreram mais no decorrer de janeiro. As bolsas da China, Hong Kong, Coreia do Sul e Taiwan não operaram hoje devido aos feriados para a comemoração do ano novo lunar. As bolsas europeias avançam nesta terça-feira, após um janeiro volátil, com destaque para o banco suíço UBS devido ao forte resultado do quarto trimestre. O índice pan-europeu STOXX 600 subia 1,02%, a 473,65 pontos, depois que janeiro se tornou seu pior mês desde outubro de 2020. As ações do setor financeiro lideravam os ganhos no índice de referência, subindo 2,5% e a caminho de marcar seu melhor dia em quase dois meses, depois que o UBS apresentou seu melhor lucro anual desde a crise financeira global.

Zona do Euro:/IHS Markit: PMI industrial avança 58,7 em janeiro, abaixo da prévia de 59 estimada por analistas. Trata-se do menor nível desde agosto do ano passado. Já o desemprego na zona do euro cai a 7,0% em dezembro, pouco abaixo da expectativa de analistas que esperavam queda de 7,2%.

Cenário no Brasil e Ibovespa

Na cena nacional, Guedes participa a partir das 10h de evento do Credit Suisse, enquanto o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central entra no primeiro dia de reunião de política monetária para decisão da taxa Selic na quarta-feira. A inflação pelo IPC-S sobe 0,49% na quarta quadrissemana de janeiro (após 0,57% em dezembro) acima da mediana de 0,46% e acumula alta de 9,58% nos últimos 12 meses. O Índice de Confiança Empresarial (ICE) do FGV IBRE caiu 2,5 pontos em janeiro, para 91,6 pontos, menor nível desde abril de 2021 (89,6 pts.).

Nem as apostas mais fortes para o ciclo de aperto nos EUA e menos ainda a convicção de que o Copom levará a Selic para a faixa de 12% têm impedido o Ibovespa de se recuperar, enquanto o dólar já voltou para R$ 5,30. Enquanto o fluxo estrangeiro estiver entrando na B3, essa tendência tende a se manter. O principal índice da bolsa brasileira subiu na segunda-feira, ainda que com desempenho mais tímido do que as bolsas em Wall Street, e fechou seu melhor mês em mais de um ano. O Ibovespa subiu 0,21%, a 112.143,51 pontos.

Indicadores econômicos e eventos
Primeiro dia da reunião do Copom
Alemanha/IHS Markit: PMI industrial final de janeiro (5h55)
Zona do euro/IHS Markit: PMI industrial final de janeiro (6h)
Reino Unido/CIPS/IHS Markit: PMI industrial final de janeiro (6h30)
Zona do euro/Eurostat: taxa de desemprego em dezembro (7h)
FGV: IPC-S de janeiro (8h)
FGV: Confiança empresarial em janeiro (8h)
Paulo Guedes profere palestra em evento do Credit Suisse (10h)
Brasil/IHS Markit: PMI industrial de janeiro (10h)
Fux faz discurso de abertura do Ano Judiciário (10h)
EUA/IHS Markit: PMI industrial final de janeiro (11h35)
EUA/ISM: PMI industrial de janeiro (12h)
EUA: Relatório Jolts de Emprego de dezembro (12h)
EUA/Dpto do Comércio: investimento em construção em dezembro (12h)
Secex: balança comercial de janeiro prevê deficit de US$ 165 milhões (15h)

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