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Economia

IPCA tem maior alta para maio em 25 anos e avança 8,06% em 12 meses

Puxado principalmente pela conta de luz, índice acelerou 0,83% no mês, acima das expectativas do mercado.

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Linhas de transmissão de energia perto de Brasília 29/8/2018 REUTERS/Ueslei Marcelino

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país subiu 0,83% em maio, após alta de 0,31% no mês anterior, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (9). Foi a maior alta para o mês em 25 anos.

No acumulado de 12 meses até maio, o IPCA 2021 teve alta de 8,06%, contra alta 6,76% do mês anterior. O percentual está bem acima do teto da meta de inflação fixado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) para 2021, que é de 5,25% ao ano.

Pesquisa da “Reuters” apontou que a expectativa de analistas era de alta de 0,71% em maio, acumulando em 12 meses alta de 7,93%.

Conta de luz puxou inflação em maio

Segundo o IBGE, a alta da energia elétrica, de 5,37%, foi o que mais pesou no avanço do IPCA em maio, dentro do grupo “Habitação”, que acelerou 1,78%. Sozinha, a conta de luz representou 0,23 ponto percentual do índice.

A bandeira tarifária vermelha patamar 1 entrou em vigor no mês passado, acrescentando um custo de R$ 4,169 na conta de luz por 100 quilowatts-hora consumidos. Com a crise hídrica, a bandeira vermelha nível 2 deve pressionar ainda mais os preços em junho.

Também contribuíram para a alta em maio o gás de botijão (1,24%), gás encanado (4,58%), gasolina (2,87%), etanol (12,92%) e óleo diesel (4,61%). No acumulado de 2021, a gasolina sobe 24,70% e, em 12 meses, 45,80%.

Impacto dos alimentos em maio

No grupo “alimentação e bebidas”, a alta foi de 0,44% em maio, próxima ao mês anterior (0,40%). A alimentação dentro de casa desacelerou de 0,47% em abril para 0,23% em maio, principalmente por conta das frutas (-8,39%), da cebola (-7,22%) e do arroz (-1,14%). Por outro lado, as carnes (2,24%) seguem em alta, acumulando 38% de variação nos últimos 12 meses.

Já a alimentação fora do domicílio acelerou e maio para 0,98%, ante 0,23% em abril, segundo o IBGE. Contribuíram para isso as altas do lanche (2,10%) e da refeição (0,63%), cujas variações no mês anterior haviam sido de -0,04% e 0,30%, respectivamente.

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