Os bancos centrais da Inglaterra (BoE) e da zona do euro (BCE) definem hoje suas taxas de juros, enquanto os Estados Unidos divulgam novos dados de inflação. Já o Banco do Japão (BoJ) decide sua política monetária na sexta-feira (19).
O índice de preços ao consumidor (CPI) dos Estados Unidos, referente a novembro, é o dado-chave para calibrar as expectativas sobre a possibilidade de o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) estender os cortes de juros em 2026. O consenso do mercado aponta para uma alta anual próxima de 3,1%, ainda distante da meta de 2% do Fed.
Entre as decisões de política monetária, a mais relevante para o mercado cripto é a do Japão. Há expectativa de que o país eleve a taxa básica em 25 pontos-base, de 0,5% para 0,75%.
A decisão tem impacto direto sobre o mercado cripto por causa do carry trade – estratégia em que investidores tomam empréstimos em ienes, com juros baixos, para aplicar recursos em países com taxas mais elevadas. Com a alta dos juros no Japão, o diferencial diminui, forçando a desmontagem dessas posições.
Como essas operações envolvem trilhões de dólares, o ajuste costuma exigir liquidez imediata, o que leva à venda de ativos de risco, incluindo o bitcoin, para pagamento dos empréstimos.
“Essa combinação exacerbou a aversão ao risco, resultando em movimentos mistos em commodities e moedas. Já o bitcoin possui uma expectativa de curto prazo neutra a levemente negativa”, disse André Franco, CEO da Boost Research.
Veja as cotações das principais criptomoedas às 9h30:
Bitcoin (BTC): +0,48%, US$ 87.148,09
Ethereum (ETH): -2,47%, US$ 2.854,45
XRP (XRP): -1,95%, US$ 1,87
BNB (BNB): -2,20%, US$ 838,17
Solana (SOL): -2,54%, US$ 123,68
Outros destaques do mercado cripto
USP estuda criar criptomoeda própria. As criptomoedas chegaram às universidades brasileiras. Três professoras da USP propuseram, em um artigo, a criação de uma moeda digital da instituição, batizada de ₿itUSP. A ideia é usar o ativo para registrar e facilitar transações internas entre unidades, laboratórios, hospitais, áreas administrativas e membros da comunidade universitária. A proposta deixa claro que a moeda não teria caráter especulativo nem funcionaria como ativo financeiro.
ABCripto tem nova presidente. Após dias de tensão interna e disputas entre a presidência e diretores, a Associação Brasileira de Criptoeconomia (ABCripto) elegeu uma nova diretora-presidente. A escolhida foi Julia Rosin, consultora e representante da Coinbase no Brasil. Em nota, ela afirmou que sua gestão terá foco técnico, responsável e colaborativo, com o objetivo de fortalecer o desenvolvimento sustentável da criptoeconomia no país.
Bancos dos EUA entram no jogo do bitcoin. O interesse dos bancos americanos pelo mercado cripto não se limita às stablecoins. Instituições financeiras dos Estados Unidos já comercializaram, juntas, mais de US$ 530 milhões em notas vinculadas ao IBIT, o ETF de bitcoin da BlackRock. Ao todo, 14 dos 25 maiores bancos do país – que até pouco tempo tratavam o bitcoin com ceticismo – passaram a estruturar produtos cripto para seus clientes, sinalizando uma mudança clara de postura do setor tradicional.
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