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Finanças

Ibovespa cai 2% puxado por tensão nos EUA, mas fecha julho em alta de 8,27%

Índice brasileiro encerra o mês com desempenho levemente menor a ganhos de maio e junho

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InvestNews
bolsa de valores

Após a economia americana apresentar perda recorde de 33% ontem, no PIB do segundo trimestre de 2020, os EUA ainda influenciam o desempenho dos mercados. Desta vez, o conflito envolve o presidente Donald Trump que quer forçar a empresa chinesa ByteDance a vender o controle do aplicativo TikTok. Segundo Trump, o poder dos chineses sobre o TikTok implicaria um risco a segurança nacional dos EUA.

O impasse é mais um capítulo entre as disputas geopolíticas de China e EUA. Acompanhando o clima de tensão, o Ibovespa, principal índice da B3, fechou nesta sexta-feira (31) em queda de 2% aos 102.912 pontos. Contudo, a alta não afetou no desempenho do mês de julho, que finaliza hoje com alta acumulada de 8,27%.

O ganho da bolsa em julho é ligeiramente inferior a dos meses anteriores, em junho o Ibovespa teve ganhos de 8,76%, enquanto em maio a alta foi de 8,57%. Contudo, o mês de julho teve o melhor desempenho para o mês desde 2018.

Já os índices americanos, Dow Jones, Nasdaq e S&P 500 ignoraram o cenário macroeconômico e subiram puxados pelo desempenho da Apple, que foram melhor do que esperado neste segundo trimestre. O índice Dow Jones fechou em alta de 0,44%, o S&P 500 subiu 0,77% e o Nasdaq fechou em alta de 1,49%.

Os investidores ficaram atentos também aos indicadores europeus que revelaram impacto do coronavírus. O Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro encolheu 12,1% no segundo trimestre de 2020 ante o primeiro, a mais acentuada contração desde o início da série histórica, em 1995.

Alguns países como a França viram seu PIB encolher 13,8%, enquanto na Itália a queda foi de 12,4%. Na Espanha a retração na economia foi de 18,5%.

Com esse clima de incerteza, o dólar voltou a subir. O dólar comercial fechou em alta de 1,151%, cotado a R$ 5,218, nesta sexta-feira (31). Na máxima do dia, a moeda americana chegou a R$ 5,217.

No mês de julho, o dólar fechou com queda acumulada de 4,03%. Esta foi a maior queda mensal em 2020, superando a do mês de maio de 1,8%. Diferente de outros períodos, em julho foi o real que teve um desempenho melhor do que o dólar.

No Brasil, o desempenho da Petrobras e dos bancos puxaram a queda, acompanhando um dia dia mal humor no mercado.

As ações preferenciais da Petrobras (PETR4) fecharam em queda de 2,72%, enquanto as ordinárias (PETR3) caíram 2,66%. Ontem, a petroleira divulgou seu balanço para o segundo trimestre de 2020. A companhia teve um prejuízo líquido de R$ 2,713 bilhões, mas conseguiu superar levemente o primeiro trimestre de 2020 quando teve prejuízo de R$48,5 bilhões.

O Ebitda ajustado da companhia recuou 23,5%, fechando em R$ 24,986 bilhões. Na comparação anual, a receita das vendas da estatal caiu 29,9%. Apesar do tempo ruim para a companhia, os analistas receberam bem os resultados especialmente pela geração de fluxo de caixa livre da Petrobras de R$ 1 bilhão.

Entre as ações mais negociadas do dia caíram também os papéis do Bradesco (BBDC4), com queda de 4,14%. Os bancos também puxaram a queda do Ibovespa, oscilando com perdas entre 3% e 4%.

Destaques da Bolsa

Entre os destaques positivos do dia, a maior alta foi da Cielo (CIEL3) que valorizou 10,95%. Segundo informações do Banco Central, foi autorizada a volta de pagamentos via WhatsApp, proibida desde 23 de junho. A formalização ainda está pendente.

Subiu também a Ecorodovias (ECOR3), que teve alta de 6,92%, após anunciar reestruturação da companhia e das suas controladas Primav Construções e Comércio e Igli. O pedido busca fortalecer a situação financeira da companhia à procura de oportunidades de investimento no setor rodoviário.

Ainda entre as maiores altas a Tim (TIMP3) avançou 6,42%. E a Engie (EGIE3) valorizou 3,36% após registrar lucro de R$ 765,8 milhões para o segundo trimestre.

No lado oposto, o destaque negativo do dia foi da Cogna (COGN3) que recuou 12,47%. O primeiro dia de negociação da subsidiária Vasta na Nasdaq não foi satisfatório.

Caíram também a Ambev (ABEV3) e Embraer (EMBR3) com baixa de 4,47% e 4,28%, respectivamente.

As ações da Ambev tiveram sua recomendação elevada a neutra pelo JP Morgan, com preço-alvo de R$ 16,50. Já o Credit Suisse classificou os papéis como outperform. O resultado da companhia para o segundo trimestre, foi considerando insuficiente pelo mercado para recuperar a empresa em meio a crise.

Bolsas americanas

As bolsas de Nova York fecharam nesta sexta, 31, em território positivo, sustentadas por alguns balanços que surpreenderam positivamente os investidores. Com isso, a disseminação da covid-19 em alguns Estados americanos e as dificuldades para se chegar a um acordo por um novo pacote de ajuda para os Estados Unidos tiveram menos peso.

O índice Dow Jones fechou em alta de 0,44%, em 26.428,32 pontos, o S&P 500 subiu 0,77%, a 3.271,12 pontos, e o Nasdaq ganhou 1,49%, a 10.745,27 pontos. Na semana, o Dow Jones caiu 0,16%, o S&P 500 subiu 1,73% e o Nasdaq subiu 3,69%. Já na comparação mensal, os índices acionários registraram ganhos de 2,38%, 5,51% e 6,82%, respectivamente.

Depois do fechamento da quinta-feira, 30, Apple, Amazon e Facebook divulgaram balanços que superaram a expectativa. Com isso, as ações das empresas subiram 10,47%, 3,70% e 8,17%, respectivamente. Entre os setores, o de tecnologia se destacou entre altas em Nova York e o de serviços de comunicação também subiu. Já Alphabet recuou 3,28%, após registrar queda no lucro líquido no segundo trimestre, na comparação anual. Outro papel que se saiu mal após balanço foi a petroleira Chevron (-2,70%).

A disseminação da covid-19 continuava a preocupar. Na Flórida, houve novo recorde diário de mortes pela doença nas últimas 24 horas, e investidores temem que isso afete a retomada. O Wells Fargo comenta, porém, que na Flórida e no Arizona, focos recentes da doença, o crescimento nos novos casos tem desacelerado. Na agenda de indicadores, a renda pessoal no país recuou 1,1% entre maio e junho, acima da previsão de queda de 0,7% dos analistas ouvidos pelo Wall Street Journal. Os gastos com consumo, por outro lado, avançaram 5,6% na mesma comparação.

Durante a tarde, as bolsas chegaram a se firmar em queda, em meio ao noticiário em Washington sobre as dificuldades por um novo pacote de ajuda. O presidente americano, Donald Trump, criticou a oposição democrata, que por sua vez disse que a situação republicana demorou para começar a negociar de fato a questão. Mas ainda houve tempo no mercado acionário para os índices voltarem a subir.

*Com Estadão Conteúdo

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