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Finanças

Após baixas no governo, Ibovespa acumula queda na semana e fecha aos 101 mil

Fala do presidente admitindo que uma ala do governo quer aumentar gastos preocupou, mas prévia do PIB e balanços ofuscaram mau humor.

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InvestNews
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Mesmo acumulando queda na semana, o principal indicador da bolsa brasileira (B3) fechou em alta nesta sexta-feira (14). Os investidores reagiram a incertezas quanto ao comprometimento do governo com o rigor fiscal, após a divulgação da prévia do PIB (IBC-Br) do mês de junho e em dia de agenda cheia nos resultados de empresas do segundo trimestre.

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O principal índice da B3, o Ibovespa, fechou em alta de 0,89%, aos 101.353 pontos. Na semana, a bolsa acumulou queda de 1,43%. Já o dólar comercial encerrou negociado a R$ 5,4274, subindo 1,11%. Ontem, o Ibovespa caiu 1,62% aos 100.460 pontos, e dólar recuou 1,56%, a R$ 5,368.

Destaques da Bolsa

As ações da Vale (VALE3) subiram em meio ao avanço nos preços do minério de ferro. Já a Petrobras viu suas ações preferenciais (PETR4) e as ordinárias (PETR3) caírem no pregão.

As ações da Suzano (SUZB3) dispararam após o anúncio de um prejuízo líquido de R$ 2,05 bilhões no segundo trimestre de 2020, revertendo um lucro de R$ 700 milhões em igual período de 2019.

As ações da JBS (JBSS3) subiram, com lucro líquido de R$ 3,38 bilhões no segundo trimestre de 2020, uma alta de 54,8% na comparação com os R$ 2,18 bilhões em igual período de 2019. 

A operadora de telecomunicações Oi (OIBR3; OIBR4) registrou no segundo trimestre deste ano prejuízo líquido consolidado de R$ 3,409 bilhões, resultado 118,7% pior do que no mesmo intervalo do ano passado. Após a notícia, a ação ordinária da companhia recuou mais de 7%.

Prévia do PIB

Após forte retração nos meses de fevereiro e março, em meio à pandemia do novo coronavírus, a atividade econômica brasileira apresentou o segundo mês consecutivo de alta. O Banco Central (BC) informou nesta sexta-feira (14) que seu Índice de Atividade (IBC-Br) subiu 4,89% em junho ante maio. No segundo trimestre de 2020, o resultado é uma queda de 10,94%.

Conhecido como uma espécie de “prévia do BC para o PIB”, o IBC-Br serve mais precisamente como parâmetro para avaliar o ritmo da economia brasileira ao longo dos meses. A projeção atual do BC para a atividade doméstica em 2020 é de retração de 6,4%. Este cálculo foi divulgado por meio do Relatório Trimestral de Inflação (RTI) de junho.

Ouro cai pela primeira vez em 10 semanas

O contrato futuro de ouro encerrou em queda nesta sexta e registrou a primeira semana de perdas em 10 semanas, corrigindo o forte rali recentemente. Apesar da aversão ao risco nos mercados financeiros globais, que tende a beneficiar o metal precioso, a commodity entrou em correção após chegar a ultrapassar a marca de US$ 2 mil a onça-troy pela primeira vez.

Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange, a onça-troy do ouro para dezembro encerrou em baixa de 1,04%, a US$ 1.949,80, com perda semanal de 3,86%, a primeira desde 5 de junho.

O Commerzbank explica que, após a forte queda verificada na segunda-feira, a cotação do ouro tentou se recuperar nos dois dias seguintes, mas a retomada acabou perdendo força. “Isso confirma nossa visão de que a recuperação demorará e será acompanhada de contratempos”, analisa o banco, em relatório.

Bolsas globais

As bolsas da Europa fecharam em queda, encerrando no vermelho uma semana marcada por ganhos. Temores a respeito da cada vez mais real ameaça de uma segunda onda de casos de coronavírus no continente levaram à imposição de novas restrições de viagens e deixaram investidores apreensivos. O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou em baixa de 1,20%, 368,07 pontos, mas subiu 1,24% em relação à sexta-feira passada. Em Londres, o FTSE 100 recuou 1,55%, a 6.090,04 pontos

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta sexta-feira, após dados mais fracos do que o esperado de indústria e varejo da China e diante do impasse nas negociações nos EUA por um novo pacote fiscal em reação à crise do coronavírus.

Os dados chineses mais recentes mostram que a atividade da segunda maior economia do mundo continua se recuperando do impacto da covid-19, mas em ritmo mais contido à medida que Pequim parou de incrementar seus estímulos monetários e fiscais.

Em julho, a produção industrial da China teve expansão anual de 4,8%, um pouco menor do que o acréscimo de 5% previsto por analistas. Também na comparação anual, as vendas no varejo caíram 1,1% no mês passado, após recuarem 1,8% em junho, mas a projeção para julho era de estabilidade.

Os investimentos chineses em ativos fixos, por sua vez, sofreram queda anual de 1,6% entre janeiro e julho, mas economistas previam redução um pouco maior, de 1,8%.

*Com Estadão Conteúdo

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