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Economia

Confiança da Construção em agosto é a maior desde 2014, diz FGV

Índice avançou 0,6 pontos durante o mês.

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Estadão Conteúdo
Construção de prédio em São Paulo REUTERS/Rahel Patrasso

O Índice de Confiança da Construção (ICST) avançou 0,6 ponto em agosto, a 96,3 pontos, informou nesta quinta-feira (26) a Fundação Getulio Vargas (FGV). É o maior nível de confiança desde março de 2014, quando o indicador se situava em igual patamar.

“Os empresários da construção ajustaram suas expectativas de melhoria contínua dos negócios”, afirma a coordenadora de Projetos da Construção da FGV, Ana Maria Castelo, em nota. “Vale notar que a percepção predominante voltou a ser de que o cenário atual é melhor que o de antes da pandemia, corroborando as projeções de retomada do setor.”

O aumento da confiança foi puxado pelo Índice de Situação Atual (ISA-CST), que avançou 2,5 pontos no mês, a 91,9 pontos – o maior nível desde dezembro de 2020 (92,4). O subíndice de situação atual dos negócios subiu 2,1 pontos, para 90,4 pontos, e o de carteira de contratos avançou 2,9 pontos, para 93,5 pontos.

O Índice de Expectativas (IE-CST), na outra ponta, recuou 1,3 ponto, para 100,9 pontos, após três meses seguidos de alta. A queda foi puxada pelo indicador de tendência dos negócios, que cedeu 3,1 pontos, para 98,9 pontos.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) da construção também apresentou queda, de 0,6 ponto porcentual, para 73,1%. A contração foi puxada pelo Nuci de mão de obra, que cedeu 0,9 ponto porcentual, para 74,3%. O Nuci de máquinas e equipamentos subiu 0,5 ponto, para 67,1%.

Segmentos

Entre os segmentos da construção, o destaque é o de Obras de Acabamento, cuja confiança atingiu 108,8 pontos em agosto – acima do nível de 100 pontos, considerado neutro. Em agosto de 2019, quando a construção ensaiava uma recuperação, o nível era de 79,8 pontos.

“O segmento de Preparação de Terrenos, que é antecedente do ciclo de obras, também se sobressai, tanto no nível do indicador de confiança, quanto no avanço em dois anos, corroborando a percepção de retomada setorial”, observa Castelo. A confiança do setor atingiu 104,4 pontos em agosto, acima dos 96,9 pontos de igual período de 2019.

A confiança do setor de Edificações Residenciais e Não Residenciais atingiu 89,2 pontos em agosto, acima dos 84 pontos de dois anos atrás. As Obras Viárias avançaram a 97,2 pontos, de 84 pontos em agosto de 2019. E o setor de Obras de Artes Especiais e Outros Tipos avançou a 97,5 pontos, de 94,8 antes.

INCC-M desacelera a 0,56%

A FGV também informou que o Índice Nacional de Custos da Construção – M (INCC-M) desacelerou de 1,24% em julho para 0,56% no mês de agosto. A inflação somada em 12 meses pelo índice arrefeceu de 17,35% em julho para 17,05% em agosto. O INCC-M acumula alta de 11,37% em 2021, segundo a FGV.

A desaceleração do indicador foi puxada pelo alívio do subíndice de Materiais, Equipamentos e Serviços, que passou de 1,37% em julho para 1,10% em agosto, com destaque para materiais para estrutura (1,85% para 1,05%). Materiais para acabamento também desaceleraram, de 1,44% para 1,16%, ao passo que materiais para instalação (0,28% para 0,46%) e equipamentos para transporte de pessoas (2,42% para 3,37%) avançaram.

o grupo Serviços acelerou de 0,65% para 0,78%, influenciado por aluguel de máquinas e equipamentos (0,61% para 1,37%). Os serviços técnicos (0,92% para 1,08%) também ampliaram a alta dos preços, mas os serviços pessoais arrefeceram, de 0,71% para 0,53%.

O subíndice de Mão de Obra teve variação nula em agosto (0,0%), após registrar alta de 1,12% em julho. Todas as aberturas (auxiliar, técnico e especializado) ficaram estáveis.

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