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Finanças

Novo investidor da Bolsa negocia mais, diversifica e tem até 35 anos

Pesquisa divulgada pela B3 aponta que na pandemia houve uma forte chegada dos novatos na renda variável; nativos digitais conquistam espaço.

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A B3 divulgou na terça-feira (19) em teleconferência, uma pesquisa sobre o novo perfil do investidor pessoa física em renda variável. Os resultados foram apresentados por Felipe Paiva, diretor de Relacionamento com Clientes, e Tarcisio Morelli, diretor de Inteligência de Mercado da B3.

MAIS: Investidores contam por que decidiram entrar na Bolsa durante a pandemia

Segundo a B3, desde o começo da pandemia cerca de 350 mil novos CPFs começaram a investir neste ativo. “Tivemos 223 mil investidores novos em março e cerca de 100 mil em abril”, comenta Morelli.

Apesar da alta volatilidade e as constantes quedas do Ibovespa, apenas 40 mil investidores saíram da renda variável. Desde o começo de 2020, a B3 ganhou 400 mil novos investidores.

Até o momento, a B3 tem 2,4 milhões de contas de investidores em renda variável. Ate o final de abril, eram 2,385 milhões de CPFs. Em 2019, o crescimento de novos investidores foi de 700 mil novas contas.

Quem é o novo investidor?

De acordo com a pesquisa, há um processo de rejuvenescimento na base dos investidores da bolsa. O público de até 35 anos representa 60% do total. Destes, o percentual de investidores que têm entre 25 e 35 anos de idade é 49%. Mas Felipe Paiva destaca que houve um aumento também dos nativos digitais, aqueles que já nasceram familiarizados com a internet, São pessoas entre 19 e 24 anos, que hoje representam 10% dos investidores.

investidores da bolsa

“São os jovens que cresceram nas redes sociais e que, graças a uma atuação forte da digitalização do conteúdo nas redes sociais, ou produzido por corretoras, bancos e influenciadores atraíram este público. Vivemos uma fase de clareza sobre os investimentos”, afirma Paiva.

Apesar de a bolsa estar mais jovem, nada mudou em relação ao gênero. Atualmente, 75% dos investidores da renda variável são homens e 25% mulheres. Em março, 500 mil mulheres investiam em ações.

A participação feminina é maior quando se olha títulos públicos, como o Tesouro Direto, em que a participação das mulheres é de 50%. A menor representatividade delas aparece apenas no mercado de ações e nos fundos imobiliários.

30% investiram até R$ 500

A pesquisa também revelou que da nova safra de investidores, o primeiro investimento foi menor que R$ 1600. “Dos 223 mil novos investidores em março, que nunca tiveram contato com a B3, 30% investiram menos de R$ 500, 11% investiram até R$ 1.000 e 13% até R$ 2000”, explica Tarcisio Morelli, diretor de Inteligência de Mercado da B3. “Cada vez é maior o número de investidores pequenos que entra na bolsa, mostrando que a B3 está se democratizando”, acrescenta.

Paiva atribuiu este movimento de entrada na bolsa a um forte trabalho educacional promovido pelo mercado e também pela B3, que motivou pessoas físicas a investirem. Outro fator seria o interesse de CEOs de empresas de se aproximar do público, à procura de novos acionistas. “Neste ano, algumas empresas ganharam pelo menos 500 mil novos acionistas pessoa física, teve empresa que até dobrou seus investidores desde dezembro”, explica Morelli. Atualmente a B3 teria em média 1,7 milhões de investidores em ações.

Diversifica mais

O ativo mais procurado pelos investidores em março foram as ações. No entanto, houve também uma alta procura por Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs) e os Exchange-Traded Fund (ETFs), segundo a B3.

O estudo da B3 indica que os investidores começaram a diversificar mais. Em 2016, por exemplo, 78% dos investidores de renda variável investia apenas em ações. Em 2020, a proporção de investidores de ações recuou para 54%. No mês de março, 46% da base de investidores tinham mais de um produto de renda variável.

O investidor teria mudado sua preferência para outros ativos. É o caso dos fundos imobiliários que cresceram muito nos últimos anos, com mais de 800 mil investidores e R$ 58 milhões em ativos, que segundo Paiva se tornaram um produto muito popular pelo fluxo de rendimentos periódico e a tributação.

Mesmo dentre os 54% de investidores de ações, houve também diversificação. Em 2016, 40% investia apenas em 1 única empresa (ticker), hoje a proporção caiu para 20%. Cerca de 70% dos investidores da bolsa de valores aplica em mais de 5 ativos. O crescimento deste grupo foi de 48%.

Negocia mais

Além de diversificar, o número de investidores pessoas físicas que negociam com uma certa frequência na bolsa também aumentou. Em 2018, 200 mil CPFs negociavam mensalmente na B3, em março de 2019 este número pulou para 1,3 milhão de CPFs.

Em 2020, pelo menos 2/3 da base de investidores, equivalente a 1,3 milhão, fez um negócio ao longo do mês. Estes investidores não negociavam daytrade no passado.

Felipe Paiva, que comanda a área de relacionamento com clientes da B3, conclui que o resultado da pesquisa supera as expectativas do mercado, que acreditava em uma forte saída dos investidores durante a pandemia.

“Apesar de ser muito cedo para ter um panorama, o novo comportamento do investidor comparado com outras crises comprova o interesse pela renda variável. Em outros tempos, o investidor se refugiou na renda fixa, mas hoje com taxas de retorno abaixo de 3%, surgem mais pessoas na bolsa mesmo com a volatilidade”, aponta.

Outro ativo que a B3 estaria de olho é o Tesouro Direto, com grande aderência entre o público jovem. Em breve, a bolsa de valores deve publicar um novo estudo sobre investidores do título público.

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