O bitcoin (BTC) sobe na manhã desta quinta-feira (12), mas ainda roda abaixo da faixa psicológica dos US$ 70 mil – sinal de que o mercado segue pisando em ovos com as criptomoedas.

Os dados fortes de emprego nos Estados Unidos, divulgados ontem, reduziram as apostas em cortes de juros no curto prazo e esfriaram o apetite por ativos de risco, como cripto.

No meio desse cenário incerto, porém, teve gente aproveitando a queda para ir às compras. As chamadas baleias – investidores com grandes quantidades de bitcoin – voltaram a acumular.

Endereços com ao menos 1.000 BTC adicionaram cerca de 53 mil bitcoins às carteiras na última semana, algo perto de US$ 3,6 bilhões, segundo dados da Glassnode. Foi a maior rodada de compras desde novembro.

Movimentos assim costumam funcionar como um colchão para o preço e são um daqueles sinais silenciosos que traders monitoram de perto. Ainda assim, não foi o bastante para virar o humor do mercado por completo.

E há um contraponto: apesar das compras recentes, as baleias têm sido vendedoras líquidas ao longo do último ano. Desde meados de dezembro, mais de 170 mil BTC – cerca de US$ 11 bilhões – saíram dessas carteiras, também de acordo com a Glassnode. Ou seja: elas voltaram a comprar, mas ainda não dá para dizer que o mar ficou calmo.

Veja as cotações das principais criptomoedas às 9h30.

Bitcoin (BTC):  +1,50%, US$ 68.014,11

Ethereum (ETH): +1,80%, US$ 1.988,99

XRP (XRP): +1,70%, US$ 1,40

BNB (BNB): +4,25%, US$ 617,29

Solana (SOL): +0,79%, US$ 81,83

Outros destaques do mercado cripto

Cripto vira palanque no Brasil. As eleições brasileiras já movimentam a Polymarket, plataforma de previsões que permite apostar em eventos futuros com criptos. Por lá, usuários já colocaram US$ 17,5 milhões (cerca de R$ 90 milhões) no pleito. Lula aparece na frente, com 50% das probabilidades, enquanto Flávio Bolsonaro surge em segundo, com 30,9%. No protocolo, é possível comprar tokens de “sim” ou “não”, que representam os possíveis resultados da eleição. Se o palpite se confirmar, o investidor troca os tokens pelo valor proporcional ao montante apostado.

JPMorgan vê copo mais cheio. Apesar da fase de correção no mercado cripto, o JPMorgan mantém um tom construtivo para 2026. Em relatório, o banco afirma esperar uma retomada dos fluxos para ativos digitais, desta vez liderada por investidores institucionais, que têm demonstrado mais apetite do que o varejo. Na avaliação da casa, esse perfil de demanda cria as condições para um possível repique caso haja nova rotação de capital em direção ao setor.

BlackRock vai para o DeFi. A BlackRock, maior gestora de ativos do mundo, tem um token próprio, o BUIDL, lastreado em títulos do Tesouro dos EUA – considerados os papéis mais seguros do planeta. Pois a empresa decidiu levar esse ativo digital para negociação na Uniswap, uma exchange descentralizada. Na prática, o movimento empurra a gigante mais badalada de Wall Street para dentro do universo das finanças descentralizadas (DeFi) e amplia o alcance do token no ecossistema cripto. O mercado, claro, viu o passo com bons olhos.

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