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Economia

Guedes diz que governo pode ajudar vulneráveis, mas sob um marco fiscal robusto

O ministro deu suas declarações após se reunir com os novos presidentes do Congresso.

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Reuters
Paulo Guedes
Ministro da Economia, Paulo Guedes, participa de evento no Palácio do Planalto em Brasília 07/10/2020 REUTERS/Ueslei Marcelino

Se a pandemia ameaçar o país o governo já sabe como reagir “dentro do protocolo”, disse o ministro da Economia, Paulo Guedes, nesta quinta-feira, argumentando que a experiência adquirida em 2020 permitirá uma resposta rápida se necessário, mas para isso é necessário um robusto quadro fiscal.

“Com a ideia de que a economia estava retomando e que a doença estava descendo os programas foram calibrados até o final do ano”, disse Guedes ao lado do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, que se encontrou com ele no Ministério da Economia no final da noite.

“A pandemia nos atacando de novo… agora nós temos o protocolo. Se o Congresso acionar o estado de emergência ou de calamidade pública, com toda a experiência que nós tivemos, nós temos condições de reagir rapidamente à crise“, explicou.

Mas o ministro ressalvou que “é muito importante que seja num quadro de recuperação das finanças”.

Guedes disse que já existe orçamento para as famílias já beneficiadas pelo Bolsa Família e que o que se busca é atender os chamados invisíveis, quase 40 milhões de pessoas.

“Então é possível, nós temos como orçamentar isso, desde que seja dentro de um novo marco fiscal, robusto o suficiente para enfrentar eventuais desequilíbrios“, acrescentou.

Antes disso, Guedes citou medidas que não têm impacto fiscal que podem ser tomadas, como a antecipação do décimo terceiro salário para aposentados.

Guedes se reuniu primeiramente com o presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (PP-AL), e depois com Pacheco. Os dois foram eleitos para comandar as duas Casas do Congresso na segunda-feira e vêm defendendo desde a campanha eleitoral a necessidade de retomada de algum tipo de ajuda aos vulneráveis.

LEIA MAIS: Setor público tem rombo recorde de R$ 702,9 bilhões em 2020

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