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Finanças

Medidas de estímulo falham e bolsas da Ásia e Europa voltam a afundar

Ações de Bancos Centrais para estimular as economias não conseguiram restaurar a confiança dos investidores.

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Estadão Conteúdo
Bolsas da Europa fecham em alta na maioria, com bom humor por EUA-China e EUA-Irã
Bolsas da Europa fecham em alta na maioria, com bom humor por EUA-China e EUA-Irã

As bolsas da Ásia e do Pacífico fecharam em forte baixa nesta segunda-feira (16), renovando mínimas em anos, enquanto os índices europeus abriram em forte baixa, à medida que iniciativas extraordinárias tomadas pelo Federal Reserve (Fed o banco central dos EUA), Banco do Japão (BoJ) e outros BCs, em reação ao novo coronavírus, falharam em restaurar a confiança de investidores. O mau humor também com indicadores extremamente fracos da China.

Ontem à noite, o Fed cortou seu juro básico em um ponto porcentual, para a faixa de 0% a 0,25%, e anunciou um programa de compra de ativos de US$ 700 bilhões, entre outras medidas, como parte de uma estratégia coordenada entre vários grandes BCs.

Horas depois, o BoJ anunciou uma série de medidas, incluindo a de dobrar sua meta anual para compras de fundos de índice (ETFs) no mercado acionário, para 12 trilhões de ienes, mas não reduziu juros. Posteriormente, o presidente do BC japonês, Haruhiko Kuroda, admitiu a possibilidade de cortar a taxa de depósito, que está em -0,1% há cerca de quatro anos. O BoJ antecipou sua reunião, que estava originalmente programada para os dias 18 e 19.

A cooperação envolve também o Banco Central Europeu (BCE), o Banco da Inglaterra (BoE) e os BCs do Canadá e da Suíça.

Apesar dos estímulos do Fed e do BoJ, o índice acionário japonês Nikkei caiu 2,46% hoje em Tóquio, a 17.002,04 pontos, encerrando o pregão no menor nível desde novembro de 2016. Já o rendimento do bônus do governo japonês (JGB) de 10 anos subiu 2 pontos-base, a 0,010%, após o BoJ decidir manter o volume anual de suas compras de JGBs em 80 trilhões de ienes.

Na China continental, o Xangai Composto recuou 3,40%, a 2.798,25 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto teve queda de 4,83%, a 1.712,02 pontos, na esteira de dados econômicos locais desanimadores, que tiveram forte influência do coronavírus.

A produção industrial chinesa, por exemplo, sofreu queda anual de 13,5% no primeiro bimestre, enquanto as vendas no varejo registraram um tombo de 20,5% no mesmo período. Analistas previam reduções bem mais modestas.

O mercado acionário chinês também ignorou um novo corte de compulsórios anunciado pelo Banco do Povo da China (PBoC) na sexta-feira (13), o segundo deste ano.

Em outras partes da Ásia, o Hang Seng caiu 4,03% em Hong Kong hoje, a 23.063,57 pontos, atingindo o menor patamar desde janeiro de 2017, enquanto o sul-coreano Kospi recuou 3,19% em Seul, a 1.714,86 pontos, no menor nível desde outubro de 2011, e o Taiex registrou baixa de 4,06% em Taiwan, a 9.717,77 pontos.

Quando os negócios em Seul já estavam encerrados, o BC da Coreia do Sul (BoK) decidiu reduzir sua taxa básica em 0,50 ponto porcentual, à mínima histórica de 0,75%, também após convocar uma reunião emergencial.

Na Oceania, a bolsa australiana sofreu hoje sua maior queda histórica. O S&P/ASX 200 caiu 9,70% em Sydney, a 5.002,00 pontos, ampliando para 30% as perdas acumuladas desde que atingiu seu último pico, em 20 de fevereiro.

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