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Análise

Morning Call: mercados globais reagem contra a Ômicron

Os principais fatos que podem impactar os mercados hoje e uma breve análise do índice Bovespa.

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Cenário global e bolsa de valores

Hoje no cenário externo, os mercados financeiros globais adotam um tom de calma, por alívio nas preocupações com potenciais impactos negativos da variante Ômicron do coronavírus sobre a economia mundial e também após a China afrouxar sua política monetária, o que dava algum suporte a ativos correlacionados a commodities. A força das importações na China é a boa notícia para começar o dia, mas as coisas não estão fáceis para os emergentes, com os EUA em contagem regressiva para o fim dos estímulos. Com o susto da ômicron aparentemente absorvido, os mercados aceleram os movimentos em direção a uma ação antecipada do Fed, fortalecendo o dólar e pressionando o câmbio desses países.

As bolsas europeias operam em alta nesta manhã com notícias sobre a política monetária da China e menor preocupação sobre o impacto econômico da variante Ômicron. Dados positivos de exportações no país e o corte da taxa de compulsório bancário favoreceram alta nas bolsas asiáticas. Os investidores interpretaram a decisão do BC Chinês como um sinal de que Pequim está disposta a agir para evitar que a crise de liquidez do setor imobiliário se dissemine por toda a atividade. As exportações no país cresceram 22% em novembro na comparação anual, superando fortemente as expectativas (16,1%). Já na Alemanha, o índice ZEW de expectativas econômicas caiu de 31,7 em novembro a 29,9 em dezembro. 

A economia do bloco europeu se expandiu em um ritmo mais forte no terceiro trimestre, recuperando quase totalmente a perda registrada durante a recessão provocada pela covid-19. O PIB cresceu 2,2% no trimestre em comparação com o período anterior, de acordo com a leitura final do indicador divulgada pela Eurostat.

Futuros: Dow Jones (+0,86%), S&P 500 (+1,15%), Nasdaq (+1,70%); Petróleo: Brent a US$ 74,68 (+2,18%); WTI a US$ 71,27 (+1,78%); Ouro: +0,15%, a US$ 1.780,20 a onça-troy na Comex; Treasuries: T-Note de 10 anos a 1,44610 (de 1,43340); Londres (+1,11%) a 7.312 pontos; Frankfurt (+1,84%) a 15.663 pontos; Paris (+1,97%) a 7.001 pontos; Madrid (+0,80%) a 8.506 pontos; Índice Stoxx 600 (+1,66%) a 477,00 pontos.

Cenário no Brasil

No Brasil, a pauta segue com a PEC dos Precatórios, em meio às discussões do projeto na Câmara depois de aprovação do texto no Senado, mas com mudanças. Da agenda local, destaque para o IGP-DI de novembro. O número será divulgado na véspera da decisão de política monetária pelo Banco Central e antes também da divulgação do IPCA de novembro. Mais tarde, o ministro da Economia, Paulo Guedes, deve falar em summit de América Latina da Eurasia.

O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) caiu 0,58% em novembro, percentual inferior ao apurado no mês anterior, quando subira 1,60%. Com este resultado, o índice acumula alta de 16,28% no ano e de 17,16% em 12 meses. Em novembro de 2020, o índice havia subido 2,64% e acumulava elevação de 24,28% em 12 meses. O resultado do índice ao produtor segue influenciado pelo comportamento dos preços de grandes commodities. Mais uma vez, minério de ferro (4,29% para -24,98%), soja (-0,38% para -3,73%) e milho (-4,45% para -5,15%) apresentaram queda em seus preços influenciando o resultado do IGP.

Ibovespa

O Ibovespa garantiu sua terceira alta seguida no pregão de ontem, para o maior nível de fechamento desde meados de novembro, com diminuição dos receios em relação à Ômicron e o andamento da PEC dos Precatórios sustentando o clima positivo na bolsa brasileira. Vale VALE3 foi a maior contribuição positiva para o índice, enquanto Rumo RAIL3 ocupou a ponta oposta. O IBOV segue em uma tendência de baixa no longo prazo ao cruzar abaixo da média móvel de 200 períodos e formar topos e fundos descendentes, além disso, um movimento de queda no curto prazo já foi consolidado, após operar abaixo da média móvel curta (21 períodos) e romper o fundo formado no dia 20 de setembro aos 107.500 pontos. Qualquer movimento positivo neste momento será considerado um repique de alta, dentro da tendência principal de baixa, portanto é necessário mais tempo e mais confirmações para reverter esta tendência.

Indicadores econômicos e eventos
Primeiro dia de reunião do Copom
Zona do euro/Eurostat: PIB final do 3TRI (7h)
Alemanha/ZEW: índice de expectativas econômicas de dezembro (7h)
FGV: IGP-DI novembro (8h)
EUA/Deptº do Comércio: Balança comercial de outubro (10h30)
BC inicia rolagem de swap para fevereiro (11h30)
EUA/Fed: crédito ao consumidor de outubro (17h)
Paulo Guedes deve participar de evento online da Eurasia (17h30)
EUA/API: estoques de petróleo da semana até 26/11 (18h30)
Japão/Stat: PIB final do 3TRI (20h50)

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