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Educação financeira Infantil: como o Brasil está frente a outros países?

Apesar do boom de pessoas na bolsa, ainda existe uma dura realidade: país tem alta taxa de endividamento e falta educação financeira nas escolas.

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Apesar do boom de pessoas aplicando seu dinheiro na bolsa, ainda existe uma realidade para ser encarada: a educação financeira nas escolas precisa avançar já que o Brasil é um país com alto endividamento. Em abril, 62 milhões de pessoas estavam inadimplentes no Brasil e, destas, metade tinha 100% da renda mensal comprometida.

Apesar de uma parcela de brasileiros estar aparentemente investindo melhor, dado o aumento de plataformas e conteúdos sobre finanças, ainda há um caminho longo a percorrer. A matéria finanças deveria ser ensinada assim como ler e escrever – o que não acontece.

Porém, este é um desafio do mundo, não apenas do Brasil. Além disso, o mais recente exame do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), de 2018, apontou uma grande diferença no conhecimento financeiro de alunos mais ricos frente aos de menor poder aquisitivo em 20 países da OCDE.  Contudo, o Brasil é o quinto país com maior diferença entre as classes sociais.

Educação Financeira Infantil

Este levantamento também mostrou que 39% dos brasileiros afirmaram que assuntos financeiros não são relevantes para eles naquele determinado momento. A média da OCDE foi de 40%. 

Já a porcentagem dos brasileiros que se sente confiante em planejar os gastos tendo em vista sua situação financeira atual foi de 49%, enquanto a média da OCDE foi de 60%. Nesse quesito sim há uma diferença maior entre o Brasil e as demais nações.

Um outro desafio apontado pela pesquisa é que até agora, não é com o professor que a maioria dos alunos aprende sobre finanças.  90% dos entrevistados disseram aprender sobre finanças no ambiente doméstico – ou seja: com os pais e responsáveis. Sendo assim, o Brasil é o 13º colocado na lista que avalia o quanto os alunos são expostos a conceitos financeiros nas escolas.

Analisando os países com notas mais altas nessa avaliação, a Estônia se destaca, seguida por Finlândia, Canadá, Polônia e Austrália. O pior desempenho deste levantamento foi da Indonésia. E isso mostra que há uma clara e larga diferença de educação financeira entre os países.  

Ranking de competência financeira do Pisa 2018, por país:

Posição Países Pontuação
Estônia 547
Finlândia  537
Canadá 532
Polônia 520
Austrália 511
EUA 506
Portugal 505
Letônia 501
Lituânia 498
10º Rússia 495
11º Espanha 492
12º Eslovâquia 481
13º Itália 476
14º Chile 451
15º Sérvia 444
16º Bulgária 432
17º Brasil 420
18º Peru 411
19º Geórgia 403
20º Indonésia 388
Média OCDE 505

Foi comprovado que estudantes com uma condição socioeconômica melhor mostram ter mais conhecimento sobre finanças pessoais. Segundo a pesquisa, cerca de 10% das diferenças de performance dos jovens nas questões que envolvem decisões financeiras podem ser explicadas pelo status socioeconômico. Para essa pesquisa foram avaliados os conhecimentos de cerca de 117 mil adolescentes de 15 anos de idade, de ambos os sexos e diferentes realidades socioeconômicas.

Países que se destacam

Na outra ponta, alguns países como a Finlândia têm colocado o ensino sobre educação financeira como questão de prioridade já na educação infantil.  Segundo a OCDE e a ONU, o sistema público de educação Finlandesa é considerado um dos melhores do mundo no quesito educação.

O sistema educacional finlandês é completamente gratuito, não havendo distinção entre classes sociais. A carreira de professor é uma das mais valorizadas e prestigiadas no país.

A Finlândia, assim como, a Noruega, Dinamarca, Suécia, Israel e Canadá são os países que mais investem em alfabetização financeira para crianças. Países esses que apresentam os maiores índices de desenvolvimento humano.

De acordo com a OCDE, a alfabetização financeira deveria ser obrigatória no currículo escolar das crianças. Para eles, a matéria faz parte das noções básicas para o desenvolvimento de uma sociedade mais igualitária, mais justa e que garantirá o melhor desenvolvimento do país.

Crianças que compreendem como manipular o dinheiro, assim como lidar com as frustrações e felicidades provenientes dele, mudam seu comportamento e inclusive tomam melhores decisões ao longo de suas vidas.

E o Brasil?

O Banco Central começou a implementar no ano passado a fase piloto de um projeto chamado “Aprender Valor”. O programa gratuito tem o objetivo de apoiar as escolas públicas a colocarem em prática o ensino da educação financeira. A capacitação dos professores é disponibilizada em uma plataforma digital.

A iniciativa deve entrar em vigor nacionalmente no segundo semestre e beneficiar 22 milhões de estudantes. A decisão de aderir ao programa cabe às secretarias estaduais ou municipais de Educação ou às próprias escolas. O programa faz parte da Agenda do Banco Central. Embora o projeto tenha duração inicial prevista de quatro anos, a ideia do BC é torná-lo permanente.

Já uma segunda proposta pode vir de um acordo entre o MEC e a  CVM para capacitar 500 mil professores e levar a educação financeira a 25 milhões de alunos da rede pública e privada. Segundo o MEC, a parceria deve ser assinada até a primeira quinzena de julho e as atividades começam no segundo semestre de 2021. O acordo terá duração de três anos. A ideia é oferecer um curso virtual gratuito.

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