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5 fatos para hoje: gasolina a R$ 8 no sudeste; aniversário de um ano do Pix

Até o fim de outubro, o Pix tinha 348,1 milhões de chaves cadastradas.

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PIX
Pix é o pagamento instantâneo brasileiro. O meio de pagamento criado pelo Banco Central (BC) em que os recursos são transferidos entre contas em poucos segundos, a qualquer hora ou dia. É prático, rápido e seguro.

1- Preço do litro da gasolina já beira R$ 8 também no sudeste

Além da Região Sul, alguns postos de abastecimento da Região Sudeste registram o litro da gasolina a R$ 7,999 na última semana, ampliando a alta no maior mercado do país, segundo a Agência Nacional do Petróleo (ANP). O preço médio do litro da gasolina na semana de 7 a 13 ficou em R$ 6,753, 0,6% mais caro que na semana anterior. O menor preço foi encontrado no Sudeste, a R$ 5,259. O gás de cozinha continua custando R$ 140 no Centro-Oeste, e o preço médio nesta semana se manteve em R$ 102,52 para o botijão de 13 quilos.

2- Pix completa um ano

No aniversário de um ano, o Pix, sistema de pagamento instantâneo do Banco Central (BC), ganha nova funcionalidade. Entra em vigor nesta terça-feira (16) o Mecanismo Especial de Devolução, que agilizará o ressarcimento ao usuário vítima de fraude ou de falha operacional das instituições financeiras.

O mecanismo está regulamentado por uma resolução editada pelo BC em junho. Desde então, as instituições financeiras estavam se adaptando aos procedimentos.

Até agora, em uma eventual fraude ou falha operacional, as instituições envolvidas precisavam estabelecer procedimentos operacionais bilaterais para devolver o dinheiro. Segundo o BC, isso dificultava o processo e aumentava o tempo necessário para que o caso fosse analisado e finalizado. Com o Mecanismo Especial de Devolução, as regras e os procedimentos serão padronizados.

Até o fim de outubro, segundo os dados mais recentes do BC, o Pix tinha 348,1 milhões de chaves cadastradas por 112,65 milhões de usuários. Desse total, 105,24 milhões são pessoas físicas e 7,41, pessoas jurídicas. Cada pessoa física pode cadastrar até cinco chaves Pix e cada pessoa jurídica, até 20. As chaves podem ser distribuídas em um ou mais bancos.

Em um ano de funcionamento, o volume de transações pelo Pix deu um salto. Em outubro, o sistema de pagamentos instantâneos movimentou R$ 502 bilhões, contra R$ 25,1 bilhões liquidados em novembro do ano passado. Segundo o Banco Central, 75% das transações do Pix em outubro ocorreram entre pessoas físicas, contra 87% no primeiro mês de funcionamento. Os pagamentos de pessoa física para empresa saltaram de 5% para 16% no mesmo período.

3- PEC dos Precatórios: Bolsonaro fala em destinar recursos a servidores

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta segunda-feira, dia 15, que estuda destinar parte dos recursos bilionários a serem liberados pela PEC dos precatórios a servidores públicos. A proposta de emenda à Constituição foi aprovada pela Câmara e vai ser votada agora no Senado, alterando o teto de gastos e viabilizando o pagamento do programa substituto do Bolsa Família, o Auxílio Brasil de R$ 400, até o fim de 2022, ano eleitoral.

A PEC vem enfrentando oposição por partidos de esquerda, com forte base sindical, e sindicatos do funcionalismo que veem ameaças ao pagamento de dívidas a servidores aposentados que ganharam na Justiça o direito de receber benefícios atrasados. O presidente não esclareceu se planeja algum tipo de reajuste salarial a categorias.

“Tínhamos previsto pagar em torno R$ 30 bilhões no ano que vem e passou para quase R$ 90 bilhões. Essa diferença tem que entrar no teto. E se entrar no teto, a gente para o Brasil”, afirmou Bolsonaro, durante entrevista na Expo Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. “Não queremos romper o teto. Propusemos ao Congresso, e a Câmara deu sinal verde, para parcelar mais da metade disso aí. Daí dá para a gente atender os mais necessitados, atender a questão orçamentária, e pensamos até em, dado o espaço que está sobrando, atender em parte os servidores.

4- Publicidade tenta animar Black Friday ‘morna’

O cenário desolador para o varejo, que recuou 1,3% em setembro em meio à inflação em disparada, coloca em dúvida a força de uma das datas mais esperadas do varejo: a Black Friday. Diante do momento econômico difícil, o jeito está sendo apostar na força da comunicação: desde o início deste mês, as marcas veiculam campanhas sobre a data na televisão, nas redes sociais e até em jogos de computador.

Segundo o levantamento feito pela plataforma Buzzmonitor, o interesse pela Black Friday cresceu entre outubro e novembro nas redes sociais, como é comum neste período. Em um mês, as publicações no Instagram sobre o tema cresceram 3.900%. “De um lado algumas empresas estão cautelosas, mas de outro o cliente tenta tirar o atraso do que ele não fez durante a pandemia”, diz o consultor Jaime Troiano, da Troiano Branding.

Nomes como Magazine Luiza, Via – dona da Casas Bahia e Ponto Frio – e Mercado Livre prometem nas campanhas facilidades como frete grátis, parcelamentos e descontos que vão de 20% até 70% nos produtos de plataformas digitais e em lojas físicas.

Para o consultor em marcas Luciano Deos, da consultoria GAD, o cenário de inflação, dólar alto e baixos estoques deixam companhias receosas de fazer campanhas mais agressivas. “Dar descontos neste momento é uma dificuldade de todas as empresas, principalmente a um mês do Natal, que também é uma data muito importante para o setor.”

Para Deos, diferentemente de anos anteriores, esta edição deve ser dedicada a “manter a agenda” e trazer reposicionamento de marcas, já que as ofertas devem ser mais tímidas. “As marcas vão preferir esperar para vender no Natal, quando é possível vender com preços melhores”, diz.

5- Provedores cobram do Cade acesso a acordo com operadoras para venda da Oi móvel

A associação que representa os provedores regionais de internet País cobrou do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) que torne pública a minuta do acordo proposto a TIM, Vivo e Claro para que o órgão antitruste aprove o fatiamento da rede móvel da Oi entre as concorrentes.

O pedido partiu da Associação Brasileira das Prestadoras de Serviços de Telecomunicações (Telcomp) em e-mail juntado ao processo na noite da última sexta-feira (12).

A venda da rede móvel da Oi para as rivais foi acertada por R$ 16,5 bilhões em leilão realizado em dezembro do ano passado. Desde então, aguarda o aval do Cade. Por sua vez, os provedores regionais veem riscos na concentração de mercado, pois muitos dependem das redes das grandes teles para prestar seus serviços de internet.

No início deste mês, a Superintendência-Geral do Cade recomendou a aprovação do negócio, desde que acompanhado de contrapartidas previstas em um Acordo em Controle de Concentrações (ACC), tais como o compartilhamento de redes de acesso, o aluguel de espectro e oferta de roaming para operadoras regionais, entre outros pontos.

O problema, na visão da Telcomp, é que o detalhamento do ACC não foi publicado. O Cade tornou público apenas um parecer em que apresenta a análise da concentração de mercado e as diretrizes para o acordo a ser firmado com TIM, Vivo e Claro. Mas a associação de provedores considera isso muito pouco para que se possa fazer uma análise das consequências para o setor.

“A referida minuta de ACC e os respectivos argumentos apresentados pelas requerentes (TIM, Vivo e Claro) encontram-se indisponíveis nos autos públicos deste ato de concentração, impossibilitando que a TelComp se manifeste”, argumentou.

“O parecer da superintendência-geral do Cade é bastante genérico quanto ao que é abrangido por tal minuta de ACC, de modo que é absolutamente inviável para a TelComp realizar uma devida análise a respeito da adequação e da suficiência dos termos e condições de tal acordo para o endereçamento dos reconhecidos riscos concorrenciais da operação”, acrescentou.

“A confidencialidade da minuta de ACC é benéfica tão somente às próprias requerentes”, complementou. A TelComp pediu também a suspensão da contagem do prazo de 30 dias para manifestações a respeito do assunto.

(*Com informações de Agência Brasil e Estadão Conteúdo)

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