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Finanças

Ibovespa recua 1,22% e volta a 100 mil após PIB da China; dólar fecha em R$ 5,32

Dados da China e espera por novos balanços no mercado americano levaram a quedas globais.

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InvestNews
bolsa de valores

A bolsa brasileira fechou em forte queda nesta quinta-feira (16), reagindo a novos resultados de grandes companhias dos Estados Unidos e após o crescimento do PIB da China superar expectativas, mas não convencer sobre a retomada do consumo interno. O dólar respondeu ao cenário com oscilação na abertura e depois viés de baixa.

O principal índice da B3, o Ibovespa, recuou 1,22%, aos 100.553 pontos. Na semana, o Ibovespa limita os ganhos a 0,52%, ainda avançando 5,78% no mês – em 2020, a perda acumulada é de 13,05%. Já o dólar comercial terminou o dia negociado a R$ 5,3279, caindo 1,038%.

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Ontem, o Ibovespa fechou em alta de 1,34% aos 101.790 pontos, de olho nos bons resultados da vacina da farmacêutica americana Moderna. O dólar precificou cedo as esperanças com a vacina e inverteu o sinal durante o dia, fechando em alta de 0,66%, cotado a R$ 5,384.

As bolsas europeias fecharam sem um sinal único. Mesmo a sinalização de apoio ao quadro do Banco Central Europeu (BCE) não foi suficiente para gerar grande impulso nos ativos. O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em baixa de 0,47%, em 372,13 pontos.

Já os mercados acionários de Nova York tiveram sessão negativa, marcada por cautela já no início dos negócios. O índice Dow Jones fechou em queda de 0,50%, em 26.734.71 pontos, o Nasdaq caiu 0,73%, a 10.473,83 pontos, e o S&P 500 teve baixa de 0,34%, a 3.215,58 pontos.

Destaques da Bolsa

Empresas que obtiveram valorização na véspera, do setor de aviação e turismo, hoje sofreram com a volta das incertezas sobre a duração pandemia. O setor das aéreas e turismo estão entre as maiores quedas do Ibovespa hoje.

Entre as ações com mais peso para o Ibovespa, os papeis da Vale (VALE3) caíram perto de 3%, em sessão de queda do minério de ferro e do aço na China. Já na Petrobras, as preferenciais (PETR4) cederam ao redor de 2,6%, enquanto as ordinárias (PETR3) declinaram, sofrendo com queda nos preços do petróleo no exterior.

Após ter liderado no dia anterior o Ibovespa, a Embraer (EMBR3) esteve na ponta oposta nesta sessão, em baixa de 6,14% no fechamento, à frente de Gol (GOLL4, -4,19%) e Minerva (BEEF3, -4,01%). No lado positivo, Cogna subiu hoje 5,03%, seguida por Via Varejo (VVAR3, +2,98%), Telefônica Brasil (VIVT4, +2,75%) e TIM (TIMP3, +2,57%).

“Os ganhos na Cogna decorreram da expectativa sobre o valor da uma listagem de sua subsidiária Vasta em Nova York, que poderia destravar valor nas ações da “empresa mãe”, e os da TIM, com possível aquisição de ativos de telefonia”, diz Cristiane Fensterseifer, analista de ações da Spiti.

BCE mantém política monetária

O Banco Central Europeu (BCE) decidiu manter sua política monetária inalterada após reunião concluída nesta quinta-feira, mas reiterou que continua disposto a ajustar “todos os seus instrumentos”, conforme for apropriado. As principais taxas de juros do BCE, a de refinanciamento e a de depósitos, permaneceram em 0% e -0,50%, respectivamente.

Além disso, o BCE manteve o volume de seu Programa de Compras de Emergência na Pandemia (PEPP, na sigla em inglês) em 1,35 trilhão de euros. Na reunião anterior, realizada no começo de junho, a autoridade monetária já havia ampliado em 600 bilhões de euros o programa que foi criado em reação à crise do coronavírus.

As exportações da zona do euro subiram 7,9% em maio ante abril, enquanto as importações cresceram 3,2% no mesmo período, segundo dados com ajustes sazonais publicados hoje, pela Eurostat, como é conhecida a agência de estatísticas da União Europeia. Mesmo assim, a maioria dos indicadores europeus está em queda seguindo o sinal dos mercados asiáticos.

Recuperação chinesa

Números de Pequim mostraram que o Produto Interno Bruto (PIB) da China teve expansão anual de 3,2% no segundo trimestre, superando expectativas de alta de 2,6% e após sofrer uma violenta contração de 6,8% nos primeiros três meses do ano em função dos efeitos da pandemia de coronavírus, que teve início na cidade chinesa de Wuhan.

Já a produção industrial do país cresceu 4,8% em junho ante igual mês do ano passado, como se esperava. Por outro lado, as vendas no setor varejista sofreram uma inesperada queda anual de 1,8% no mês passado, indicando que a China ainda tem bolsões de fraqueza.

Também continuam no radar as tensões entre EUA e China, que ganharam força desde que o governo chinês aprovou uma nova lei de segurança nacional para Hong Kong. Recentemente, os países impuseram sanções a autoridades e instituições um do outro. Segundo matéria do “The New York Times”, a Casa Branca considera agora proibir que membros do Partido Comunista da China e suas famílias viajem para os EUA.

Bolsas asiáticas

As bolsas asiáticas fecharam em baixa nesta quinta-feira, após dados mistos da China alimentarem preocupações sobre o ritmo de recuperação da segunda maior economia do mundo após o choque do coronavírus.

Os mercados chineses lideraram as perdas na Ásia hoje. O índice Xangai Composto teve queda de 4,5%, a maior desde o início de fevereiro, a 3.210,10 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto sofreu tombo ainda maior, de 5,2%, a 2.144,24 pontos. Foi o terceiro dia seguido de desvalorização das bolsas chinesas que, até então, vinham num rali que durou mais de uma semana.

*Com Estadão Conteúdo

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