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Vale, Samarco e Usiminas retomam operações em MG após chuvas intensas

A Vale informou que não há mais paralisações de produção em seu Sistema Sudeste devido às chuvas e que suas atividades no Sistema Sul estão em processo de retomada.

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Área de colapso de mina da Vale em Brumadinho (MG) Reuters/Washington Alves

As mineradoras Vale (VALE3), Samarco e Usiminas (USIM3) retomaram operações gradualmente após a paralisação de atividades durante o período de chuvas intensas que atingiram a importante região mineradora do país na semana passada, conforme informaram as companhias.

A Vale informou nesta segunda-feira que não há mais paralisações de produção em seu Sistema Sudeste devido às chuvas e que suas atividades no Sistema Sul estão em processo de retomada.

A empresa estimou ainda um impacto de aproximadamente 1,5 milhão de toneladas da produção e compra de minério de ferro devido às chuvas, e reiterou sua previsão de produção da commodity de 320-335 milhões de toneladas para 2022.

Já a Samarco, joint venture da Vale com o grupo angloaustraliano BHP,, informou também nesta segunda-feira que suas operações já voltaram ao normal na semana passada, sem entrar em detalhes.

A produção de concentrado de minério de ferro da Samarco chegou a operar com 50% da capacidade na semana passada, devido à umidade elevada.

A Usiminas, por sua vez, comunicou no sábado que a sua controlada Mineração Usiminas S.A.(Musa) iniciou, a partir de sexta-feira, a retomada de suas operações de forma gradual.

A empresa ressaltou, no entanto, que “as consequências das fortes chuvas na região afetaram também as empresas que participam da cadeia logística de escoamento de minério, e que a Musa está acompanhando a evolução das ações implementadas por tais empresas de forma a assegurar a mais rápida recuperação possível.”

O anúncio espontâneo de paradas de produção de minério de ferro por mineradoras diante de intensas chuvas em Minas Gerais na semana passada e a pronta presença de equipes de fiscalização de suas atividades evidenciaram um incremento da governança ambiental e da transparência do setor brasileiro.

O movimento ocorre enquanto a indústria trabalha para reconquistar a confiança da sociedade, após ter sido protagonista de dramáticos desastres mortais nos últimos anos, afirmaram especialistas e integrantes do segmento mineral à Reuters.

Atividades da Vale

A Vale detalhou ainda nesta segunda-feira que, no Sistema Sudeste, a circulação de trens na Estrada de Ferro Vitória a Minas foi retomada no trecho Rio Piracicaba – João Monlevade, permitindo a expedição gradual da produção de Brucutu e Mariana.

Já o ramal de BH, responsável pelo transporte de carga geral, encontra-se paralisado, disse a empresa. Estão sendo estudadas alternativas logísticas para o retorno definitivo do ramal e para o escoamento da carga geral enquanto o ramal permanecer paralisado.

No Sistema Sul, foram liberados alguns acessos rodoviários e viabilizados outros alternativos, permitindo a circulação de empregados e terceiros às minas, e consequentemente, os trabalhos de adequação da infraestrutura das frentes de lavra das minas. Segundo a Vale, vários trechos das ferrovias da MRS tiveram sua circulação de trens liberada ou têm previsão de liberação ao longo da semana.

Com isso, foram retomadas, de forma gradual, as usinas de Abóboras, Vargem Grande, Fábrica e Viga, que representam cerca de metade da capacidade atual do Sistema Sul.

“As demais usinas deverão ser retomadas nos próximos dias, após trabalhos adicionais de reestabelecimento das condições operacionais adequadas e normalização das circulações de trens”, disse a mineradora.

Em relação a suas barragens na região, a companhia disse que permanece com gestão e monitoramento contínuo.

A mineradora informou sobre uma alteração nas condições de segurança de duas estruturas. Na barragem Área IX, houve elevação do protocolo de emergência de nível 1 para nível 2, após alterações piezométricas na ombreira direita da estrutura. A estrutura está desativada.

Já em Dique Elefante, a Vale iniciou o protocolo de emergência em nível 1, após erosão na ombreira direita da estrutura, sem o comprometimento de sua estabilidade global. O dique de contenção de sedimentos está em descaracterização.

Segundo a companhia, já foram iniciados estudos e ações corretivas em ambos os casos.

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