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Finanças

Planejamento Financeiro em 2021: 4 dicas para ter um ano no azul

Especialista orienta como se organizar financeiramente para o ano que se inicia.

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Conseguir manter as contas em dia e prevenir-se financeiramente de possíveis eventualidades é o desejo de muitos brasileiros e também um desafio. Por isso, especialistas apontam que fazer um planejamento financeiro é fundamental. E 2020 deixou claro a importância de estar com as finanças organizadas, já que a pandemia do novo coronavírus pegou muitos de surpresa.

No ano passado, o país entrou em recessão técnica, caracterizada pela queda do Produto Interno Bruto (PIB) por dois trimestres consecutivos. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a economia brasileira encolheu 9,7% no segundo trimestre de 2020 na comparação com o primeiro trimestre do ano, quando também houve retração de 1,5%.

Além disso, o Brasil registrou taxa recorde de desemprego em 2020, que chegou a atingir mais de 14 milhões de pessoas, segundo o IBGE. Houve também redução temporária de jornada e salários, suspensão de contratos de trabalho, lockdown, mais de 700 mil empresas fecharam as portas até o meio do ano, um cenário bastante desfavorável para a economia do país e o bolso de muitas pessoas.

Planejamento Financeiro e metas

Com a chegada de um novo ano, é comum a criação de objetivos e metas para serem colocados em prática, entre eles o de conseguir manter um controle financeiro. Mas muitas dúvidas e dificuldades acabam surgindo e comprometendo uma boa organização da vida financeira e sua manutenção no decorrer de todo o ano, ainda mais em um momento atípico de pandemia, diante de um cenário de incertezas.

Para Veridiana Lopes, educadora financeira  e especialista em planejamento financeiro pessoal, algumas pessoas não perceberam a importância de ter as finanças em ordem, mesmo depois de passar por alguma necessidade, como foi no ano passado.

“Para quem não tem organização financeira, o maior desafio para 2021 é começar a fazer isso em um período conturbado. Não sabemos quando vem a vacina contra o novo coronavírus, quando as pessoas começarão a ser imunizadas. Não sabemos como será este ano, por isso, o básico do planejamento financeiro tem que ser feito para se conseguir ter segurança financeira”, explica a especialista.

Ao InvestNews, ela passou quatro dicas para um 2021 no azul:

1. Faça um planejamento financeiro anual

Lopes recomenda que o ideal é colocar tudo na ponta do lápis já em janeiro. E o primeiro passo é entender de forma clara quais são as metas que a pessoa traçou para 2021.

Ela destaca a importância de ter definido quais são as contas fixas a pagar, o que a pessoa quer conquistar, aonde quer chegar, o que quer comprar, como deseja estar no final do ano, pois é isso que permitirá ter um guia e uma visão financeira do ano inteiro.

A especialista compara o planejamento financeiro a um GPS, um guia digital de ruas. “Se você tem um objetivo e quer chegar nele, é o planejamento que vai ser o seu guia para que você consiga tirar isso do papel. Muita gente acha que é só fazer planilhas, organizar as contas, mas é muito mais do que isso. É entender como você pode poupar seu dinheiro, o que acontece na sua vida financeira, como você pode investir. É preciso adicionar o destino para que o caminho seja traçado. Sem destino, a pessoa nunca vai chegar a lugar nenhum”, explica.

Com isso definido, a educadora financeira diz que o próximo passo é ter um bom controle do orçamento para a pessoa se organizar e conseguir cumprir as metas.

A partir daí, ela orienta acompanhar semanalmente o que está acontecendo na vida financeira, pois, se esperar até o final do mês para ver tudo o que foi gasto, não dá tempo de tomar qualquer atitude para reverter.

2. Conheça bem sua situação financeira pessoal

É importante estar por dentro da sua realidade financeira e ter bem definido o quanto ganha, o quanto gasta e quais dívidas tem, se houver.

Segundo a mais recente Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor, realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o percentual de famílias que relataram ter dívidas alcançou 66,5% em outubro de 2020.

A especialista explica que, para quem está com as contas no vermelho, o ideal é que essa seja a prioridade para 2021. Ela recomenda que, para aqueles que receberam o 13º salário, pode ser uma forma de iniciar a quitação de dívidas. Aos que não receberam, ela orienta fazer cortes no orçamento, observar onde é possível economizar para se conseguir juntar mais dinheiro. Outra sugestão da especialista, é começar uma fonte de renda extra.

Lopes aponta ainda que é necessário ter de forma clara quais são as dívidas, os juros e o valor inicial da cobrança, por exemplo, para se ter um espaço de possiblidade de negociação. “Ter essa organização para entender como está a situação e o que causou vai ajudar as pessoas a saírem do vermelho”, aponta.

Já para quem conseguiu se organizar e ter uma vida financeira no azul em 2020, a especialista destaca a importância de se atentar às metas. “Se a pessoa não sabe muito bem o que ela quer fazer neste ano, pode ser que, do nada, surja algo que ela não estava planejando e acabe entrando em dívidas. Então, o planejamento financeiro tem que ser feito tanto por quem está no vermelho quanto no azul”, ressalta.

Ela recomenda ainda que, para quem conseguiu se manter com as finanças em dia, mas teve que diminuir custos, o importante é buscar uma nova fonte de renda, já que muitas pessoas tiveram que recorrer à reserva de emergência em 2020. Então, em 2021, é hora de refazê-la.

3. Aprenda mais sobre investimentos

O ano de 2020 também foi desafiador para o mundo dos investimentos. Afinal, a Selic, a taxa básica de juros da economia brasileira, chegou ao seu patamar mínimo histórico de 2% ao ano. Além disso, a crise trazida pelo novo coronavírus deixou os mercados imprevisíveis e instáveis. A volatilidade da bolsa brasileira testou os nervos do investidor e o Ibovespa, o principal índice da B3, chegou a despencar dos quase 120 mil pontos em janeiro para a casa dos 63 mil pontos em março.

Lopes aponta que aprender mais sobre investimentos é para qualquer ano, o que foi muito bom ou muito ruim.

Segundo ela, quem ainda não investe, não tem reserva de emergência, não tem projeto de aposentadoria e ainda não entende sobre esse universo, precisa começar a se dedicar para conseguir aprender a investir melhor e acelerar as metas para elas acontecerem.

A especialista explica que o mundo dos investimentos precisa estar bem alinhado com o planejamento financeiro, sem importar o que está acontecendo.

 “Claro que há momentos em que você não pode fazer os maiores aportes, não consegue fazer os melhores investimentos. Há situações atípicas, mas os investimentos são para longo prazo. Para quem ainda não começou a estudar sobre isso, o ideal é que 2021 seja o ano para conseguir se dedicar”, destacou.

4. Tenha uma reserva de emergência

A reserva de emergência é importante para alguma eventualidade inesperada, explica a educadora financeira. “Prever o futuro ainda não é possível, mas devemos estar preparados. A reserva de emergência deve ser um valor de, pelo menos, seis vezes o custo de vida. Ela é destinada às situações de emergências, como acidentes, ajuda familiar, desemprego ou custear um tratamento médico, por exemplo”, explica Lopes.

A especialista diz ainda que, se há dinheiro extra e as contas estão em dia, mas sem reserva de emergência, o ideal é fazê-la com esse valor.

“Vimos de uma forma bem clara em 2020 a necessidade disso. Quem ainda não tem reserva de emergência precisa torná-la prioridade para 2021, pois não sabemos como serão os próximos meses”, alerta Lopes.

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