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Carteira Top FII

A Carteira Top FII é compostas por Fundos Imobiliários que possuem boas expectativas no pagamento de rendimentos, assim como preços atrativos que também possibilitem a valorização da cota no longo prazo.

Carteira de Fundos Imobiliários

Delay de 15 minutos

Código Alocação Segmento Preço Atual Preço Teto DY (12 meses)
RBRR11 14% Recebíveis R$99,64 R$105,00 7,54%
CPTS11 14% Recebíveis R$99,99 R$110,00 11,3%
KNSC11 14% Recebíveis R$100,59 R$110,00 -%
MXRF11 14% Recebíveis R$10,08 R$11,00 8,41%
BTLG11 10% Logística R$110,81 R$120,00 6,45%
VILG11 10% Logística R$113,79 R$122,00 5,74%
RBRF11 10% FoF R$80,05 R$110,00 9,54%
VISC11 7% Shopping R$108,1 R$120,00 3,80%
BRCR11 7% Escritório R$79,95 R$101,00 6,94%

Desempenho da carteira

+2.36%

Desempenho do índice IFIX no mesmo período

+2.5%

Objetivo

O objetivo desta carteira é superar o IFIX (principal índice de referência dos fundos imobiliários) no longo prazo, através de uma criteriosa análise fundamentalista e entregar um retorno anual em dividendos de 6,5% a 7%.

Perfil do investidor

Conservador Moderado Experiente

Seleção dos ativos

A Carteira Top FII está diversificada em 9 fundos imobiliários e cada ativo deve possuir uma alocação percentual de acordo com a tabela acima. Na carteira de agosto não realizamos modificações. Selecionamos alguns segmentos do mercado imobiliário através de 5 tipos de fundos: Recebíveis (56%), Logístico (20%), Fundo de Fundos (10%), Shopping (7%) e Escritório (7%).

Cenário

Com o isolamento social, os fundos de shoppings e de escritórios tendem a ser mais impactados, o risco de inadimplência, vacância, queda das receitas e do rendimento dos fundos podem ser precificados negativamente no valor da cota negociada em bolsa. Porém, o pior já passou e neste momento uma exposição controlada a estes segmentos pode ser uma oportunidade de comprar ativos mais baratos e com descontos em relação ao seu valor patrimonial.

Já os fundos de “papéis”, como CRI e LCI, sofrem menos impactos de curto prazo, pois os títulos continuam rentabilizando os fundos, se não houver uma crise de crédito, que não foi o caso até aqui. Além disso, alguns destes títulos são indexados à inflação que nos últimos 12 meses está com os principais índices (IPCA e IGPM) sob forte pressão, por isso estes ativos se tornam importantes instrumentos de preservação do capital e ganham mais atratividade.

Outro destaque, é que alguns destes títulos são indexados ao CDI e neste novo ciclo de alta da taxa Selic, tendem a beneficiar o cotista com rendimentos melhores. Na carteira priorizamos os Fundos Imobiliários de “papéis” indexados a inflação/CDI e FIIs de Galpão Logístico que continuam em um momento positivo com o crescimento do e-commerce e necessidade de ampliação dos canais de distribuição por parte das empresas.

Riscos para o segundo semestre:

O primeiro semestre do ano não foi dos melhores para o mercado de Fundos Imobiliários, no acumulado do período o IFIX caiu 4,02%. O cenário ficou mais complexo com as incertezas geradas pela vacinação da população em ritmo lento e o consequente temor de uma “terceira onda” da pandemia. Outro ponto que influencia negativamente o mercado de fundos imobiliários é percepção de investidores em relação ao novo ciclo de alta da taxa básica de juros (Selic). Isso é natural, até porque boa parte dos novos investidores em FIIs estavam acostumados a comparar seus rendimentos com a taxa Selic na mínima histórica (2% ao ano).

E para finalizar os fatores que pesaram sobre o primeiro semestre, teve um mau humor generalizado sobre a reforma tributária com a inclusão no texto da tributação (IR) em 15% sobre os rendimentos dos FIIs. Porém, conforme acompanhamos no decorrer do mês de julho, foi retirado do texto base da reforma tributária a cobrança de IR sobre o rendimento dos FIIs e o mercado reagiu de forma muito positiva com o IFIX subindo 2,51% em julho e no ano acumula uma perda de 1,6%.

O que esperar dos rendimentos:

Vale destacar nesta comparação, que mais relevante do que o juros nominal atual ou do final deste ano, é o juros real de longo prazo (descontado a inflação), que encontra-se em nível de aproximadamente 4,20% ao ano (NTN-B 2035). Então, com um juro real em torno de 4% a.a. negativo, é esperado que tenhamos nos próximos meses níveis mais elevados de juros e reconhecer que a taxa Selic mais alta, mexe com todas as classes de ativos, pois o custo de capital aumenta. Porém, ainda há prêmios nos rendimentos de fundos de recebíveis imobiliários com taxas de 6,5% + inflação, CDI + 2,5% ou até mais do que isso, a depender das características e riscos dos ativos os quais os fundos estão expostos.

Lembramos também que alguns fundos de “tijolo” estão sendo negociados abaixo do seu valor patrimonial, com taxas que variam em torno de 6% a 8% ao ano e com contratos de aluguel que são reajustados pela inflação periodicamente.

RBR Alpha Multiestratégia Real Estate (RBRF11)

Sobre o fundo: o fundo RBR Alpha (RBRF11) é um fundo Multiestratégia que fez sua primeira emissão de cotas em 2017 e teve sua origem como FoF (fundo que compra cotas de outros fundos). Atualmente faz parte do IFIX (principal índice de referência dos fundos imobiliários) e é gerido pela RBR Asset. O fundo tem o objetivo de auferir rendimento e ganho de capital na aquisição de cotas de Fundos Imobiliários, Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) e outros ativos líquidos ligados ao mercado imobiliário.

Tese de investimento: o RBRF11 é um fundo dinâmico e com o portfólio diversificado que reduz o risco de concentração em determinados segmentos que tendem a ser mais prejudicados em momentos de crise. Em tempos de incertezas gerados pela pandemia de Covid-19, estes impactos podem ser minimizados em fundos com esta característica. Gostamos da gestão ativa do fundo, onde o componente de ganho de capital é relevante na tomada de decisão dos investimentos realizados pelo gestor, seguindo a linha de investir em ativos com potencial de valorização e ao mesmo tempo garantir ativos que pagam dividendos e geram rendimentos recorrentes aos seus cotistas. Enxergamos espaço para o fundo voltar a negociar com algum prêmio sobre o valor patrimonial. Inclusive, olhando para o histórico do RBRF11 desde o início, o Fundo negocia em média com um prêmio de cerca de 4% sobre valor patrimonial.

Portfólio do fundo: a alocação de recursos entre “tijolo” e “papel” é definida em função das oportunidades de mercado (primário e secundário), sendo que nos momentos em que os fundos de tijolo estiverem com valuations com menos prêmio, a alocação em papel será maior. Atualmente, o RBRF11 conta diretamente com 9 CRIs (12%) da carteira e mais de 30 FIIs no portfólio, destes, 53% estão em fundos de tijolo e 23% em fundo de papel (CRI). Alocação por segmento: Corporativo (25%); Galpão Logístico (12%); Shopping (7%); Recebíveis (44%); Outros (12%), segundo o relatório gerencial de 21 de junho de 2021.

RBR Rendimento High Grade FII (RBRR11)

Sobre o fundo: o RBRR11 é um fundo de recebíveis imobiliários que tem o objetivo de investir em títulos e valores mobiliários por meio de diversos ativos financeiros, como: Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) e cotas de outros Fundos Imobiliários. A RBR Asset é uma gestora de recursos independente, 100% focada no mercado imobiliário e executa estratégias de investimentos em incorporação, renda, crédito imobiliário, FIIs listados e investimentos nos EUA. Atualmente, a RBR gere aproximadamente R$ 5 bilhões em ativos imobiliários através de Fundos de Investimentos e Club Deals.

Tese de investimento: a tese de investimento do RBR Rendimento High Grade está baseada nos seguintes fatores: carteira diversificada com títulos de boa qualidade de crédito; garantias robustas e localizadas em regiões premium; time de gestão de ponta com experiência no setor imobiliário e boa liquidez. Adicionalmente, os sócios possuem participação nos fundos da casa, o que alinha os interesses do fundo com dos cotistas. O diferencial do RBRR11 é o investimento em operações exclusivas de originação própria, o que permite ao fundo customizar taxas, prazos e boas garantias atreladas à operação.

Portfólio do fundo: o fundo possui uma carteira de crédito bem diversificada em 37 CRIs, com diferentes credores, emissores, vencimentos e indexadores (41% em CDI e 59% em inflação). Com um novo cenário, onde projeta-se o início de um ciclo de alta da taxa Selic, exposição a títulos indexados ao CDI é necessário, além dos ativos indexados a inflação que estão sendo beneficiados atualmente pela explosão do IGP-M e alta do IPCA. Em termos de remuneração, a carteira do fundo possui uma taxa média de CDI + 2,74% ao ano com um duration médio de 3,5 anos. Os títulos indexados estão remunerando da seguinte forma: IPCA + 6,2% (33% da carteira); IGPM + 5,3% (26% da carteira) e CDI + 2,5% (39% da carteira). Atualmente, 90% das operações estão com rating maior ou igual a “A”, 85% das garantia estão localizadas na região Sudeste com uma razão de 1,7 vezes o tamanho da operação, são 37 CRIs com os lastros expostos em: Laje Corporativa (29%), Residencial (34%), Galpão Logístico (26%) e Shopping (8%).

Capitânia Securities II (CPTS11)

Sobre o fundo: o Capitânia Securities II é um fundo de recebíveis com exposição a ativos high grade, além de investir em cotas de fundos imobiliários majoritariamente de CRI. O portfólio do fundo é diversificado e conta com operações estruturadas pela própria gestora do fundo, o que se torna um diferencial e reduz o nível de risco da carteira. O fundo é gerido pela Capitânia, uma gestora de recursos que atua no mercado há quase vinte anos e de grande reconhecimento no mercado de crédito.

Tese de investimento: carteira de crédito pulverizada; gestão reconhecida; garantias robustas; e credores com baixo risco. Porém, devemos destacar que quando investimos em fundos que compram “papel”, há riscos envolvidos no fundo como inadimplência, pré-pagamento e mercado. Uma eventual insolvência dos devedores pode acarretar atrasos ou calote. O risco de pré-pagamento é quando o tomador recompra os títulos de dívida e estrutura uma nova por taxas mais baratas. E para finalizar os fatores de riscos, há também o risco de mercado com flutuações no valor das cotas negociadas em bolsa.

Portfólio do fundo: o fundo possui 58% do patrimônio líquido divididos em 32 CRIs. O segmento com maior percentual de alocação é o comercial com 17% da carteira de crédito, seguido de logístico (16%) e shopping (15%). O volume da carteira é de R$ 1,02 bilhões, com duration médio de 4,8 anos, taxa nominal média de 11,7% e LTV médio de 47,6%. Além dos certificados de recebíveis imobiliário, o Fundo possui 37,6% do patrimônio líquido divididos em 42 FIIs. O percentual de FIIs de CRI na carteira de FIIs é de 20%. Por fim, o target da gestão é entregar um rendimento de CDI + 3,0% ao ano. (com base no relatório gerencial do dia 28/06/2021

Kinea Securities (KNSC11)

Sobre o fundo: o portfólio do KNSC11 é dedicado ao investimento em ativos de renda fixa de natureza Imobiliária com risco moderado, especialmente em: Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) com remuneração atrelada a taxas de juros reais de prazo longo e cotas de fundos imobiliários. A Kinea nasceu em 2007 liderada por ex executivos do BankBoston com o objetivo fazer gestão de investimentos de longo prazo e de forma independente, mas com o respaldo de um grande grupo financeiro, o Itaú Unibanco, trazendo solidez em seus processos e controles internos. Deixaram de ser uma gestora de multimercados para ser uma plataforma com diversas áreas de negócios como: Imobiliário, Private Equity, Previdência, Infraestrutura, Ações, Renda Fixa, além dos Multimercados.

Tese de investimento: o fundo possui algumas características às quais gostamos, como: capacidade de originar operações exclusivas e customizadas, adicionando mais valor aos ativos, que possibilita uma carteira concentrada de operações de crédito privado mais rentável e que a gestora confia, especificamente atreladas às taxas de juros reais de longo prazo. Vale destacar que o KNSC11 é um veículo dedicado primariamente à aquisição de CRI e, secundariamente, à aquisição de cotas de FII em operações específicas e oportunísticas, via de regra não acessadas por investidores do mercado de varejo. O Fundo possui mandato flexível, com liberdade para aquisição de operações com diferentes indexadores (juros reais e juros pós-fixados) e diferentes níveis de risco (high-grade e high-yield). Acreditamos que este mandato dinâmico contribuirá para uma boa performance do veículo em diferentes ciclos de mercado.

Portfólio do fundo: a carteira do fundo está composta da seguinte forma: CRI (92,7%), FII (5,8%) e caixa (1,6%). Em relação aos indexadores do fundo, 87,3% é indexado ao IPCA e 11% ao CDI. O yield médio dos CRIs são: CDI + 7,02%, inflação + 6,6% e as cotas de FII estão entregando uma média de 9,89%. As maiores concentrações estão no setor residencial (42%), escritórios (26%) e logístico (15%)

Maxi Renda FII (MXRF11)

Sobre o fundo: gerido pela XP Asset, o Maxi Renda FII tem como objetivo auferir renda e ganho de capital através da aplicação de seus recursos em ativos financeiros com lastro imobiliário, tais como CRI, Debênture, LCI e cotas de FIIs, e ativos imobiliários, como imóveis comerciais e projetos imobiliários residenciais.

Tese de investimento: o fundo segue a estratégia de manter um portfólio composto de CRIs com boa qualidade, com foco em originação e estruturação própria. Por este motivo, existem prêmios implícitos nas taxas dos papéis, que permite ao fundo gerar ganho de capital em operações no mercado secundário. Cabe ressaltar que esta estratégia de ganho de capital tem como objetivo gerar retornos recorrentes e não pontuais, dada a estratégia da equipe de gestão. Além disso, o mandato do fundo possibilita um mix de estratégias, com ativos high grade que geram rendimentos recorrentes e previsíveis, permutas financeiras que oferecem uma TIR (taxa interna de retorno) mais atrativa, além do posicionamento tático e oportunístico em cotas de FIIs.

Portfólio do fundo: o fundo tem como objetivo de alocação, 80% do patrimônio líquido (PL) em CRIs com bons nomes de crédito, com carregos atraentes e alto potencial de ganho de capital recorrente conforme explicado acima e, até 20% do PL em "Permutas Financeiras“, que possuem boa rentabilidade, com retornos da ordem de INCC + 13% a.a. Os percentuais supracitados de 80% e 20% alocados nos books de CRIs e de Permutas Financeiras, respectivamente, podem sofrer alterações ao surgirem oportunidades pontuais de ganho de capital no book de FoF Imobiliário que não é o “coração” do Fundo e, sim, um posicionamento meramente tático

Vinci Logística FII (VILG11)

Sobre o fundo: o Vinci Logística FII (VILG11) é um fundo do segmento logístico e fez sua primeira emissão de cotas em 2018, porém já é um dos maiores do segmento. Gerido pela tradicional gestora Vinci Partners, o fundo está sob comando de Ilan Nigri, gestor responsável pelo fundo, diretor de Real Estate na Vinci, engenheiro civil e atua no mercado desde 1995. Ilan tem experiência de anos trabalhando na linha de desenvolvimento imobiliário e está há 11 anos na gestora fazendo parte do experiente e entrosado time de Real Estate que já passou por diversos ciclos de mercado.

Tese de investimento: gostamos da estratégia adotada pelo fundo na qual está estruturada em cinco pontos principais: (I) E-commerce: as estruturas dos seus ativos possuem plantas flexíveis que se adaptam rapidamente às necessidades do e-commerce que nos últimos meses cresceu muito com várias atividades econômicas aderindo ao modelo digital, por conta da pandemia de Covid-19. (II) Condomínios logísticos: permitem uma maior diversificação de locatários e consequentemente menor risco de inadimplência. (III) Parcerias estratégicas. (IV) BTS: sigla para “built to suit”, contrato de locação no qual o inquilino encomenda a construção do imóvel para atender especificamente às suas necessidades, normalmente através de contratos de longo prazo e com garantias robustas. (V) Localização estratégica: proporciona vantagem competitiva e comercial pela qualidade da região, ou seja, poder de barganha e alta barreira de entrada.

Portfólio do fundo: o portfólio do fundo ao final do mês de junho/21 era composto por participação em 15 imóveis, distribuídos em 6 estados do país (87% dos imóveis estão na região sudeste), totalizando mais de 550 mil m2 de ABL próprio, com 61 locatários, dentre eles: Tok&Stok, Magazine Luiza, Ambev, L'Oreal, Privalia, Whirpool, Grupo FEMSA e Unilog Express Logística. Em relação aos tipos de contratos, 79% são típicos e 21% atípicos, com um prazo médio remanescente dos contratos vigentes (WAULT) de 4,1 anos. Portfólios com contratos mais longos demorarão mais para refletir eventuais aumentos dos aluguéis praticados no mercado, enquanto portfólios com vencimentos no curto prazo terão o potencial de reajustar os níveis de receita. O segmento de maior peso vem do e-commerce (38%), seguido de transportes logísticos (24%).

Vinci Shopping Centers FII (VISC11)

Sobre o fundo: o Vinci Shopping Center FII (VISC11) é um fundo do segmento de shopping/varejo e foi criado em 2014. Atualmente, possui 158.900 metros quadrados de área bruta locável, 1,85% de participação no IFIX (principal índice de referência dos fundos imobiliários). Gerido pela Vinci Partners, o fundo está sob comando de profissionais experientes, como por exemplo, Rodrigo Coelho e Leandro Bousquet, ex-CFO e diretor de aquisições da BR Malls. O Fundo tem por objetivo a obtenção de renda, mediante a aplicação de recursos, preponderantemente em shopping centers, bem como o ganho de capital obtido com a compra e venda dos mesmos. O VISC11 tem uma estratégia de crescimento focada em aquisições de imóveis prontos, embora possa realizar reformas, expansões ou benfeitorias nos imóveis com o objetivo de potencializar os retornos decorrentes de sua exploração comercial.

Tese de investimento: o momento atual é desafiador e o segmento de shopping é um dos mais afetados negativamente pelas restrições impostas pela pandemia de Covid-19. Porém, esta é uma visão de curto prazo e como o objetivo da nossa carteira é de longo prazo, o nível atual de preço se torna uma grande oportunidade para comprar cotas do quarto maior fundo em valor patrimonial e terceiro em ABL do segmento de Shopping. O objetivo aqui é correr um risco controlado no curto prazo, abrir mão de uma parte dos rendimentos, para comprar um portfólio de shoppings de qualidade e colher os frutos no médio e longo prazo.

Portfólio do fundo: o portfólio do Fundo é composto por participação em 15 shoppings em 10 diferentes estados, administrados por 9 administradoras distintas, totalizando mais de 158,9 mil m2 de ABL própria. A inadimplência líquida do mês foi de 6,2%. Os descontos atingiram 15,9% do faturamento total do portfólio, uma redução de 61 pontos percentuais em relação ao mesmo mês de 2020.

BTG Pactual Corporate Office Fund (BRCR11)

Sobre o fundo: o BC Fund é um dos maiores FIIs listados em bolsa do Brasil, e suas cotas são negociadas na BM&F BOVESPA desde 2010. O fundo adota uma gestão ativa de sua carteira, com o objetivo primordial de investir em escritórios comerciais de laje corporativa com renda no Brasil, estrategicamente localizados em grandes centros urbanos, por meio da aquisição de imóveis comerciais de escritórios. Gerido pelo BTG Pactual, um dos maiores players do mercado de FIIs, o fundo conta com gestores experientes que estão trabalhando na prospecção de novos locatários para redução da vacância dos imóveis em tempos de crise e atuando na compra e venda de ativos buscando oportunidades de negócios e renovando o portfólio.

Tese de investimento: mesmo em um cenário de curto prazo desafiador e de mudanças na forma como as empresas estão tocando suas atividades fora do espaço físico de um escritório, o segmento de lajes corporativas que possuem no portfólio ativos premium deverão ter um bom desempenho nos próximos anos, em virtude do baixo nível de vacância associado ao baixo nível de lançamentos previstos. Além disso, o nível de preço atual torna o investimento uma oportunidade, com o ativo sendo negociado a 0,77 vezes o seu valor patrimonial. Dentre as vantagens do BRCR11: maior fundo de lajes corporativas da indústria; carteira diversificada; visão de longo prazo positiva para o segmento; alta liquidez e gestão reconhecida. Os principais riscos do fundo são de vacância e a insolvência dos locatários pode acarretar inadimplência nos aluguéis. Já o risco de vacância está relacionado com a rescisão do contrato e desocupação dos inquilinos, o que impactaria a rentabilidade do fundo.

Portfólio do fundo: o portfólio do BC Fund é composto por imóveis de escritórios localizados em São Paulo e Rio de Janeiro, concentrado em edifícios comerciais corporativos de alta qualidade (classe AAA e A) em 80% do portfólio. Os imóveis são locados por uma variedade de empresas nacionais e multinacionais em diversos setores. Atualmente, o BRCR11 possui 228.888 metros quadrados de área bruta locável (ABL), um portfólio pulverizado em 14 empreendimentos, sendo a maior parte dos ativos localizados na cidade de São Paulo (78% da receita total). O fundo possui mais de 70 contratos de locação, com parte deles atrelados a grandes empresas como a Petrobras, Itaú, Volkswagen, TIM, Samsung, entre outras. A vacância financeira do fundo está em 10,2% atualmente.

BTG Pactual Logística FII (BTLG11)

Sobre o fundo: o BTLG11 tem por objeto a obtenção de renda e ganho de capital por meio da exploração de empreendimentos imobiliários focados em operações no segmento de logística. Gerido pelo BTG Pactual, um dos maiores players do mercado de FIIs, o fundo possui valor patrimonial em torno de R$ 1,4 bilhões, um dos maiores do segmento, com mais de 111.000 cotistas e nos últimos 30 dias apresentou uma liquidez média diária de R$ 6.785.041,00 (volume negociado na B3). Atualmente o fundo possui uma ABL (Área Bruta Locável) de 455.000 metros quadrados distribuídos em 15 imóveis. O BTG Pactual Logística FII cobra uma taxa de administração de 0,90% ao ano sobre o valor de mercado do fundo e no último mês (junho/2021) entregou um Yield de 0,63%, equivalente a 7,83% ao ano. O BTLG11 negocia a uma relação preço/valor patrimonial de 1,1 (ágio de 10% compreensível pelo momento mais resiliente do segmento), com uma vacância física de apenas 1,4% e possui uma representação de 1,53% no IFIX (principal índice de fundos imobiliários da B3).

Tese de investimento: o BTLG11 tem entregado um resultado acima da média, se comparado a pares do setor logístico e mantido um portfólio com nível de risco saudável. Estamos otimistas com o trabalho da gestão na renovação da carteira baseado em: gestão ativa buscando ganho de capital na venda de ativos, redução da exposição a ativos industrias para 3% da carteira (vs 31% em 2019), foco da carteira em ativos com o viés logístico, concentração em ativos de qualidade técnica A+ e aumento do prazo médio dos contratos de locação procurando reduzir o risco para os cotistas. Desta forma, confiando na qualidade dos imóveis, na diversificação e na ótima rentabilidade esperada, estamos adicionando BTLG11 no nosso portfólio.

Portfólio do fundo: é composto por 15 imóveis, destes, 91% da ABL está no estado de SP, sendo 39% em um raio de 30km e 67% no raio de 60km da capital, ou seja, localizações privilegiadas. Em relação aos contratos de aluguel, 82% vence a partir de 2025, com um confortável prazo médio (WAULT) de 10 anos, 52% dos contratos do tipo típico e 48% atípico, consideramos interessante este equilíbrio do ponto de vista que cada tipo de contrato tem suas vantagens, além disso, 54% indexados ao IGPM e 46% ao IPCA. Dentre os inquilinos, há gigantes como: Coca-Cola, BRF, Natura, Itambé, Ceratti, dentre outros em imóveis multiusuário

Observações

Para a melhor diversificação e equilíbrio (risco x retorno), sugerimos as alocações percentuais para cada FII na carteira .

A coluna “Preço Teto” é o valor máximo que você deve pagar pela cota do fundo.

ATENÇÃO: ao atingir “Preço Teto”, o FII devem ser mantido na carteira até a próxima atualização mensal, onde informaremos se será modificado o preço teto ou se o ativo será substituído.

A rentabilidade da carteira é calculada com base no preço de fechamento das cotas no último dia útil do mês.

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Sobre o Analista

Hugo Simas Carone

José Falcão C. Castro

Analista de Investimentos na Easynvest com 15 anos de experiência no mercado financeiro, atuando com análise, consultoria de investimentos e mesa de operações Bovespa e BM&F.

Formado em Administração de Empresas com pós-graduação em Gestão Financeira, possui as certificações CFP® e CNPI-P.

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