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O Zoom sobrevive ao fim do home-office?

Em outubro de 2020, a companhia passou por um pico no faturamento, se tornando uma das empresas que mais lucrou durante a pandemia.

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Muitas empresas lucraram rios de dinheiro durante a pandemia. Um exemplo foi o das empresas ligadas aos serviços de teleconferência, como o Zoom, o Slack, o Teams e Cisco. Com o trabalho e estudo remoto, abriu-se um mar de oportunidades para companhias que oferecessem serviços por vídeo chamada. Porém, com o retorno das pessoas aos escritórios e salas de aulas, como os negócios dessas companhias sobreviverá?

O Zoom deve perder 100 bilhões de dólares de valor de mercado depois do impulso gerado pela pandemia. O movimento de queda, segundo a Bloomberg, representa uma redução de quase 62% para o valor das ações da empresa. Em outubro de 2020, a companhia passou por um pico no faturamento, se tornando uma das empresas que mais lucrou durante a pandemia. 

As ações do Zoom (Z1OM34vêm despencando neste ano, mas principalmente depois de a companhia apresentar seu balanço do terceiro trimestre. Embora o lucro por ação e a receita líquida de um bilhão de dólares tenham ficado levemente acima das expectativas, investidores estão preocupados com o nível de crescimento da companhia, que diminuiu em relação aos primeiros meses de pandemia.

Ações da Zoom

No último trimestre, por exemplo, o incremento de receita foi de 35%, bem abaixo do crescimento de 367% apresentado no mesmo período de 2020. A expansão da base de usuários também perdeu ritmo, com os efeitos da volta aos escritórios. Segundo o analista Fernando Martin, da Levante Investimentos, o mercado terá de se contentar com um crescimento um pouco mais comedido do que aquilo que vinha sendo premeditado antes. Então há de fato uma revisão de crescimento para baixo.

Mas essa desaceleração do Zoom tem pressionado as ações da companhia, que aliás, acumulam perdas significativas esse ano indo na contramão da valorização de cerca de 400% dos papéis no ano passado. Pra ter uma ideia, nos últimos doze meses, os BDRs da companhia bateram a máxima de cento e cinco reais, enquanto em 25 de novembro eles estavam cotados em quarenta e seis reais.  Só que com a notícia de uma nova variante do vírus no exterior, as ações da companhia começaram a ganhar uma certa tração.

O que mostra como o cenário pandêmico ainda é incerto e que tudo pode acontecer. Quando teve o alívio das restrições da pandemia, o Zoom começou a sentir o baque dado seu produto estar totalmente vinculado a necessidade de as pessoas estarem em casa. E com isso, se faz necessário que a companhia encontrasse novas avenidas para crescer. A empresa já fez uma aposta de 14,7 bilhões de dólares na Five9 em julho para reforçar o seu negócio de central de atendimento.

Agora, analistas avaliam a capacidade de a empresa competir a longo prazo com empresas de peso, como Alphabet (GOGL34) e Microsoft (MSFT34), que oferecem pacotes de serviços completos em áreas bem distintas dentro do setor de tecnologia.

Olhando para seus rivais, o Teams é da gigante Microsoft, que está exposta a inúmeros outros serviços. O Slack é de propriedade da Salesforce, companhia de software que já negocia produtos com foco em atendimento ao cliente, marketing, inteligência artificial, gestão de comunidades, criação de aplicativos, entre outras frentes.

E tanto as ações da Salesforce como da Microsoft estão em uma crescente este ano, sem passar os “trancos e barrancos” que o Zoom vem passando.  O que mostra como pesa o fato de o serviço por vídeo ser apenas mais um dos produtos destas companhias e como o Zoom fica mais fragilizado em comparação. Agora, o que muitos se questionam é se essa seria a hora de deixar as ações do Zoom ou se ainda é cedo pra isso.

A Levante Investimentos pontua que apesar da queda dos papeis este ano, ainda parece ter espaço para crescimento. A companhia está avaliada em 72 bilhões de dólares no mercado, negocia a cerca de 18 vezes a sua receita (que é o múltiplo preço sobre vendas) e quase 60 vezes o lucro do ano fiscal.

Fabrício Gonçalvez, CEO da BOX Asset, alerta para o fato de a empresa enfrentar empresas competitivas no setor, inclusive com serviços mais completos que os oferecidos pelo Zoom. Do mais, se tiver de fato mais uma vez a decretação de novos lockdowns, a companhia vai ser novamente beneficiada. Então o investidor deve ficar de olho nas novas variantes do coronavírus, se novas restrições serão decretadas, para saber se a dependência pelos serviços por vídeo chamada vai continuar em alta.

Este conteúdo é de cunho jornalístico e informativo e não deve ser considerado como oferta, recomendação ou orientação de compra ou venda de ativos.

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