O conflito no Irã continua no radar dos mercados, mas o bitcoin (BTC) tem conseguido navegar relativamente bem em meio ao ambiente de tensão. Na manhã desta sexta-feira (13), a criptomoeda é negociada na faixa dos US$ 72 mil, com alta de quase 3% nas últimas 24 horas.

Se mantiver o ritmo e nenhum novo fator negativo surgir no radar, o ativo digital caminha para um ganho semanal próximo de 10% – algo que não acontece desde setembro do ano passado, segundo dados da plataforma CoinGlass.

O movimento sugere, segundo analistas, que parte dos investidores pode estar voltando a enxergar o bitcoin como um ativo de diversificação em momentos de incerteza macroeconômica. Além disso, a criptomoeda parece atravessar uma fase de consolidação de preços, após períodos recentes de maior volatilidade.

“O BTC tem demonstrado resiliência em meio ao aumento da volatilidade global e continua se beneficiando da narrativa de ativo alternativo em cenários de instabilidade geopolítica”, falou André Franco, CEO da Boost Research.

No curto prazo, porém, a expectativa para o bitcoin segue neutra a levemente negativa, segundo o especialista. É provável, falou, que o preço permaneça entre US$ 69 mil e US$ 73 mil, enquanto investidores acompanham os próximos desdobramentos do conflito no Oriente Médio e as expectativas para a política monetária global.

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Token do Trump dispara 50%

Se o dia está positivo para o bitcoin, ele começou ainda melhor para os detentores da memecoin Official Trump (TRUMP), ligada ao polêmico presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

O token disparou 50% nas últimas 24 horas, para US$ 4,28, após a equipe do projeto anunciar que os maiores detentores da criptomoeda serão convidados para um jantar fechado com Trump em Mar-a-Lago, residência do político na Flórida.

O anúncio desencadeou uma corrida entre investidores – e fãs do presidente – para comprar o ativo e tentar entrar na lista dos maiores holders, condição necessária para garantir o convite.

Não é a primeira vez que algo assim acontece. O projeto já promoveu iniciativa semelhante ano passado – estratégia que, na época, gerou críticas no Congresso americano, por misturar política, celebridade e especulação no mercado cripto.

Veja as cotações das principais criptomoedas às 9h20.

Bitcoin (BTC):  +2,80%, US$ 72.426,33

Ethereum (ETH): +3,33%, US$ 2.129,22

XRP (XRP): +2,49%, US$ 1,42

BNB (BNB): +2,43%, US$ 668,70

Solana (SOL): +3,87%, US$ 90,30

Outros destaques do mercado cripto

IOF nas stablecoins? Entidades dizem não. A possibilidade de cobrança de IOF nas stablecoins continua dando o que falar. Ontem, as entidades ABcripto, ABFintechs, Abracam, ABToken e Zetta, que representam mais de 850 empresas, divulgaram uma nota conjunta com um recado direto: a eventual tributação sobre essas criptos seria ilegal. O argumento é o seguinte: o IOF de câmbio exige a entrega efetiva de moedas fiduciárias – como real ou dólar – o que, segundo as entidades, não acontece na negociação de ativos virtuais.

Novo prazo para projeto-piloto de tokenização. A Anbima prorrogou até 27 de março as inscrições para seu projeto-piloto de tokenização. A ideia é que participantes testem, em um ambiente simulado e supervisionado, o desenvolvimento de debêntures e fundos de investimento em blockchain ou tecnologias semelhantes. A entidade pretende selecionar até 20 propostas. Detalhe: os testes serão realizados sem movimentação financeira real.

Sem moeda digital estatal nos EUA. Desde a volta de Donald Trump à Casa Branca, os EUA adotaram um discurso mais favorável à cripto – especialmente entre republicanos. Há, porém, um tipo de ativo digital que não agrada aos legisladores: as CBDCs, moedas digitais emitidas por bancos centrais. Ontem, o Senado do país aprovou por 89 votos a 10 a inclusão, em um projeto de lei sobre habitação, de uma cláusula que proíbe a criação direta ou indireta de uma CBDC. A justificativa é que a inovação financeira deve partir do setor privado – e não do governo.

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