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Empresas de papel e celulose foram as que mais investiram em bens de capital

Suzano é destaque, com aumento de quase R$ 3 bilhões no Capex, diz estudo com base em dados do 2º trimestre.

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As fabricantes do segmento de madeira e papel (celulose) são o grupo de empresas que mais aumentaram seus investimentos em bens de capital, medidos pelo Capex (capital expenditure, do inglês). A conclusão é de um levantamento divulgado pela L4 Capital, com base nos balanços financeiros divulgados no segundo trimestre deste ano, usando como base a comparação com o mesmo período do ano anterior.

Rolos fabricados pela indústria de papel e celulose 30/10/2018 REUTERS/Benoit Tessier

O termo Capex pode ser traduzido como “despesa de capital”. Nada mais é que a compra de bens ou serviços significativos que serão usados ​​para melhorar o desempenho de uma empresa no futuro. As despesas de capital são, via de regra, de ativos fixos, como aquisição de propriedades, instalações, máquinas e equipamentos próprios. 

Segundo o estudo, o setor elevou os gastos com Capex, em média, em R$ 1 bilhão no período, com destaque para a Suzano (SUZB3), que investiu quase R$ 3 bilhões entre abril e junho deste ano.

Para 2023, a fabricante de papel e celulose surpreendeu o mercado ao anunciar que projetou um Capex 15% acima ao investido em 2022 – somando R$ 18,5 bilhões. Seu maior investimento nessa conta é a construção da nova fábrica de celulose no Mato Grosso do Sul, o projeto Cerrado.

suzano
Projeto Cerrado, projeção da nova fábrica da Suzano no Mato Grosso do Sul. Divulgação

Após o anúncio feito pela companhia, o BTG Pactual escreveu em relatório que esperava um aumento da alavancagem (nível de endividamento) da companhia este ano, mas ponderou que a empresa “possuía posição suportável para suportar desembolsos acelerados”.

Buscando recursos para se financiar

Além do maior investimento em Capex, o levantamento apontou que as fabricantes de papel e celulose aumentaram em 70% o volume de recursos captados por meio de empréstimos e financiamentos em relação ao mesmo período do ano anterior – um incremento considerado significativo.

“Isso sugere que as empresas deste setor estão buscando financiamento para sustentar suas ambições de crescimento”, conclui a L4, por nota.

Na sequência, as maiores investidoras em Capex foram as empresas de petróleo, gás e biocombustíveis, com um aumento de R$ 524 bilhões no período analisado. Os destaques no segmento foram Ultra, que investiu R$ 6 bilhões, e a Cosan, que desinvestiu R$ 2,2 bilhões, diz a L4.

A categoria de alimentos processados ocupou a terceira posição, com R$ 176 milhões investidos no segundo trimestre. No segmento, a fabricante Marfrig Global Foods investiu R$ 3 bilhões, enquanto a JBS desinvestiu R$ 0,7 bilhão, segundo o levantamento.

Telecomunicações na ponta negativa

Na outra ponta, o setor de telecomunicações foi o que menos investiu em bens de capital no período analisado. A operadora Vivo (VIVT3) gastou cerca de R$ 4,5 bilhões a menos em Capex em comparação com o mesmo período do ano passado.

Dentro do setor de máquinas e equipamentos, dois casos fora da curva fizeram a categoria apresentar uma elevação de 75% em comparação ao mesmo período do ano anterior.

Segundo a L4, ao excluir Armac (ARML3), que apresentou um aumento superior a 1.000% no Capex, e Bardella Indústrias Mecânicas (BDLL4), que surpreendeu com um elevação de 100.000%, “o setor tendeu a registrar um crescimento em linha com a média dos demais setores, em torno de 10%”, diz o levantamento.

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