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Finanças

Ibovespa recua e chega aos 120 mil pontos; menor patamar em três meses

Cenário é de enxurrada de balanços corporativos, mas o ambiente doméstico segue repleto de incertezas políticas e fiscais.

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imagem decorativa: ibovespa
Vista externa da B3, em São Paulo (SP) 26/02/2020 REUTERS/Rahel Patrasso

O Ibovespa, principal indicador da bolsa de valores brasileira, a B3, encerrou em queda nesta quinta-feira (12), em meio a uma enxurrada de balanços corporativos, incluindo os números de JBS (JBSS3) e Suzano (SUZB3), além de notícias de fusões e aquisições, com Americanas (LAME3, LAME4) e Qualicorp (QUAL3) sob os holofotes. O dólar terminou em leve alta, com os investidores digerindo novos dados sobre a inflação nos Estados Unidos, enquanto o ambiente doméstico seguia repleto de incertezas políticas e fiscais.

O Ibovespa recuou 1,11% aos 120.700 pontos, o menor patamar registrado desde o dia 12 de maio, quando bateu os 119.710 pontos. Veja a cotação do Ibovespa hoje. Já o dólar avançou 0,66%, comercializado a R$ 5,2564, próximo à máxima do dia em R$ 5,2579. Veja a cotação do dólar hoje.

Cenário externo

Os preços ao produtor nos Estados Unidos aumentaram mais do que o esperado em junho, sugerindo que a inflação pode permanecer alta, uma vez que a forte demanda continua prejudicando as cadeias de abastecimento.

Apesar da leitura, vários investidores ainda apontavam dados de quarta-feira (11) como um fator de alívio para a moeda brasileira, depois que o Departamento do Trabalho informou que a alta dos preços ao consumidor norte-americano desacelerou em julho.

“No médio prazo, como existe uma divisão clara entre os diretores do Fed (Federal Reserve) quanto ao momento de começar a reduzir a compra de ativos nos mercados financeiros e iniciar a normalização da política monetária (…), a desaceleração da inflação dá mais argumentos para aqueles que propõem a manutenção de um nível elevado de liquidez e a taxa próxima de zero por mais tempo, o que favorece as economias emergentes”, disseram analistas da Genial Investimentos em nota.

Preocupações internas

Enquanto isso, no Brasil, os investidores continuavam cautelosos em meio ao ambiente político e fiscal nebuloso.

A pressão contínua do presidente Jair Bolsonaro por eleições de voto impresso – mesmo após Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do voto impresso ser derrubada pelo plenário da Câmara – e a novela em torno do pagamento de precatórios têm sido pontos de atenção e, segundo Mauriciano Cavalcante, diretor de câmbio da Ourominas, colaboram para a volatilidade no mercado doméstico.

Destaques da bolsa

Em mais um dia de repercussão dos balanços financeiros, a Ultrapar (UGPA3) encerrou com fortes perdas após divulgação dos resultados do segundo trimestre. A Minerva (BEEF3) também despencou. Veja os destaques da bolsa de valores.

Bolsas Mundiais

Wall Street

Os principais índices de Wall Street caíam nesta quinta-feira, com os investidores ponderando dados que mostraram recuperação contínua do mercado de trabalho contra um salto nos preços ao produtor, antes da divulgação de balanços de grandes empresas, incluindo a Walt Disney (DISB34).

O Dow Jones, que caia pela manhã, encerrou em alta de 0,04%, a 35.499,85 pontos. O S&P 500, que também tinha variação negativa, avançou 0,30%, a 4.460,83 pontos, já Nasdaq subiu 0,35%, a 14.816,26 pontos.

Europa

As ações europeias subiram nesta quinta-feira e fecharam em novo recorde, já que fortes resultados de seguradoras e atividades de fusões e aquisições (M&A, na sigla em inglês) no Reino Unido ajudaram a compensar a queda nas ações de mineração.

  • Em LONDRES, o índice Financial Times recuou 0,37%, a 7.193,23 pontos.
  • Em FRANKFURT, o índice DAX subiu 0,70%, a 15.937,51 pontos.
  • Em PARIS, o índice CAC-40 ganhou 0,36%, a 6.882,47 pontos.
  • Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve valorização de 0,38%, a 26.557,84 pontos.
  • Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou alta de 0,04%, a 8.979,40 pontos.
  • Em LISBOA, o índice PSI20 valorizou-se 0,57%, a 5.212,34 pontos.

Ásia e Pacífico

As ações da China recuaram nesta quinta, uma vez que dados de empréstimo mais fracos do que o esperado provocaram preocupações sobre liquidez e pesaram sobre o sentimento.

  • Em TÓQUIO, o índice Nikkei recuou 0,20%, a 28.015 pontos.
  • Em HONG KONG, o índice HANG SENG caiu 0,53%, a 26.517 pontos.
  • Em XANGAI, o índice SSEC perdeu 0,22%, a 3.524 pontos.
  • O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em XANGAI e SHENZHEN, retrocedeu 0,84%, a 4.973 pontos.
  • Em SEUL, o índice KOSPI teve desvalorização de 0,38%, a 3.208 pontos.
  • Em TAIWAN, o índice TAIEX registrou baixa de 0,04%, a 17.219 pontos.
  • Em CINGAPURA, o índice STRAITS TIMES valorizou-se 0,09%, a 3.182 pontos.
  • Em SYDNEY o índice S&P/ASX 200 avançou 0,05%, a 7.588 pontos.

( * Com informações da Reuters)

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