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Finanças

Ibovespa fecha em queda de 2,24%, puxada por Covid nos EUA; dólar sobe a R$ 5,48

Na semana, principal índice da B3 recuou 2,79%

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InvestNews
bolsa covid

O coronavírus voltou a se tornar o protagonista dos mercados, e desta vez com a 2ª onda ocorrendo nos EUA, a bolsa de valores precificou os temores globais. O Ibovespa, principal índice da B3, fechou em queda de 2,24% aos 93.834 pontos nesta sexta-feira (26). Na semana, o índice recuou 2,79%.

Os investidores reagiram negativamente a nova onda de contágios, especialmente nos Estados Unidos e no Brasil. Até o momento, já foram registradas 55 mil mortes pela Covid-19 no Brasil. Já os EUA tiveram em um único dia 37 mil casos da doença, maior patamar registrado até o momento. O número total de contaminados lá é 2,4 milhões.

Alguns estados norte-americanos já revertem seus planos de reabertura, contudo apesar do risco a cidade de Nova York ainda deve continuar neste processo entrando em uma nova etapa no dia 6 de julho, com o aval de refeições em restaurantes, pratica de esportes em equipe e salões de beleza.

Com toda essa incerteza e o final de semana chegando muitos investidores zeraram suas posições compradas na bolsa de valores. Com isso, apenas 4 ações fecharam em alta no pregão.

No cenário externo, o Federal Reserve (Fed) também divulgou os resultados dos testes de estresse para os bancos na pandemia. Contudo, as notícias não foram boas. Segundo o Fed o desemprego continua em alta, a recuperação econômica pode demorar, gerando prejuízos de até US$ 700 bilhões em empréstimos. Apesar do risco, foi permitido que os bancos americanos aumentem suas posições em fundos.

As bolsas europeias que reagiam positivamente ao discurso de Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu (BCE) que afirmou “o pior da crise já passou” não sustentaram a alta e fecharam o pregão em queda.

Com toda essa instabilidade, o dólar fechou em alta de 2,57% cotado a R$5,465. Na máxima do dia, a moeda americana chegou a R$ 5,486. Com a terceira alta consecutiva, o dólar bateu a máxima do mês.

No cenário interno, Bolsonaro anunciou o pagamento de mais três parcelas do auxílio emergencial de R$500, R$400 e R$300. Nas três parcelas anteriores de R$600, o governo já liberou dos cofres públicos o montante de R$ 152 bilhões.

Contrariando as projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI), que apontam uma retração da economia brasileira de até 9,1% em 2020, Paulo Guedes ministro da Economia afirmou que o FMI vai errar desta vez porque a recuperação brasileira será rápida.

Todas as ações mais negociadas do dia fecharam em queda. Caíram Petrobras (PETR4) e Vale (VALE3), com queda de 2,93% e 0,68%. A Petobras viu seus ativos comprometidos pela 2ª onda do coronavírus com impacto nos preços do petróleo. O barril WTI caiu 0,6%, enquanto o Brent recuou 0,34%.

Recuaram também os bancos Bradesco (BBDC4) e Itaú (ITUB4), com queda de 3,09% e 1,68%, respectivamente. Os ativos financeiros tiveram baixa expressiva em meio a aversão ao risco do mercado. Caiu também a Via Varejo (VVAR3), que recuou 1,79%.

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Destaques da Bolsa

Em meio a este cenário adverso, apenas 4 ações fecharam o dia em alta. O destaque positivo foi para o IRB Brasil (IRBR3), que saltou 14% no dia e fechou a sexta-feira (26) com alta de 5,42%. A companhia anunciou nesta manhã a conclusão da investigação interna que identificou supostas fraudes praticadas pela antiga diretoria. Além de apontar quem foram os responsáveis por espalhar a informação que a Berkshire Hathaway teria comprado participação no IRB.

Subiram também a Weg (WEGE3), Klabin (KLBN11) e Intermedica (GNDI3) com alta de 1,58%, 0,74% e 0,03%, respectivamente.

Entre os destaques negativos do dia recuaram a CCR (CCRO3) e o Banco BTG Pactual (BPAC11), com queda de 5,73% e 5,50%. Caiu também a Azul (AZUL4), recuando 5,66%. O presidente da companhia aérea John Rodgerson afirmou que a estratégia do governo de dar recursos às aéreas é errada e que o custo deste dinheiro, com impostos e juros é muito elevado. Ele também esclareceu que embora exista uma parceria com a Latam para sobreviver na pandemia, a rivalidade entre as companhias não acabou.

Nota de crédito do Banco Central

Com as famílias em dificuldades para fechar as contas em meio à retração da atividade e ao desemprego provocados pela pandemia do novo coronavírus, o juro médio total cobrado pelos bancos no rotativo do cartão de crédito caiu 10,3 pontos porcentuais de abril para maio, informou o Banco Central. A taxa passou de 313,7% para 303,4% ao ano.

O saldo de crédito para as empresas do setor de agropecuária caiu 0,6% em maio, para R$ 28,160 bilhões. Já o saldo para a indústria avançou 1,3%, para R$ 674,027 bilhões. O montante para o setor de serviços teve alta de 0,3%, para 854,064 bilhões. O estoque total de operações de crédito do sistema financeiro subiu 0,3% em maio ante abril, para R$ 3,595 trilhões

O endividamento das famílias brasileiras com o sistema financeiro ficou estável em 46,2% abril, mesmo patamar de março. Se forem descontadas as dívidas imobiliárias, o endividamento ficou em 27,2% em abril, ante 27,3% em março.

Bolsas de Nova York

As bolsas de Nova York encerraram o pregão desta sexta-feira, 26, com queda superior a 2%, em meio a preocupações nos mercados financeiros com o aumento dos casos de covid-19 nos Estados Unidos. Atritos entre Washington e Pequim e perdas significativas no setor financeiro e em ações de companhias como o Facebook também colocaram pressão sobre os índices acionários.

O Dow Jones recuou 2,84%, a 25.015,55 pontos, o S&P 500 cedeu 2,42%, a 3.009,05 pontos, e o Nasdaq caiu 2,59%, a 9.757,22 pontos. Na comparação semanal, os índices acionários registraram queda de 3,31%, 2,86% e 1,90, respectivamente.

“As ações dos EUA recuaram nesta semana após o aumento dos casos de covid-19 nos estados do sul e oeste do país e o teste de estresse dos bancos restringindo os pagamentos de dividendos”, resumem analistas da corretora americana LPL Financial.

De acordo com os Centros de Controle de Doenças dos EUA, (CDC, na sigla em inglês), o país registrou 40.588 novas infecções por coronavírus nas últimas 24 horas, o segundo maior número diário desde o início da pandemia, atrás apenas do total de casos confirmados no dia 6 de abril.

O ressurgimento de casos de covid-19 levou a Flórida e o Texas a aumentarem as restrições sobre o funcionamento de bares e restaurantes. Para analistas do banco americano Citi, porém, a situação desses Estados ainda não representa uma mudança nas perspectivas de recuperação econômica.

Indicadores divulgados hoje tiveram repercussão mista. A renda pessoal caiu menos do que o esperado em maio, mas os gastos com consumo no mesmo mês e o índice de sentimento do consumidor de junho ficaram aquém do que previam economistas.

Diretor do Instituto de Alergias e Doenças Infecciosas dos EUA, Anthony Fauci alertou hoje para “sérios problemas” nas regiões afetadas pelo aumento dos casos de coronavírus. O vice-presidente americano, Mike Pence, disse que 16 estados enfrentam alta nas infecções.

No S&P 500, o subíndice do setor de comunicações liderou as perdas (-4,49%), seguido pelo do setor financeiro (-4,33%). Após empresas anunciarem a suspensão de anúncios no Facebook e no Twitter, ao cobrarem posições das redes sociais sobre o combate a discursos de ódio, as ações das duas companhias recuaram 8,32% e 7,40%, respectivamente. Executivo-chefe do Facebook, Mark Zuckerberg prometeu mudanças.

No setor bancário, os papéis foram pressionados pela repercussão do teste de estresse divulgado ontem pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano). A autoridade monetária suspendeu as recompras de ações e limitou os pagamentos de dividendos no terceiro trimestre, além de ter alertado para perdas de até US$ 700 bilhões no setor caso o pior cenário para a crise se concretize. As ações do Goldman Sachs caíram 8,65% e as do Wells Fargo cederam 7,42%.

As tensões entre os EUA e a China também continuaram no radar dos investidores. Hoje, o Departamento de Estado americano anunciou restrições de vistos a autoridades chinesas envolvidas na aplicação de uma lei de segurança nacional em Hong Kong.

*Com Estadão Conteúdo

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