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Economia

Ranking do PIB: economia do Brasil tem pior previsão para 2022 entre 34 países

Na lista com resultados de 2021, PIB do Brasil ficou na 15ª posição.

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(Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)A
(Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)A

O crescimento de 4,6% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2021 ficou perto da média em uma lista com 34 outros países, mas em 2022 a economia brasileira deve ser a última colocada no ranking de crescimento. 

É o que aponta uma pesquisa feita pela Austin Rating. Segundo o levantamento, o crescimento do PIB do Brasil em 2021 foi o 15º maior entre os países da lista. Mas, considerando as previsões para 2022, o Brasil deve ser o último colocado. 

O economista-chefe da Austin Rating, Alex Agostini, comenta que a previsão para o PIB do Brasil em 2022 mostra o ritmo da economia brasileira “tropeçando nas próprias pernas” e “voltando à sua normalidade” após o tombo e a recuperação do fenômeno atípico da pandemia. 

“De 2012 a 2021, a gente cresceu, na média, 0,4% ao ano. Ou seja, crescimento previsto de 0,3% quer dizer que voltamos à normalidade”, analisa o economista, apontando que a economia do Brasil cresce menos que a de outros emergentes. “Isso deixa evidente que o problema é interno. A gente tem, ano após ano, perda de tração econômica.”

Considerando um intervalo mais longo de análise, a média de crescimento ao ano do PIB brasileiro de 2002 a 2021 foi maior, de 2,2%. Mas, no mesmo período, a média mundial foi de 3,6%. Já entre os BRICS (grupo que inclui Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), de 5,1%. 

“O Brasil tem característica de crescimento de países desenvolvidos (que costumam ter altas menores do PIB, tendo em vista que suas economias já são grandes), mas necessidades de países em desenvolvimento. Essa conta não fecha sem investimento”, defende Agostini. 

Países no ranking do PIB

O economista chama a atenção para o fato de o ranking do PIB dos países ter ficado heterogêneo  nos resultados fechados 2021, ao contrário do que tradicionalmente acontece – o mais comum é notar a diferença entre os países por grupos. 

Na divisão por trimestres de 2021, por exemplo, enquanto o topo da lista foi ocupado por países asiáticos no primeiro e europeus no segundo, no terceiro países produtores de petróleo e alguns sul-americanos se saíram melhor. Já no ranking do PIB do 4º trimestre e no fechado de 2021, não houve tendência clara.

Um dos motivos para isso, segundo Agostini, foi o surgimento da variante ômicron do coronavírus. “Foi um dos fatores que não permitiu convergência dos países ao seu padrão normal. Houve recuperação pós-pandemia por boa parte dos países, isso é notório. Todo mundo praticamente cresceu. Agora, se esperava que se traria uma normalidade ou, pelo menos, convergência para a normalidade, voltando ao comportamento de padrão histórico, formando de novo blocões: lá na frente emergentes, no meio os desenvolvidos.” 

O economista acrescenta que a guerra na Ucrânia deve atrasar ainda mais o retorno a essa “normalidade” do movimento das economias pelo mundo. 

Maiores economias do mundo

O desempenho em 2021 rendeu ao PIB do Brasil a 13ª posição no ranking das maiores economias do mundo, logo à frente de México e Espanha, e atrás de Austrália e Rússia. 

As primeiras colocações seguem com Estados Unidos e China, respectivamente, seguidos de Japão e Alemanha.

Este conteúdo é de cunho jornalístico e informativo e não deve ser considerado como oferta, recomendação ou orientação de compra ou venda de ativos.

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