Enquanto você dormia…
- Os mercados seguem com sensação de “esperar para ver”. Às 7h20, os futuros das bolsas de Nova York seguiam em queda: o S&P 500 futuro está em queda de cerca de –0,84% e o Nasdaq futuro também recua -1,02%.
- A Europa abriu em alta moderada puxada por bancos. O Stoxx 600 sobe +0,30%.
- As bolsas asiáticas tiveram viés negativo. O índice Nikkei, da bolsa de Tóquio, encerrou com queda de -0,10%. O Hang Seng, de Hong Kong, terminou em forte baixa de -2,08%.
- O índice dólar (DXY) sobe +0,36% para 98,48 pontos. O petróleo Brent segue me baixa de -1,80% cotado a US$ 68,34 o barril. Os juros da Treasury de 10 anos sobem para 4,257% ao ano.
Destaques do dia
- Fed em foco: Trump deve bater o martelo hoje. O presidente dos EUA afirmou que deve anunciar nesta sexta-feira seu indicado para presidir o Federal Reserve. Nas bolsas de apostas, o ex-Fed Kevin Warsh desponta como favorito. Warsh já foi membro do BC americano e sua nomeação levanta debates porque ele tem histórico de apoiar juros mais baixos. Ainda assim, seria o nome menos contestado entre aqueles que apareceram na lista de candidatos de Trump.
- E daí? Decisão sobre o presidente do Fed pode mexer diretamente com expectativas de juros nos EUA e com fluxo de capital global, o que influencia o dólar, juros e ativos de risco. Esses movimentos acabam respingando sobre ativos brasileiros e moedas emergentes.
Giro pelo mundo
- Mega aposta em IA: Amazon está em negociações para investir até US$ 50 bilhões em OpenAI, a criadora do ChatGPT, ampliando a corrida entre gigantes de tecnologia pela inteligência artificial.
- Volatilidade em tech: Resultados de algumas big techs pesaram em Wall Street, ajudando a explicar os recuos de futuros. As ações da Microsoft tiveram queda de 10% na quinta-feira, após divulgação do balanço.
Giro pelo Brasil
- Rumos da Selic: Após Copom manter juros, indicadores domésticos continuam sendo o centro do debate entre inflação e crescimento.
- Dólar flutuando: Câmbio segue impactado pelo ajuste de risco global e fluxo de recursos estrangeiros no mercado local ainda em foco.
Giro corporativo
- Venda da CBA: A Votorantim acertou a venda do controle da Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) para um consórcio formado pela chinesa Aluminum Corporation of China Limited (Chalco) e pela anglo-australiana Rio Tinto. Pela sua fatia de 68,6% na CBA, a Votorantim irá receber R$ 4,69 bilhões.
- Os compradores da CBA se comprometem a realizar uma oferta pública de aquisição de ações (OPA) para os acionistas minoritários. Com isso, o desembolso da joint venture Chinalco e Rio Tinto será da ordem de R$ 6,8 bilhões.
- Agibank planeja IPO nos EUA: no mesmo dia em que o PicPay, do grupo J&F, estreou na Nasdaq, Agibank (o Agi) publicou o prospecto preliminar de seu IPO nos EUA e pediu listagem na Nyse, sob o ticker AGBK. O objetivo é levantar até US$ 830 milhões. A oferta está prevista para ser precificada em 10 de fevereiro.
- Nubank recebe aprovação para atuar como banco nos EUA: o Office of the Comptroller of the Currency (OCC), órgão do governo americano responsável por regular e supervisionar os bancos e instituições de poupança federais, concedeu aprovação condicional para uma licença de banco nacional ao Nubank.
Agenda do dia
- 08:30: – Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio/ taxa de desemprego (dez) – IBGE. A PNAD contínua traz dados econômicos importantes como a taxa de desemprego de dezembro. No mês anterior, o indicador fechou em 5,2%.
- 09:30: Índice de Preços ao Produtor (dez) – EUA. Indicador de inflação na ponta da produção.
- 10:00: (previsto) Presidente dos EUA, Donald Trump, planeja anunciar nome do futuro presidente do Fed — pode trazer direção para juros e dólar.
- 19:00: Discurso da diretora do FED, Michelle W. Bowman. Pode fornecer pistas sobre os rumos dos juros nos EUA.
- Balanços/Resultados nos EUA — Antes da abertura: Exxon Mobil, Chevron e American Express.
Ótima sexta-feira e bons negócios!