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Guedes volta a defender teto de gastos; o que esperar?

Incertezas sobre as contas públicas seguem impactando a economia.

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Nesta quinta, o ministro da Economia, Paulo Guedes, voltou a dizer que o governo não vai furar o teto de gastos, mas repetiu que, para isso, as reformas econômicas precisam ser aprovadas. “O teto foi colocado lá sem paredes. Colocaram o teto, mas não havia paredes, que são as reformas. E o pior, com um piso que sobe o tempo inteiro, espremendo os gastos do governo contra o teto”, declarou em evento da revista Exame.

“A saída fácil é furar o teto. Nós não faremos isso. Isso é uma irresponsabilidade com as futuras gerações”, disse ainda o ministro. No mesmo evento, ele disse que o governo não irá propor aumento de impostos e que as privatizações devem reduzir a dívida pública. Mas afirmou que “há acordos políticos de centro-esquerda que impedem a privatização”, sem detalhar.

O analista da Easynvest José Falcão comenta que “o grande problema é como manter os juros em níveis baixos se o lastro para os título públicos brasileiros é uma economia fragilizada”. “A consequência disso é que, diante de um risco maior para os investidores, o mercado vai pedir mais prêmio nas taxas e isso pode prejudicar a economia real com alta nas taxas de juros”.

Rossano Oltramari, estrategista e sócio da 051 Capital, complementa que “a manutenção da responsabilidade fiscal é fundamental para a retomada não só da economia, mas também para a volta dos investimentos ao país”. Sobre as declarações de Guedes, ele diz que é “uma sinalização importante para o mercado a responsabilidade fiscal”.

Outros destaques do dia

O mercado seguiu ainda reagindo às preocupações sobre uma segunda onda de contágio do novo coronavírus. Em São Paulo, em meio ao aumento do número de casos, o governo descartou novo lockdown, mas o prefeito da capital do estado, Bruno Covas, acrescentou que o momento não permite ampliar a flexibilização das atividades econômicas.

Lá fora, os receios pela 2ª ondam também seguem no radar e impactando as bolsas de valores. Em Nova York, as escolas voltaram a ser fechadas. Na Europa, a presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, disse que a segunda onda ameaça retomada da economia.

Outra notícia que se destacou nesta quinta foi a determinação, pela Justiça Federal no Amapá, de afastamento da diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). A decisão acontece em meio ao apagão que atinge o estado do Amapá há cerca de 2 semanas.

Ainda nesta quinta, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgou o monitor do Produto Interno Bruto (PIB). Segundo o indicador, a economia cresceu 1,1% em setembro e 7,5% no terceiro trimestre, na comparação com os três meses anteriores. Em relação a 2019, no entanto, houve queda de 4,4%.

Do cenário externo, números sobre o mercado de trabalho nos Estados Unidos geraram preocupação no mercado. Foi divulgado o resultado semanal dos pedidos do seguro-desemprego, que ficaram em 724 mil. O número ficou acima da expectativa de 707 mil dos analistas, e representa um avanço sobre os 711 da semana anterior.

Dos destaques da bolsa, a PetroRio chegou a disparar mais de 20% após a notícia sobre a compra de participações da BP de dois blocos no pré-sal.

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