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Finanças

Veja 4 dicas para estimular empreendedorismo e educação financeira para crianças

Especialista aponta que montar um “pequeno negócio”, mesmo que de brincadeira, pode ser uma oportunidade para falar sobre educação financeira para crianças.

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A menina Helena, de 10 anos, montou sua lojinha virtual de bijuterias de miçanga
A menina Helena, de 10 anos, montou sua lojinha virtual de bijuterias de miçanga

“Eu e meus primos, a gente às vezes vendia limonada na frente da casa, cupcake. E, antes disso, aqui no meu condomínio mesmo, eu já vendi pulseiras de elástico.” A frase é da menina Helena, de 10 anos, que sempre gostou de “brincar de empreender” e há cerca de 3 meses cuida da própria lojinha virtual de bijuterias.

Assim como Helena, diversas crianças montam pequenos negócios, que na maioria das vezes surgem como “brincadeira”, mas na verdade podem ser boas oportunidades para que os pais ensinem sobre empreendedorismo e educação financeira para crianças. É o que afirma Andressa Costa, diretora pedagógica da Tindin e educadora financeira.

“Quando a criança brinca de lojinha, de vender, de escritório, de comércio, ela já está aprendendo um pouquinho, desenvolvendo de forma lúdica essas habilidades que vão ajudá-la no futuro”, diz Costa.

E empreender não é só sobre ter negócios, mas é um comportamento. A gente pode empreender correndo atrás de soluções para pequenos problemas da vida cotidiana, pensar em como resolver em vez de ficar reclamando e buscar uma solução”, complementa a especialista.

A especialista Andressa Costa ao lado da filha; ela fala sobre educação financeira para crianças (Foto: Divulgação)
A educadora financeira Andressa Costa ao lado da filha (Foto: Divulgação)

Veja abaixo 4 dicas para falar sobre empreendedorismo com crianças:

Acompanhar resultados e incentivar

“É bem bacana os pais acompanharem de perto, incentivar, ensinar essa criança a anotar o que ela vendeu. Se ela já recebeu ou se ela deixou o amiguinho da escola pagar depois, para ela começar a desenvolver esse senso de responsabilidade e de ter controle sobre o primeiro negócio dela”, diz Costa.

Helena faz isso, e inclusive calcula o quanto pode reinvestir no negócio. “Num caderno eu anoto quanto eu gasto em miçanga em uma semana e quanto eu ganho. Por exemplo, nesta semana em miçanga eu gastei R$ 68, mas eu ganhei R$ 84″, revela, acrescentando que, com o lucro, ela compra mais material.

Falar sobre frustração

Ao começar um “pequeno negócio”, a criança pode esperar ganhar muito dinheiro, ou pensar que terá ganhos todos os dias. Por isso, é importante que os pais conversem sobre as possíveis frustrações.

“É bem bacana os pais acompanharem de perto, incentivar, encorajar, e também explicarem que vai ter dias em que eles não vão conseguir vender, e que está tudo bem. Que é assim com as pessoas na vida adulta também e está tudo certo, para elas não desistirem, continuarem e curtirem bastante esse processo”, diz Costa.

Mostrar a realização do trabalho

Os pais podem aproveitar o ensejo pra falar sobre os resultados do trabalho e a realização que ele pode trazer – começando pela sensação gostosa de ganhar o próprio dinheiro e poder realizar sonhos, por exemplo.

“Essa sensação é muito positiva. A imagem que nós, como pais e mães, passamos para as crianças sobre como é o trabalho e o valor que ele tem para a gente, não só pelo sustento financeiro, mas também pela realização pessoal, profissional, é muito positiva, impacta nas crianças”, diz Costa.

Na casa da menina Helena, educação financeira, trabalho e até empreendedorismo sempre foram tema de conversas em família, segundo a publicitária Kiki Goes, mãe da pequena.

“A gente conversa bastante sobre isso porque ela sempre fala realmente que ela quer ter uma loja. Ela sempre fala de ter algum negócio. Assim, fica uma parte nessa imaginação, mas a gente percebe que ela fica sempre muito ligada no que já existe no mercado num geral. E aí ela às vezes se coloca como empreendedora no comércio de alguma coisa (risos)”, conta.

Planejamento do futuro

Aprender sobre dinheiro, empreendedorismo, planejamento, sonhos e quanto eles custam… Tudo isso é uma boa oportunidade para mostrar às crianças que a família está se planejando para o que vem pela frente.

“Eu gosto de relacionar investimentos para crianças com as sementes. A gente mostra que plantamos uma sementinha e ela vira uma flor, que depois vira uma grande árvore, e essa árvore ela gera muitos frutos. Então, ela se multiplica”, diz Costa.

“A gente procura sempre focar nessa estrutura, e eu converso muito com ela”, conta Kiki sobre Helena. “Ela entende quando ‘isso você pode ter’, ‘isso agora não dá para ter’. Então, os limites eu acho muito importante, acompanhar na educação dela, porque eu acho que isso é pra vida.”

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Este conteúdo é de cunho jornalístico e informativo e não deve ser considerado como oferta, recomendação ou orientação de compra ou venda de ativos.

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