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Energisa vê lucro cair no 4° trimestre com piora em resultado financeiro

No ano completo de 2020, a Energisa apurou lucro de R$ 1,6 bilhão, avanço de 204,9%.

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em

por

Reuters
Linhas de transmissão de energia elétrica REUTERS/Ueslei Marcelino

A Energisa (EGIE3) teve lucro líquido de R$ 192 milhões no quarto trimestre, queda de 45,6% ante mesmo período de 2019, impactada pela piora no resultado financeiro, embora sem efeitos no caixa.

Desconsiderado esse fator e outros itens não-recorrentes, o lucro somou R$ 313,3 milhões, com salto de 87,2% na comparação anual, disse a elétrica.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebidta) somou R$ 1,12 bilhão no trimestre, avanço de 15,7% na comparação anual. O Ebitda ajustado foi de R$ 1,22 bilhão, alta de 16,1%.

No ano completo de 2020, a Energisa apurou lucro de R$ 1,6 bilhão, avanço de 204,9% ano a ano, enquanto o Ebitda teve aumento de 12,3% na mesma base, para R$ 3,9 bilhões.

Com negócios em distribuição, transmissão e geração de energia, a empresa somou receita operacional líquida de R$ 5,57 bilhões de outubro a dezembro, alta de 25,2% ano a ano.

O resultado financeiro foi negativo em R$ 495,7 milhões, contra R$ 231,4 milhões no quatro trimestre de 2019.

A Energisa disse que esse número refletiu a contabilização de uma opção de conversibilidade do bônus de subscrição de uma emissão de debêntures, que teve impacto negativo de R$ 393,9 milhões, contra R$ 144,2 milhões no mesmo período de 2019.

Investimentos e mercado

Os investimentos da Energisa totalizaram R$ 677,3 milhões no trimestre, com queda de 32,1% no comaparativo anual, enquanto fecharam o ano com recuo de 14,5%, em R$ 2,7 bilhões.

Devido à pandemia, a empresa postergou alguns investimentos. A Energisa também buscou foratelecer a liquidez com medidas de proteção ao caixa e captação de recursos de financiamento e capital de giro, além de alongamento da dívida de curto prazo e cortes de despesas.

“Como resultado, concluímos o ano com caixa de 6,6 bilhões de reais e uma redução de 11% no PMSO”, afirmou, em referência a sigla para despesas com pessoal, material, serviços e outros.

Já o consumo consolidado de energia elétrica nos mercados cativo e livre atendido pelas distribuidoras da companhia teve crescimento de 5,2% no trimestre.

“O mercado consolidado das distribuidoras da Energisa cresceu 2,5 pontos percentuais acima do consumo energia elétrica do Brasil em 2020, segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Nos últimos 12 anos, este diferencial foi na média 2,25 pontos percentuais por ano”, apontou a empresa.

A companhia encerrou o ano com 8,05 milhões de unidades consumidoras atendidas, aumento de 2,9% em um ano.

A taxa de inadimplência consolidada da Energisa dos últimos 12 meses, considerando os impactos da pandemia de Covid-19 e medidas impostas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), foi de 1,64% no trimestre, contra 0,93% no fim de 2019.

Com isso, a elétrica registrou provisões para calotes (de R$ 380,4 milhões em 2020, ante R$ 212,5 milhões um ano antes).

A Energisa aprovou R$ 500,8 milhões para pagamento de dividendos relativos a 2020, dos quais R$ 101,6 milhões já foram depositados em agosto. O dividendo complementar, de R$ 399,2 milhões, será pago em 30 de março.

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