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Análise

Morning Call: bolsas estáveis à espera de desdobramentos políticos nos EUA

Os principais fatos que podem impactar os mercados hoje, os destaques de ontem e uma breve análise do índice Bovespa.

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Destaques (José Falcão Castro):

  • Ontem à noite, Mike Pence informou que não invocará a 25ª Emenda para afastar Trump. Com isso, Nancy Pelosi deve colocar o impeachment em votação hoje na Câmara; Biden teme que o processo possa atrapalhar a sua posse. Já os mercados relevaram as tensões em Washington, nesta 3ªF, com os planos anunciados pelos democratas de elevar a ajuda aos americanos para US$ 2 mil, como “primeiro ato da nova legislatura”;
  • Dólar tenta recuperação após quedas de ontem, e petróleo tem altas leves; no pré-mercado de NY, os índices futuros mantêm cautela e operam próximos da estabilidade, antes de definição da situação de Trump: Dow Jones futuro (-0,10%), S&P 500 (-0,12%), Nasdaq (-0,01%);
  • Desde o fim de março, S&P 500 e Dow Jones subiram quase 70%, e a alta do Nasdaq passou de 80%, é fato que no curto prazo podem ter correções acentuadas;
  • As bolsas europeias também operam próximas da estabilidade, mesmo depois da boa notícia da produção industrial em novembro na zona do euro: alta foi de 2,5%, ante projeção de apenas +0,3%;
  • Em evento da Reuters, Christine Lagarde disse que lockdowns europeus devem durar até o fim no 1º trimestre; Neste momento, a bolsa de Frankfurt cai 0,12%, Londres (+0,02%), Paris (+0,10%), Madri (+0,03%), Milão (-0,05%), Lisboa (-0,90%);
  • Mais cedo, as bolsas asiáticas fecharam mistas com segunda onda de covid em algumas regiões; Xangai fechou em baixa de 0,27%, e Hong Kong estável (+0,02%) e Tóquio (+1,04) puxada pelas empresas de tecnologia;
  • Aqui, finalmente informada, a eficácia de 50,38% da Coronavac decepcionou, em meio à confusão do marketing político que predomina no tema das vacinas.

Análise Gráfica – IBOV (Hugo Carone):

  • Não temos nenhuma mudança por aqui, já que a média móvel exponencial de 9 períodos continua sendo respeitada como suporte. A faixa imediata de suporte está em 121 mil pontos e o suporte mais forte seria na casa dos 116.700. Mesmo tendo superado o topo histórico, temos algumas regiões que podem mostrar resistência como 128 mil pontos.

Cenário global e bolsa brasileira ontem (Murilo Breder):

  • Após cair 1,5% na véspera, a terça-feira (12) foi dia de recuperação para o Ibovespa. O principal índice de ações brasileiro subiu +0,60% mesmo em meio a uma persistente ansiedade sobre o pedido de impeachment recebido por Donald Trump pela incitação aos protestos violentos da semana passada, quando manifestantes invadiram a sede do Congresso americano, causando cinco mortes. No entanto, a proximidade da troca de posse, marcada para o próximo dia 20 e a maioria republicana no senado são as dificuldades enfrentadas pelo Partido Democrata;
  • Por aqui, o destaque fica para os novos dados sobre a vacina Coronavac. De acordo com a Folha de S. Paulo, a vacina desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac em parceria com o instituto brasileiro tem 50,4% de eficácia geral;
  • Entre os indicadores, o IPCA cresceu a 1,35% em dezembro, ante expectativa de 1,21% de avanço. Com isso, o ano de 2020 acabou com uma inflação de 4,52%, maior que as projeções de que o indicador encerraria o ano em 4,38%;
  • Conforme destacou o IBGE, esta foi a maior variação mensal desde fevereiro de 2003 (1,57%) e o maior índice para um mês de dezembro desde 2002 (2,10%). Dessa forma, crescem as apostas para uma Selic acima de 3% em 2021;
  • Outro destaque importante do dia foi a forte queda do dólar. A moeda norte-americana recuou 3,3%, maior queda em dois anos e meio, denotando a chegada de investidor estrangeiro no Brasil;
  • No cenário corporativo, apesar do petróleo tipo Brent ter sido destaque após tocar a máxima de 11 meses ao se aproximar de US$ 57, Petrobras (PETR4) e PetroRio (PRIO3) passaram por uma realização após várias altas consecutivas;
  • IPO de maior sucesso entre a safra de 2020, a Locaweb mantém sua disparada. As ações LWSA3 avançaram +11,3%. O motivo da alta é atribuído a boa percepção do mercado após a empresa anunciar que realizará um desdobramento de 1 para 4 em suas ações;
  • A maior queda do dia ficou com as ações da Copel (CPLE6, -3,2%). O mercado vê com preocupação a carta enviada pelo Governo do Estado do Paraná, acionista controlador. Na carta, o Governo do Estado: (i) condicionou a aprovação da migração da empresa do Nível 1 para o Nível 2 de Governança Corporativa B3 à realização de uma oferta secundária de ações de titularidade do Estado do Paraná em conjunto com a oferta a ser realizada pelo BNDESPAR e (ii) solicita distribuição de dividendos extraordinários “no maior valor possível levando-se em consideração as necessidades de fluxo de caixa da Copel ao longo de 2021″.
Indicadores
Brasil:
IBGE: volume de serviços em novembro
BC: fluxo cambial semanal (14h30)
BC leiloa 16 mil contratos de swap (US$ 800 mi) (11h30)
EUA:
Deptº do Trabalho: CPI de dezembro (10h30)
DoE: estoques de petróleo (12h30)
Fed divulga Livro Bege (16h)
Europa:
Zona do euro/Eurostat: produção industrial (7h)

* Esse é um conteúdo de análise de um especialista de investimentos da Easynvest, sem cunho jornalístico. 

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