Finanças

Ação do Itaú desbanca a da Vale e é mais recomendada para novembro

Levantamento feito pelo InvestNews acompanha 14 carteiras de bancos e corretoras.

Publicado

em

Tempo médio de leitura: 8 min

A ação do Itaú Unibanco (ITUB3, ITUB4) é a mais recomendada por analistas para investir em novembro, segundo levantamento feito pelo InvestNews com 14 carteiras ou listas recomendadas por bancos e corretoras.

O ativo do banco recebeu 10 recomendações, três a mais que o total de outubro, quando ficou em segundo lugar na lista de ações mais indicadas para aquele mês, de acordo com o levantamento. Com isso, a ação do Itaú desbancou a da Vale (VALE3), que liderou o ranking de recomendações em outubro, com 10 indicações.

A ação da mineradora, porém, aparece na sequência da do banco no ranking deste mês, como o segundo ativo mais recomendado para novembro, com nove indicações.

Posteriormente, presentes em seis das 14 carteiras consultadas pelo InvestNews, está a ação da Lojas Renner (LREN3), com seis recomendações. A varejista de moda manteve a quantidade de indicações que recebeu no mês passado, bem como o terceiro lugar conquistado no ranking do levantamento.

As ações de WEG (WEGE3) e Ambev (ABEV3), por sua vez, ficaram em quarto lugar entre as mais indicadas para novembro, com cinco recomendações cada. 

O ranking do InvestNews considera a somatória das ações mais recomendadas pelos especialistas e acompanha mensalmente as recomendações dos seguintes bancos e corretoras:

  • Ágora
  • Ativa
  • BB Investimentos
  • BTG Pactual
  • Genial
  • Guide
  • Inter Research
  • Mirae Corretora
  • ModalMais
  • Nova Futura
  • NuInvest *
  • Órama
  • Toro
  • Terra

*A partir de junho, o levantamento passou a considerar a lista de recomendações de dividendos da NuInvest, nova referência de indicações da corretora.

Ações mais recomendadas para novembro de 2022, segundo 14 carteiras de bancos e corretoras:

Itaú Unibanco

A ação do banco é recomendada para novembro pela Guide Investimentos, Ativa Investimentos, Toro Investimentos, Ágora Investimentos, Inter Research, BTG Pactual, Nova Futura, Genial Investimentos, Mirae Asset e  BB Investimentos.

O BTG Pactual, que manteve o ativo entre as suas recomendações da passagem de outubro para novembro, destacou que o ativo continua como o preferido entre os bancos brasileiros, apresentando forte crescimento comercial nos últimos 18 meses, impulsionado por uma transformação cultural.

 “O constante ‘modo de ataque’ do banco e o apetite de crescimento mais forte podem justificar a negociação do banco em um múltiplo superior à sua média histórica. Além disso, um cenário de capital mais escasso obrigaria as fintechs a focarem em rentabilidade (exatamente como o Itaú), o que também ajuda a nivelar o campo de atuação para o incumbente, que há muito é visto como o banco premium do Brasil. Reiteramos recomendação de compra”, avaliou o BTG.

A Guide Investimentos, que também manteve sua recomendação, destacou a melhora relevante do Itaú no segundo trimestre de 2022 em diversos segmentos, desde crédito até seguros, sendo capaz de sobrepor parcialmente o aumento sutil da inadimplência da instituição financeira e seu nível de créditos baixados.

A Toro Investimentos avalia que o banco vem reportando bons resultados esse ano e o mesmo é esperado para o terceiro trimestre, com balanço que será divulgado no próximo dia 10.

“Atualmente, o Itaú conta com uma carteira de crédito expandida superior a R$ 1,03 trilhão, o que representa uma forte expansão da sua carteira de crédito. No último trimestre, o banco reportou um lucro líquido recorrente de R$ 7,36 bilhões, um aumento de 15,1% na comparação anual, com um ROE de 20,4%”, destacou a Toro em relatório.

Vale

Crédito: Adobe Stock

O ativo da mineradora foi recomendado para novembro pela NuInvest, Órama, Guide Investimentos, Ágora Investimentos, Nova Futura, Terra Investimentos, Mirae e BB Investimentos.

A Terra Investimentos destacou em relatório que o minério de ferro na China deve manter o cenário volátil, enquanto o governo do país asiático continua analisando políticas de estímulo que tendem a aumentar a demanda pelo produto, mas que, ainda sim, há expectativas para a retomada para níveis históricos da demanda do aço.

“O fator de risco continua associado às restrições do combate à covid-19 e sinais de interferência em Taiwan. A empresa continua apresentando resultados operacionais fortes apesar das últimas revisões de produção. Outro fator de longo prazo é a guerra entre Rússia e Ucrânia, que deve gerar maior demanda por metais para reposição de armamento bélico. O minério de ferro é uma commodity que foi muito usada na reconstruções de países afetados por guerras no passado”, avaliou a  corretora.

Já o analista Murilo Breder, da NuInvest, aponta que a Vale tem como trunfo a sua enorme geração de caixa, que a permite distribuir muitos dividendos, transformando a companhia em uma das maiores pagadoras de proventos da bolsa de valores brasileira.

“Ainda que as ações da empresa oscilem diariamente com a variação do preço do minério de ferro, na prática, ainda que a commodity negocie a patamares mais baixos, a companhia deve seguir gerando bastante caixa, nos trazendo conforto para o longo prazo. Negociando a um patamar de preço que julgamos atrativo, recomendamos a compra dos papéis”, explica Breder em relatório.

Lojas Renner

Vista de unidadade da varejista Lojas Renner. Marcos Gouveia. 20/10/2020. Divulgação.

A ação da varejista de moda recebeu recomendações para novembro da Guide Investimentos, Ágora Investimentos, Inter Ressearch, Terra Investimentos e BTG Pactual.

A Terra Investimentos, que recomenda preço alvo de R$ 37 (12 meses), aponta que a empresa opera em múltiplos financeiros atrativos e deve se beneficiar de um cenário de recuperação da economia com uma demanda reprimida no setor de vestuário. 

Neste cenário, a corretora diz esperar melhoria nas margens e crescimento nas plataformas digitais da companhia ao longo de 2022. 

A Guide Investimentos, por sua vez, destaca que, a partir dos resultados da empresa no segundo trimestre, a Lojas Renner mostrou que sua estratégia de integração entre canais físico e digital está rendendo bons frutos. 

Ainda de acordo com a corretora, outro ponto bastante positivo foi o retorno da margem bruta do varejo para patamares muito próximos daqueles que eram reportados antes da pandemia, chegando a 56,1% no segundo trimestre, reflexo direto do mix de vendas do período, ainda mais impulsionadas pelo frio um pouco antes do esperado que houve de abril a junho.

Ambev

O papel da fabricante de bebidas é recomendado para novembro pela Guide Investimentos, Ágora Investimentos, Nova Futura, Mirae e BB Investimentos.

A Nova Futura recomenda o ativo avaliando que a ação da empresa pode continuar se valorizando, tendo em vista a perspectiva positiva para o setor de alimentação.

“A companhia, mesmo tendo beta conservador, pode se beneficiar da conjuntura. Além disso, segue em tendência de alta, renovando resistências”, pontuou a Nova Futura em relatório.

A Guide Investimentos recomenda a ação da Ambev avaliando que, com o forte impacto sofrido pela pandemia e aumento da concorrência, a companhia mostrou toda sua capacidade em termos de execução comercial, estratégias de marketing, inovação e adaptação às novas tendências de consumo, ampliando não só seu portfólio de produtos, mas também canais de vendas.

WEG

A ação da fabricante de motores elétricos recebeu a recomendações da Ágora Investimentos, Modal, Guide Investimentos, Nova Futura e  Genial Investimentos.

A Guide Investimentos avaliou que a companhia tem apresentado desempenho consistente nos últimos anos, com interessante crescimento de receita aliado à evolução do retorno sobre o capital investido, tendo se mostrado resiliente aos efeitos da pandemia devido à diversificação geográfica de sua atuação e em seu portfólio de produtos. A corretora apontou ainda que a demanda pelos produtos da companhia segue mostrando aquecimento, principalmente nos negócios de geração, distribuição e transmissão de energia. 

Já do lado negativo, segundo a Guide Investimentos, a WEG registrou uma pressão sobre as margens operacionais devido à elevação do preço das matérias-primas, especialmente aço e cobre, e do aumento com custos de energia e frete nos últimos doze meses.

A Nova Futura pontuou que a companhia está em trajetória de crescimento consistente, combinando retornos operacionais sólidos, e que há grande aumento das previsões de crescimento de receita da empresa em um cenário de retorno resiliente.

“Dado o cenário interno positivo, a WEG ainda pode se destacar por sua elevada escala no Brasil e alto nível de integração vertical e diversificação de negócios. Além disso, segue em tendência de alta e ainda não há sinais de reversão”, destacou a Nova Futura em relatório.

Veja também:

Mais Vistos