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5 fatos para hoje: Bolsonaro diz que mercado fica ‘nervosinho’; precatórios

“Se vocês explodirem a economia do Brasil, mercado, vão ficar prejudicados também”, afirmou o presidente.

Publicado

em

10/06/2021 REUTERS/Adriano Machado

1- Bolsonaro diz que mercado fica ‘nervosinho’ e alerta para consequência

Após um dia de forte aversão a risco no mercado financeiro, devido ao acordo firmado dentro do governo para alterar o teto de gastos e à decisão de criar um benefício a caminhoneiros, o presidente Jair Bolsonaro afirmou na noite desta quinta-feira (21) que o mercado fica “nervosinho” com as medidas anunciadas por ele. “Se vocês explodirem a economia do Brasil, mercado (sic), vão ficar prejudicados também”, declarou ainda o chefe do Executivo em transmissão ao vivo nas redes sociais.

O governo acertou uma mudança no teto de gastos como forma de viabilizar o pagamento de R$ 400 a beneficiários do Auxílio Brasil até o final de 2022, ano eleitoral. Já os caminhoneiros vão receber esse mesmo valor, como forma de compensar a alta do diesel.

Após a mudança no teto de gastos, o ministério da Economia sofreu uma debandada. O secretário especial do Tesouro e Orçamento, Bruno Funchal, e o secretário do Tesouro Nacional, Jeferson Bittencourt, e seus adjuntos pediram exoneração na quinta, após o fechamento do mercado. A notícia pode pesar nos negócios no pregão desta sexta.

2- Líder dos caminhoneiros diz que oferta de Bolsonaro é ‘piada de mau gosto’

O presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, uma das principais lideranças do movimento de caminhoneiros do país, criticou duramente as declarações feitas na quinta-feira (21) pelo presidente Jair Bolsonaro, de criar um “benefício” de R$ 400 por mês aos caminhoneiros.

“Eu acho que foi uma piada que ele (Bolsonaro) fez… ou será de verdade? Isso é uma piada de mau gosto. O caminhoneiro não quer esmola, quer dignidade, quer os compromissos que foram assumidos e que até hoje não saíram do papel”, disse Landim, conhecido entre os caminhoneiros como “Chorão”.

Wallace Landim tem trânsito dentro do governo e esteve presente em diversas reuniões com o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, para tratar de medidas voltadas à categoria. O relacionamento institucional ocorreu durante um bom período e o governo, em outros momentos, conseguiu debelar movimentos de greve no setor. Agora, o tom é outro.

Queremos algo concreto, não cortina de fumaça. A classe já deu 15 dias para o governo trazer algo concreto, mas isso não veio. Agradecemos pela piada do presidente, mas estamos num trabalho de unificação das pautas da categoria e a paralisação para o dia 1 de novembro está mantida, seguimos com a mobilização”, comentou.

Os caminhoneiros se movimentam para fazer uma greve geral em 1 de novembro. A ameaça de falta de combustível e os sucessivos de preço promovidos pela Petrobras (PETR3; PETR4) são as principais queixas do setor. “A gente vem num trabalho de tentar acreditar, fizemos várias reuniões, mas percebemos que nada saiu do papel e a categoria não suporta mais esperar. Não aguentamos mais, estamos na beira do abismo. Chega disso”, disse o líder caminhoneiro da Abrava, que reúne cerca de 35 mil associados.

Um ministro da cúpula do governo afirmou que, de fato, a declaração feita por Bolsonaro de lançar uma “bolsa caminhoneiro”, sem detalhar como isso seria feito e, principalmente, de onde sairia o dinheiro, foi uma ação extremamente mal recebida pelo setor e por todos agentes econômicos. “Números serão apresentados nos próximos dias, vamos atender aos caminhoneiros autônomos. Em torno de 750 mil caminhoneiros receberão ajuda para compensar aumento do diesel”, afirmou o presidente, durante participação em um evento em Sertânia (PE).

3- Comissão conclui votação da PEC dos Precatórios; texto vai a plenário

A comissão especial que analisa a PEC dos precatórios concluiu na noite da quinta-feira (21) a votação do texto, que adia o pagamento de parte das dívidas judiciais do governo e altera a regra de correção do teto de gastos. Combinadas, as mudanças vão abrir R$ 83,6 bilhões no teto em 2022, segundo cálculos do governo revelados pelo Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado. O governo Jair Bolsonaro terá esse espaço à disposição no ano em que o presidente buscará a reeleição.

A votação dos destaques não resultou em nenhuma nova alteração no texto, que deve ir a plenário na semana que vem. Ao final da sessão, o relator, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), disse que a decisão de mexer nas regras para assegurar um pagamento de R$ 400 até dezembro de 2022 a 17 milhões de famílias do Auxílio Brasil é política.

Essa é uma decisão política, e esta Casa está aqui para decidir ouvindo a população”, afirmou.

“Apesar de toda turbulência, de tudo que foi dito, acredito que encontramos caminho de equilíbrio”, acrescentou Motta. “Se tivesse de escolher duas palavras, diria que texto é justo e responsável.”

4- Meirelles vê mudança no teto levar à caminho desastroso

Responsável por propor o teto dos gastos durante sua gestão como ministro da Fazenda, o hoje secretário de Fazenda do estado de São Paulo, Henrique Meirelles, vê a mudança na correção do teto de gastos para abrir espaço para aumento de despesa com o Auxílio Brasil como uma péssima notícia para o país. Ele avaliou que a decisão é grave e tem impacto direto na credibilidade do país. O ex-ministro destaca ainda que a saída do secretário de Tesouro e Orçamento, Bruno Funchal, é simbólica: “Espero que a saída do secretário chame a atenção de algumas pessoas. Os mercados estão dando sinal muito claro do que é inaceitável“, disse.

“É um conjunto de fatores que tira a credibilidade da equipe econômica. Temos um símbolo forte com a saída dos secretários. Eles estão dizendo, de maneira não tão clara, isso: eles tinham um compromisso de cumprir com o regime fiscal e isso não está sendo feito. Eles não tinham mais o que fazer lá”, afirmou.

Meirelles explica que o teto foi idealizado com inflação acumulada até junho justamente para dar previsibilidade ao governo na produção do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLOA) do ano seguinte. Tendo a correção já calculada, o governo consegue se programar para saber quanto pode gastar.

Para ele, a mudança no teto leva o país para um caminho “quase desastroso”. Ele afirmou que, quando foi instaurado, o teto ajudou o país a recuperar a credibilidade depois de uma recessão – entre junho de 2015 e maio de 2016 – pior do que a causada pelo covid-19. “O teto de gastos foi fundamental para reverter a situação”, disse, citando aumento nos índices de confiança, queda nos juros e na inflação.

5- “Nem todo mundo deveria dirigir carro elétrico”, diz executivo da Toyota

Nem todas as pessoas deveriam dirigir carros elétricos como forma de se combater as mudanças climáticas, afirmou nesta quinta-feira o cientista-chefe da Toyota, Gill Pratt, durante evento promovido pela Reuters.

Os comentários de Pratt, feitos no Automotive Summit, da Reuters Events, durante um debate sobre veículos elétricos, parecem amplificar declarações feitas no ano passado pelo presidente da Toyota, Akio Toyoda.

Toyoda e outros executivos da montadora afirmaram que veículos elétricos terão um papel importante na redução de emissões, mas que outras soluções deveriam ser usadas, como veículos híbridos e movidos a célula de hidrogênio.

No evento desta quinta-feira, Pratt afirmou que a Toyota acredita em “diversidade de motorizações” para que os clientes tenham diferentes ferramentas para reduzirem emissões de CO2. “Não cabe a nós prever qual solução é a melhor ou dizer que apenas uma vai funcionar”, disse ele.

Incentivos governamentais deveriam ser conduzidos para redução de emissões de carbono, não para selecionar qual tecnologia automotiva é a melhor forma de se atingir esta meta, acrescentou Pratt. Ele se referiu a propostas de proibição de motores movidos por combustão interna, algo que inclui os híbridos.

A Toyota ficou entre as principais montadoras que apoiaram o governo do ex-presidente dos EUA Donald Trump em sua tentativa de impedir a Califórnia de definir seus próprios padrões de exigência para emissão zero de carbono. A companhia, porém, acabou desistindo do apoio neste ano.

A Toyota tem afirmado que planeja investir US$ 13,5 bilhões até 2030 em baterias para carros elétricos, mas até agora seus planos para lançamento de novos modelos com esta tecnologia parecem relativamente modestos diante de montadoras dos Estados Unidos como General Motors e Ford, que prometem investir cerca de US$ 30 bilhões cada até 2025 em eletrificação de veículos.

Executivos da Toyota continuam a promover os méritos dos veículos híbridos da marca, que estão no mercado há mais de 20 anos.

(*Com informações de Reuters e Estadão Conteúdo)

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